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Notícias
08
jun
2011
(CARBONO)
Mais de 90% das florestas tropicais estão mal administradas
Mais de 90% das florestas tropicais, cruciais para o futuro do clima e da biodiversidade, "são mal administradas ou, nem mesmo, são" geridas, considerou a Organização Internacional de Florestas Tropicais, em um relatório publicado .
Embora tenham sido registrados avanços, especialmente no Brasil, que abriga 5,3 milhões de quilômetros quadrados de florestas, as perspectivas continuam sombrias, segundo o relatório "Situação da gestão dos bosques tropicais 2011", que inclui 33 países.
A cada ano, "milhões de hectares são usados para a agricultura, pastos e outras atividades não florestais, ou são degradados por causa da exploração florestal operada em um ritmo insustentável ou de caráter ilícito", informou a OIBT.
"As forças que vão no sentido da destruição (dos bosques), como a tendência de elevação dos preços dos alimentos e combustíveis (que tornam mais rentável derrubar florestas do que conservá-las, ndr) podem facilmente vencer o jogo ante os que são favoráveis à conservação", acrescentou o texto.
O futuro destes bosques é decisivo para o clima, pois de 10% a 20% dos gases causadores de efeito estufa, que originam o aquecimento global, são emitidos pelo desmatamento.
Além disso, estes pulmões verdes abrigam 50% das espécies vegetais e animais do planeta.
O estudo revela, no entanto, que as práticas de "gestão durável" progrediram, com 50% mais de superfície que cinco anos atrás (de 36 milhões de hectares a 53 milhões de hectares, ou seja, uma área mais ou menos equivalente à da Tailândia).
Os países que registraram "os avanços mais claros" na direção da gestão sustentável dos bosques nos últimos cinco anos são Brasil, Gabão, Guiana, Malásia e Peru.
O Brasil conseguiu reduzir o ritmo do desmatamento da Amazônia, que havia chegado a 27.000 km2 em 2004. Em 2010, caiu para 6.500 km2.
Mas o grande problema, segundo a OIBT, é que eliminar a floresta a pleno vapor continua sendo a atividade mais rentável.
"A certificação (marca de excelência ecológica e social em troca de boas práticas para preservar a mata, ndr) é um ato voluntário, que custa caro", explicou à AFP Jürgen Blaser, diretor adjunto da Fundação Suíça para o Desenvolvimento e Cooperação Internacional e um dos autores do relatório.
No "mercado da floresta, muitos países, entre os grandes consumidores como China ou Índia, não pedem bosque certificado. É o grande limite deste dispositivo", destacou.
Fica o mecanismo REDD+ (Redução das Emissões causadas pelo Desmatamento e a Degradação das Florestas), adotado formalmente na conferência da ONU sobre o clima em Cancún (México), no fim de 2010.
A ideia é fazer com que países que têm florestas tropicais que evitem cortá-las ou que as administrem de forma sustentável, dando-lhes compensações financeiras.
"O REDD traz promessas consideráveis", disse Duncan Poore, ex-diretor da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza)" e um dos autores do informe.
Mas a implantação do processo, que está longe de ser finalizado e deixa em aberto muitas interrogações como o da governança, "toma muito tempo", disse Blaser. A "velocidade me preocupa um pouco", confessou.
Outra grande dificuldade: a quem pertence a floresta?
A problemática dos direitos de propriedade, especialmente na África, "afeta os esforços realizados para melhorar a questão dos bosques", destacou o informe, que pede para aplicar um "regime posse fixado de forma transparente, com base nas negociações entre os demandantes".
Embora tenham sido registrados avanços, especialmente no Brasil, que abriga 5,3 milhões de quilômetros quadrados de florestas, as perspectivas continuam sombrias, segundo o relatório "Situação da gestão dos bosques tropicais 2011", que inclui 33 países.
A cada ano, "milhões de hectares são usados para a agricultura, pastos e outras atividades não florestais, ou são degradados por causa da exploração florestal operada em um ritmo insustentável ou de caráter ilícito", informou a OIBT.
"As forças que vão no sentido da destruição (dos bosques), como a tendência de elevação dos preços dos alimentos e combustíveis (que tornam mais rentável derrubar florestas do que conservá-las, ndr) podem facilmente vencer o jogo ante os que são favoráveis à conservação", acrescentou o texto.
O futuro destes bosques é decisivo para o clima, pois de 10% a 20% dos gases causadores de efeito estufa, que originam o aquecimento global, são emitidos pelo desmatamento.
Além disso, estes pulmões verdes abrigam 50% das espécies vegetais e animais do planeta.
O estudo revela, no entanto, que as práticas de "gestão durável" progrediram, com 50% mais de superfície que cinco anos atrás (de 36 milhões de hectares a 53 milhões de hectares, ou seja, uma área mais ou menos equivalente à da Tailândia).
Os países que registraram "os avanços mais claros" na direção da gestão sustentável dos bosques nos últimos cinco anos são Brasil, Gabão, Guiana, Malásia e Peru.
O Brasil conseguiu reduzir o ritmo do desmatamento da Amazônia, que havia chegado a 27.000 km2 em 2004. Em 2010, caiu para 6.500 km2.
Mas o grande problema, segundo a OIBT, é que eliminar a floresta a pleno vapor continua sendo a atividade mais rentável.
"A certificação (marca de excelência ecológica e social em troca de boas práticas para preservar a mata, ndr) é um ato voluntário, que custa caro", explicou à AFP Jürgen Blaser, diretor adjunto da Fundação Suíça para o Desenvolvimento e Cooperação Internacional e um dos autores do relatório.
No "mercado da floresta, muitos países, entre os grandes consumidores como China ou Índia, não pedem bosque certificado. É o grande limite deste dispositivo", destacou.
Fica o mecanismo REDD+ (Redução das Emissões causadas pelo Desmatamento e a Degradação das Florestas), adotado formalmente na conferência da ONU sobre o clima em Cancún (México), no fim de 2010.
A ideia é fazer com que países que têm florestas tropicais que evitem cortá-las ou que as administrem de forma sustentável, dando-lhes compensações financeiras.
"O REDD traz promessas consideráveis", disse Duncan Poore, ex-diretor da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza)" e um dos autores do informe.
Mas a implantação do processo, que está longe de ser finalizado e deixa em aberto muitas interrogações como o da governança, "toma muito tempo", disse Blaser. A "velocidade me preocupa um pouco", confessou.
Outra grande dificuldade: a quem pertence a floresta?
A problemática dos direitos de propriedade, especialmente na África, "afeta os esforços realizados para melhorar a questão dos bosques", destacou o informe, que pede para aplicar um "regime posse fixado de forma transparente, com base nas negociações entre os demandantes".
Fonte: AFP
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