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Notícias
06
jun
2011
(DESMATAMENTO)
Cúpula de florestas tropicais discute desafio de crescer sem desmatar
Os países do terceiro mundo e, sobretudo, os africanos da bacia do Congo enfrentam uma missão que parece impossível: desenvolver-se sem tocar nas florestas, que são indispensáveis para a humanidade.
O debate é um dos temas abordados por especialistas na cúpula sobre três florestas tropicais, em Brazzaville, Congo, que acontece até 3 junho.
“Está descartado renunciar ao desenvolvimento. Nosso objetivo continua sendo o bem-estar da nossa população”, afirmou, antes da cúpula, Etienne Massard, conselheiro do presidente do Gabão, Ali Bongo Ondimba, que defende um desenvolvimento verde.
“Ao contrário, é preciso refletir sobre nossas ações e nossa estratégia para não comprometer o futuro”, advertiu.
Mette Loyche Wilkie, encarregado de florestas da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação), está consciente do problema.
“Em 2050, teremos que aumentar a produção global agrícola em 70% se quisermos alimentar o mundo”, afirmou.
Para isto, é preciso “aumentar a produtividade da agricultura, assim como áreas agrícolas em detrimento das florestas”, argumentou, e por causa disso, aconselhou, deve ser feito em “lugares adequados e não em áreas fundamentais para a biodiversidade”.
Partidário de superar os paradigmas, “hoje sabemos que não conseguiremos preservar se não integrarmos as populações e suas necessidades”.
Por isso, recomendou um “plano de utilização de terras” que permita decidir quais florestas serão protegidas, em quais se pode permitir a exploração da madeira e quais podem ser transformadas.
“Está claro que em alguns países é preciso cortar árvores para fazer um novo porto, novas estradas, moradias ou terras aráveis”, concluiu.
Já Mario Boccucci, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) defendeu a “economia verde”.
“O que queremos é encontrar catalisadores para um novo tipo de economia: uma economia que continue produzindo crescimento, exportações, empregos, mas que o faça sem destruir as florestas. E isto só pode ser feito com equilíbrio entre gastos públicos e investimentos privados”, emendou.
Boccucci deu como exemplo a Indonésia, que quer desenvolver o óleo de palma, para o qual precisa de novas terras.
O plano é tirá-las das florestas, apesar de o país dispor principalmente de terras degradadas que poderiam ser utilizadas, mas estas terras estão, com frequência, ocupadas ou com um direito de propriedade em litígio.
“É arriscado demais para o setor privado”, que “não investirá 2 bilhões de dólares em terras em disputa” e por isso prefere desmatar.
Se o Estado conseguir esclarecer a situação, o setor privado pode investir em terras já degradadas em um momento em que o mercado busca produtos ecológicos, destacou.
“Esta fronteira não foi aberta. Há uma oportunidade de planejar, de encontrar caminhos de desenvolvimento alternativo. Todos os países precisam crescer e se desenvolver, mas é possível fazê-lo sem que seja necessário desmatar”, disse.
Gaston Foutou, diretor de Preservação do Ministério congolês de Economia Florestal, afirmou que “é necessário que a população sinta, ao mesmo tempo, os resultados da produção florestal e a proteção dos ecossistemas”.
“Não se pode desenvolver sem desmatar. Se quero uma mesa e de uma cadeira, preciso cortar árvores. É necessário que haja uma política viável para que a floresta seja explorada racionalmente e de forma duradoura. E que isto se reflita na população”.
O debate é um dos temas abordados por especialistas na cúpula sobre três florestas tropicais, em Brazzaville, Congo, que acontece até 3 junho.
“Está descartado renunciar ao desenvolvimento. Nosso objetivo continua sendo o bem-estar da nossa população”, afirmou, antes da cúpula, Etienne Massard, conselheiro do presidente do Gabão, Ali Bongo Ondimba, que defende um desenvolvimento verde.
“Ao contrário, é preciso refletir sobre nossas ações e nossa estratégia para não comprometer o futuro”, advertiu.
Mette Loyche Wilkie, encarregado de florestas da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação), está consciente do problema.
“Em 2050, teremos que aumentar a produção global agrícola em 70% se quisermos alimentar o mundo”, afirmou.
Para isto, é preciso “aumentar a produtividade da agricultura, assim como áreas agrícolas em detrimento das florestas”, argumentou, e por causa disso, aconselhou, deve ser feito em “lugares adequados e não em áreas fundamentais para a biodiversidade”.
Partidário de superar os paradigmas, “hoje sabemos que não conseguiremos preservar se não integrarmos as populações e suas necessidades”.
Por isso, recomendou um “plano de utilização de terras” que permita decidir quais florestas serão protegidas, em quais se pode permitir a exploração da madeira e quais podem ser transformadas.
“Está claro que em alguns países é preciso cortar árvores para fazer um novo porto, novas estradas, moradias ou terras aráveis”, concluiu.
Já Mario Boccucci, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) defendeu a “economia verde”.
“O que queremos é encontrar catalisadores para um novo tipo de economia: uma economia que continue produzindo crescimento, exportações, empregos, mas que o faça sem destruir as florestas. E isto só pode ser feito com equilíbrio entre gastos públicos e investimentos privados”, emendou.
Boccucci deu como exemplo a Indonésia, que quer desenvolver o óleo de palma, para o qual precisa de novas terras.
O plano é tirá-las das florestas, apesar de o país dispor principalmente de terras degradadas que poderiam ser utilizadas, mas estas terras estão, com frequência, ocupadas ou com um direito de propriedade em litígio.
“É arriscado demais para o setor privado”, que “não investirá 2 bilhões de dólares em terras em disputa” e por isso prefere desmatar.
Se o Estado conseguir esclarecer a situação, o setor privado pode investir em terras já degradadas em um momento em que o mercado busca produtos ecológicos, destacou.
“Esta fronteira não foi aberta. Há uma oportunidade de planejar, de encontrar caminhos de desenvolvimento alternativo. Todos os países precisam crescer e se desenvolver, mas é possível fazê-lo sem que seja necessário desmatar”, disse.
Gaston Foutou, diretor de Preservação do Ministério congolês de Economia Florestal, afirmou que “é necessário que a população sinta, ao mesmo tempo, os resultados da produção florestal e a proteção dos ecossistemas”.
“Não se pode desenvolver sem desmatar. Se quero uma mesa e de uma cadeira, preciso cortar árvores. É necessário que haja uma política viável para que a floresta seja explorada racionalmente e de forma duradoura. E que isto se reflita na população”.
Fonte: Portal iG
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