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Notícias
27
jun
2011
(SUSTENTABILIDADE)
Cadeias produtivas sustentáveis ganham força no Acre
O dia 21 de junho foi especial para o município acreano* de Feijó. O governador Tião Viana esteve presente para lançar o programa Açaí de Feijó, inaugurar um viveiro que produzirá mudas para a comunidade e para oficializar o pagamento do bônus a 44 famílias que ingressaram no programa de certificação da propriedade rural. A iniciativa, apoiada pelo WWF-Brasil, incentiva o agricultor a produzir sem utilizar a queima e adotando técnicas modernas passadas por técnicos do governo.
Segundo o governador, projetos como a certificação da propriedade rural sustentável confirmam a vocação do Acre para obter desenvolvimento respeitando a floresta. “Estamos conseguindo melhorar a renda e a qualidade de vida de nossa população, tendo desmatado apenas 12% de toda a cobertura vegetal do estado”, afirmou o governador.
O WWF-Brasil, por meio de projeto apoiado pela emissora de TV Britânica Sky, apoia o programa de certificação de propriedades no entorno da BR-364, cujo asfaltamento está em fase final, entre os municípios de Manoel Urbano e Feijó. Já são quase 200 famílias na região que abandonaram práticas agrícolas primitivas e predatórias e se tornaram aliadas na proteção da biodiversidade e dos ecossistemas locais.
Para Mauro Armelin, coordenador do programa Amazônia do WWF-Brasil, as políticas de fomento à produção sustentável coordenadas pelo governo do Acre devem servir de exemplo para outros estados amazônicos. “O WWF-Brasil apoia integralmente essas iniciativas que, simultaneamente, atingem metas de inclusão social, incrementando a renda das famílias, e de conservação do meio ambiente”, explica.
Com a adesão ao programa de certificação, além de se comprometer com práticas sustentáveis e a não usar o fogo para limpar pastos e lavouras, o produtor recebe assistência técnica gratuita por parte de engenheiros florestais, agrônomos e técnicos extensionistas. Entre as técnicas repassadas pelos profissionais está o uso da mucuna preta (Mucuna aterrima), planta leguminosa que substitui o fogo, fixando nutrientes no solo, protegendo o terreno da erosão e dos raios solares e combatendo ervas daninhas.
O viveiro de mudas de açaí, instalado às margens da BR-364, é parte de um programa de incentivo à produção da fruta no município feijoense. Tem como objetivo principal diversificar as alternativas de renda dos moradores da região. Segundo o secretário estadual de Floresta, João Paulo Mastrangelo, o governo quer ceder, a partir de dezembro, mudas de alta qualidade para o produtor de uma região cuja principal vocação é a produção do açaí.
“Estamos implementando uma política agressiva de incentivar a fruticultura sustentável, especialmente com a finalidade de recuperar áreas degradadas, evitando a agricultura itinerante baseada na derrubada de árvores e na queima”, resume o secretário. Segundo ele, Feijó poderá se tornar, em um futuro próximo, um dos maiores pólos produtores de açaí da Amazônia.
Dados da Secretaria Estadual de Floresta do Acre apontam que, atualmente, o Acre não produz açaí suficiente sequer para o mercado interno, e que nem 20% do potencial de produção da fruta nativa é colhido. “A estratégia principal é criar uma base de produção sustentável, fortalecendo as vocações locais. Vamos recuperar áreas alteradas e reforçar a renda das famílias”, concluiu João Paulo.
*Embora a grafia correta do nome tenha mudado para “acriano” na reforma ortográfica, o WWF-Brasil opta por utilizar o termo “acreano”, o mesmo adotado majoritariamente pela sociedade e pela imprensa do Acre.
Segundo o governador, projetos como a certificação da propriedade rural sustentável confirmam a vocação do Acre para obter desenvolvimento respeitando a floresta. “Estamos conseguindo melhorar a renda e a qualidade de vida de nossa população, tendo desmatado apenas 12% de toda a cobertura vegetal do estado”, afirmou o governador.
O WWF-Brasil, por meio de projeto apoiado pela emissora de TV Britânica Sky, apoia o programa de certificação de propriedades no entorno da BR-364, cujo asfaltamento está em fase final, entre os municípios de Manoel Urbano e Feijó. Já são quase 200 famílias na região que abandonaram práticas agrícolas primitivas e predatórias e se tornaram aliadas na proteção da biodiversidade e dos ecossistemas locais.
Para Mauro Armelin, coordenador do programa Amazônia do WWF-Brasil, as políticas de fomento à produção sustentável coordenadas pelo governo do Acre devem servir de exemplo para outros estados amazônicos. “O WWF-Brasil apoia integralmente essas iniciativas que, simultaneamente, atingem metas de inclusão social, incrementando a renda das famílias, e de conservação do meio ambiente”, explica.
Com a adesão ao programa de certificação, além de se comprometer com práticas sustentáveis e a não usar o fogo para limpar pastos e lavouras, o produtor recebe assistência técnica gratuita por parte de engenheiros florestais, agrônomos e técnicos extensionistas. Entre as técnicas repassadas pelos profissionais está o uso da mucuna preta (Mucuna aterrima), planta leguminosa que substitui o fogo, fixando nutrientes no solo, protegendo o terreno da erosão e dos raios solares e combatendo ervas daninhas.
O viveiro de mudas de açaí, instalado às margens da BR-364, é parte de um programa de incentivo à produção da fruta no município feijoense. Tem como objetivo principal diversificar as alternativas de renda dos moradores da região. Segundo o secretário estadual de Floresta, João Paulo Mastrangelo, o governo quer ceder, a partir de dezembro, mudas de alta qualidade para o produtor de uma região cuja principal vocação é a produção do açaí.
“Estamos implementando uma política agressiva de incentivar a fruticultura sustentável, especialmente com a finalidade de recuperar áreas degradadas, evitando a agricultura itinerante baseada na derrubada de árvores e na queima”, resume o secretário. Segundo ele, Feijó poderá se tornar, em um futuro próximo, um dos maiores pólos produtores de açaí da Amazônia.
Dados da Secretaria Estadual de Floresta do Acre apontam que, atualmente, o Acre não produz açaí suficiente sequer para o mercado interno, e que nem 20% do potencial de produção da fruta nativa é colhido. “A estratégia principal é criar uma base de produção sustentável, fortalecendo as vocações locais. Vamos recuperar áreas alteradas e reforçar a renda das famílias”, concluiu João Paulo.
*Embora a grafia correta do nome tenha mudado para “acriano” na reforma ortográfica, o WWF-Brasil opta por utilizar o termo “acreano”, o mesmo adotado majoritariamente pela sociedade e pela imprensa do Acre.
Fonte: WWF
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