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Notícias
19
jul
2011
(PAPEL E CELULOSE)
Brasil perde US$ 7 bi para papel e celulose
As mudanças das regras relacionadas à venda de terras a estrangeiros, impostas pelo parecer da Advocacia Geral da União (AGU), têm freado os investimentos na área de plantio de florestas para o setor de papel e celulose. Segundo a presidente da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), Elizabeth de Carvalhaes, já foram represados cerca de US$ 7 bilhões em recursos que poderiam ter sido colocados no País para essa atividade.
A suspensão dos planos da europeia Portucel Soporcel em investir R$ 4,8 bilhões no Mato Grosso do Sul é apenas mais um caso de dificuldade que foi criado com a mudança na legislação brasileira.
"Este é um problema sério e grave, temos trabalhado com o governo para chegarmos a uma solução o mais rápido possível", afirmou a representante do setor. Embora entenda a motivação do governo e da AGU, de preservar o território brasileiro, Elizabeth lembra que a aquisição de terras para plantação de florestas "é um negócio de companhias nacionais de capital misto que estão no País, possuem CNPJ e pagam tributos".
Reflexo dessa percepção está na forma como a Portucel avaliou os investimentos no Brasil. Apesar de ter assinado, no segundo trimestre do ano passado, um protocolo com o Governo do Mato Grosso do Sul, em março deste ano a companhia fez novas análises de opções, tanto no Brasil como em outros países, como Uruguai, Angola e Moçambique. E decidiu pelo investimento nesta última região.
Moçambique, assim, deve receber US$ 2,3 bilhões em aportes até 2025. Mesmo com tudo isso, o Brasil tende a fechar o ano com uma produção de 14,8 milhões de toneladas de celulose. Se este número se confirmar, será um crescimento de 6% sobre os 14 milhões de toneladas do ano passado, estimou a presidente da entidade que representa a indústria de celulose e papel.
O planejamento do setor, porém, aponta um incremento maior da produção da commodity.
De acordo com a executiva, nos próximos oito anos o País deverá elevar sua produção para algo entre 20 e 22 milhões de toneladas de celulose, e dessa forma ultrapassar o volume que é produzido pela China.
A suspensão dos planos da europeia Portucel Soporcel em investir R$ 4,8 bilhões no Mato Grosso do Sul é apenas mais um caso de dificuldade que foi criado com a mudança na legislação brasileira.
"Este é um problema sério e grave, temos trabalhado com o governo para chegarmos a uma solução o mais rápido possível", afirmou a representante do setor. Embora entenda a motivação do governo e da AGU, de preservar o território brasileiro, Elizabeth lembra que a aquisição de terras para plantação de florestas "é um negócio de companhias nacionais de capital misto que estão no País, possuem CNPJ e pagam tributos".
Reflexo dessa percepção está na forma como a Portucel avaliou os investimentos no Brasil. Apesar de ter assinado, no segundo trimestre do ano passado, um protocolo com o Governo do Mato Grosso do Sul, em março deste ano a companhia fez novas análises de opções, tanto no Brasil como em outros países, como Uruguai, Angola e Moçambique. E decidiu pelo investimento nesta última região.
Moçambique, assim, deve receber US$ 2,3 bilhões em aportes até 2025. Mesmo com tudo isso, o Brasil tende a fechar o ano com uma produção de 14,8 milhões de toneladas de celulose. Se este número se confirmar, será um crescimento de 6% sobre os 14 milhões de toneladas do ano passado, estimou a presidente da entidade que representa a indústria de celulose e papel.
O planejamento do setor, porém, aponta um incremento maior da produção da commodity.
De acordo com a executiva, nos próximos oito anos o País deverá elevar sua produção para algo entre 20 e 22 milhões de toneladas de celulose, e dessa forma ultrapassar o volume que é produzido pela China.
Fonte: DCI
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