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Notícias
09
jul
2011
(MEIO AMBIENTE)
Cai preocupação do brasileiro com a preservação ambiental
Entre 2007 e 2011, o percentual de brasileiros que dizem adotar hábitos de consumo que preservam o meio ambiente caiu de 65% para 57%, segundo pesquisa nacional feita pela Federação do Comércio Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) divulgada em junho. Há cinco anos, quando o levantamento começou a ser realizado, 26% não consideravam a questão ambiental na hora de consumir, agora são 37%. Em 2007, 9% não responderam à pergunta, contra 6% em 2011.
Nos últimos cinco anos, segundo a Fecomércio, houve redução de hábitos como fechar a torneira ao escovar os dentes (caiu de 92% para 86%), apagar as luzes ao sair de determinado ambiente (de 93% para 88%), se programar antes das compras de alimentos para evitar desperdício (de 76% para 72%). “É difícil fazer uma afirmação genérica de que o consumidor brasileiro está menos consciente”, pondera Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu.
Ele explica que desde 2003, o Akatu vem medindo a consciência do cidadão no consumo e para isso, aplica uma metodologia própria. De acordo com esse mapeamento, o consumidor brasileiro é categorizado em quatro grupos conforme o nível de consciência e mobilização para o consumo mais sustentável; do mais alto para o mais baixo nesta ordem: conscientes, engajados, iniciantes e indiferentes.
De acordo com Mattar, pelo mapeamento do Akatu, há uma queda de consciência no consumo apenas entre no grupo de brasileiros perfilados nas duas faixas menos conscientes. O crescimento no consumo, nos últimos anos, e a inclusão de camadas consideráveis da população em níveis de renda que possibilitaram um consumo represado explicam um pouco este perfil. Em geral, este consumidor se preocupa mais com as coisas que dizem respeito a ele mesmo e no curto prazo, e menos com as que dizem respeito à sociedade no longo prazo.
“Já entre os consumidores considerados conscientes, que representam quase um terço da população brasileira, vem melhorando o comportamento em termos de consciência do impacto do consumo, seja sobre o meio ambiente, seja sobre a sociedade. Isso quer dizer que esse grupo internalizou a consciência do consumo e está no dia-a-dia utilizando essa consciência”, ressalta Mattar.
“O trabalho do Akatu tem foco no consumidor”, diz Mattar. Segundo ele, para reverter esse quando, o Akatu busca tanto criar a consciência do consumo entre os consumidores menos conscientes como aprofundar a prática entre os que já são mais conscientes.
“Nós acreditamos que a consciência no consumo só é possível se o consumidor conhecer os impactos de cada ato de consumo. É preciso que todos, além de ter informação, tenham a percepção de que o seu ato individual de consumo terá, efetivamente, um poder transformador sobre a sociedade e o ambiente. Nesse sentido, por meio da disseminação de informação, mobilizamos os consumidores para que, ao consumir, eles tenham a percepção do protagonismo que eles exercem nesse processo”.
Ainda segundo o levantamento da Fecomércio, em 2007, 27% dos brasileiros verificavam se os produtos adquiridos eram geneticamente modificados ou transgênicos. Em 2011, esse número caiu para 20%. Em relação ao desperdício, há cinco anos, 76% verificavam os armários e a geladeira antes de fazer compras e atualmente, esse percentual caiu para 72%.
Para o superintendente de Economia e Pesquisas da Fecomércio-RJ, João Carlos Gomes, “a construção de uma consciência verdadeiramente ecológica ainda se revela como um desafio ao país”.
Idosos mais conscientes que jovens
Em relação à idade dos entrevistados, os idosos têm maior preocupação quanto aos hábitos mais saudáveis para o meio ambiente: 91% dos brasileiros de terceira idade fecham a torneira ao escovar os dentes (apenas 81% dos jovens cultivam este hábito). A prática de separar o lixo para reciclagem também é maior: 54% contra 37%, respectivamente. A terceira idade também se preocupa mais com a renovação da vegetação: 41% dos idosos revelaram plantar árvores ou cuidar de jardins. Entre os jovens, 31% se ocupam desta forma.
Já na comparação entre os sexos, as mulheres mantêm hábitos mais ecológicos: 90% apagam a luz ao deixar um recinto, enquanto 86% dos homens lembram de “apertar o botão”. Ao escovar os dentes, 88% das mulheres fecham a torneira, contra 84% dos homens.
E entre as classes sociais, as diferenças também aparecem: 39% dos brasileiros das classes A e B afirmam consumir produtos com menor impacto ambiental, contra 25% e 19% das C e DE, respectivamente.
O levantamento foi realizado em 70 cidades, incluindo nove regiões metropolitanas do país.
Nos últimos cinco anos, segundo a Fecomércio, houve redução de hábitos como fechar a torneira ao escovar os dentes (caiu de 92% para 86%), apagar as luzes ao sair de determinado ambiente (de 93% para 88%), se programar antes das compras de alimentos para evitar desperdício (de 76% para 72%). “É difícil fazer uma afirmação genérica de que o consumidor brasileiro está menos consciente”, pondera Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu.
Ele explica que desde 2003, o Akatu vem medindo a consciência do cidadão no consumo e para isso, aplica uma metodologia própria. De acordo com esse mapeamento, o consumidor brasileiro é categorizado em quatro grupos conforme o nível de consciência e mobilização para o consumo mais sustentável; do mais alto para o mais baixo nesta ordem: conscientes, engajados, iniciantes e indiferentes.
De acordo com Mattar, pelo mapeamento do Akatu, há uma queda de consciência no consumo apenas entre no grupo de brasileiros perfilados nas duas faixas menos conscientes. O crescimento no consumo, nos últimos anos, e a inclusão de camadas consideráveis da população em níveis de renda que possibilitaram um consumo represado explicam um pouco este perfil. Em geral, este consumidor se preocupa mais com as coisas que dizem respeito a ele mesmo e no curto prazo, e menos com as que dizem respeito à sociedade no longo prazo.
“Já entre os consumidores considerados conscientes, que representam quase um terço da população brasileira, vem melhorando o comportamento em termos de consciência do impacto do consumo, seja sobre o meio ambiente, seja sobre a sociedade. Isso quer dizer que esse grupo internalizou a consciência do consumo e está no dia-a-dia utilizando essa consciência”, ressalta Mattar.
“O trabalho do Akatu tem foco no consumidor”, diz Mattar. Segundo ele, para reverter esse quando, o Akatu busca tanto criar a consciência do consumo entre os consumidores menos conscientes como aprofundar a prática entre os que já são mais conscientes.
“Nós acreditamos que a consciência no consumo só é possível se o consumidor conhecer os impactos de cada ato de consumo. É preciso que todos, além de ter informação, tenham a percepção de que o seu ato individual de consumo terá, efetivamente, um poder transformador sobre a sociedade e o ambiente. Nesse sentido, por meio da disseminação de informação, mobilizamos os consumidores para que, ao consumir, eles tenham a percepção do protagonismo que eles exercem nesse processo”.
Ainda segundo o levantamento da Fecomércio, em 2007, 27% dos brasileiros verificavam se os produtos adquiridos eram geneticamente modificados ou transgênicos. Em 2011, esse número caiu para 20%. Em relação ao desperdício, há cinco anos, 76% verificavam os armários e a geladeira antes de fazer compras e atualmente, esse percentual caiu para 72%.
Para o superintendente de Economia e Pesquisas da Fecomércio-RJ, João Carlos Gomes, “a construção de uma consciência verdadeiramente ecológica ainda se revela como um desafio ao país”.
Idosos mais conscientes que jovens
Em relação à idade dos entrevistados, os idosos têm maior preocupação quanto aos hábitos mais saudáveis para o meio ambiente: 91% dos brasileiros de terceira idade fecham a torneira ao escovar os dentes (apenas 81% dos jovens cultivam este hábito). A prática de separar o lixo para reciclagem também é maior: 54% contra 37%, respectivamente. A terceira idade também se preocupa mais com a renovação da vegetação: 41% dos idosos revelaram plantar árvores ou cuidar de jardins. Entre os jovens, 31% se ocupam desta forma.
Já na comparação entre os sexos, as mulheres mantêm hábitos mais ecológicos: 90% apagam a luz ao deixar um recinto, enquanto 86% dos homens lembram de “apertar o botão”. Ao escovar os dentes, 88% das mulheres fecham a torneira, contra 84% dos homens.
E entre as classes sociais, as diferenças também aparecem: 39% dos brasileiros das classes A e B afirmam consumir produtos com menor impacto ambiental, contra 25% e 19% das C e DE, respectivamente.
O levantamento foi realizado em 70 cidades, incluindo nove regiões metropolitanas do país.
Fonte: Instituto Akatu
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