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Notícias
23
mai
2011
(SETOR FLORESTAL)
Paraná terá plano de desenvolvimento do setor florestal
Gerar empregos, aumentar a renda e o nível de industrialização do Estado. Esses são alguns dos objetivos do setor de base florestal apresentados ao governador do Estado do Paraná, Beto Richa, em um encontro que culminou com a criação de um grupo de trabalho para elaborar o plano de desenvolvimento do setor, atendendo às diretrizes estabelecidas no Plano de Governo 2011-2014. O grupo será coordenado pelo secretário da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, e terá participação de representantes indicados pelas entidades e empresas do setor produtivo florestal. A ideia do Governo é desenvolver novos maciços florestais, para recuperar áreas degradadas.
Os empresários apostam nessa mudança de paradigma no relacionamento com o governo do Estado para que o setor florestal do Paraná volte a ocupar a posição de destaque, que já teve há alguns anos. De acordo com estudos realizados pela STCP Engenharia de Projetos, o setor exporta 1,2 bilhão de dólares por ano e pode até dobrar essa quantia, se forem adotadas políticas públicas adequadas ao desenvolvimento. Somam-se a esse número as mais de 600 mil pessoas direta ou indiretamente ligadas à produção do setor florestal no Estado. “Se conseguirmos dinamizar o programa proposto no Plano de Governo, vamos chegar a mais de um milhão de empregos diretos no setor florestal. Isso é muito importante, porque esvaziamos o processo e o comprometimento social que se tem nas grandes cidades devido à ocupação irregular de espaços, entre outros problemas, porque o nosso segmento tem por característica fixar as famílias na área rural”, afirma o vice-presidente da STCP, Joésio Siqueira.
Segundo dados da STCP, o setor de base florestal paranaense tem um alto índice de produtividade em floretas plantadas — até 50% maior do que em outras regiões do país no plantio de eucalipto e 25% maior para pinus por hectare/ano. Além disso, o setor é responsável por 800 mil hectares de plantações, com perspectiva de aumentar em poucos anos esse volume em 50%, chegando em 1,2 milhão de hectares.
Para o diretor executivo da Associação Paranaense das Empresas de Base Florestal (APRE), Carlos Mendes, a iniciativa é muito bem-vinda e representa o anseio do setor florestal paranaense. Para ele, o grupo que será formado deverá agir no sentido de formular a política florestal de estado, no sentido amplo do negócio florestal, considerando as transversalidades com outras secretarias e órgãos do Governo bem como outras entidades que a atividade florestal tem afinidade.
De acordo com a APRE, as oportunidades são enormes no setor florestal, tanto em crescimento de florestas por hectare, quanto na geração de empregos com a vinda de novas indústrias, contribuindo para o setor produtivo do agronegócio. Segundo Mendes, a expectativa dos empresários com a elaboração desse plano é que sejam feitos investimentos na formação de novas florestas, infraestrutura, pesquisa e desenvolvimento florestal, que os atuais pólos florestais/industriais sejam fortalecidos e novos pólos sejam criados, e que o uso de madeira de florestas plantadas, como na construção de casas, seja incentivado.
Política florestal
Na opinião do vice-presidente da STCP, o PR possui um marco regulatório que explicita uma política florestal. “No entanto, não existe e nem foi proposta, nos últimos anos, uma estruturação clara dos procedimentos a serem adotados para efetivar os instrumentos dessa política. Assim, por exemplo, os planos relacionados ao incremento das áreas reflorestadas, tanto para recuperação de áreas degradadas, como fomento, ou ainda para atender à demanda industrial ou outra, não têm sido implementados e nem sequer receberam, nos últimos anos, qualquer atenção por parte do poder constituído no Estado”, afirma o diretor. Outro exemplo que o especialista aponta refere-se à utilização efetiva de áreas de vocação florestal para a produção, como é o caso da região conhecida como Vale da Ribeira. “Nessa localidade, a atividade florestal deve ser prioridade exatamente pelas características do relevo e da própria existência de uma base florestal (implantada com auxílio dos incentivos fiscais). O fortalecimento das atividades de base florestal (silvicultura, colheita e industrialização) nessa região contribuiria significativamente para a melhoria das condições de vida local, em especial para o aumento da renda, emprego e geração de impostos, e com isso auxiliando na fixação dessas pessoas”, defende.
Os empresários apostam nessa mudança de paradigma no relacionamento com o governo do Estado para que o setor florestal do Paraná volte a ocupar a posição de destaque, que já teve há alguns anos. De acordo com estudos realizados pela STCP Engenharia de Projetos, o setor exporta 1,2 bilhão de dólares por ano e pode até dobrar essa quantia, se forem adotadas políticas públicas adequadas ao desenvolvimento. Somam-se a esse número as mais de 600 mil pessoas direta ou indiretamente ligadas à produção do setor florestal no Estado. “Se conseguirmos dinamizar o programa proposto no Plano de Governo, vamos chegar a mais de um milhão de empregos diretos no setor florestal. Isso é muito importante, porque esvaziamos o processo e o comprometimento social que se tem nas grandes cidades devido à ocupação irregular de espaços, entre outros problemas, porque o nosso segmento tem por característica fixar as famílias na área rural”, afirma o vice-presidente da STCP, Joésio Siqueira.
Segundo dados da STCP, o setor de base florestal paranaense tem um alto índice de produtividade em floretas plantadas — até 50% maior do que em outras regiões do país no plantio de eucalipto e 25% maior para pinus por hectare/ano. Além disso, o setor é responsável por 800 mil hectares de plantações, com perspectiva de aumentar em poucos anos esse volume em 50%, chegando em 1,2 milhão de hectares.
Para o diretor executivo da Associação Paranaense das Empresas de Base Florestal (APRE), Carlos Mendes, a iniciativa é muito bem-vinda e representa o anseio do setor florestal paranaense. Para ele, o grupo que será formado deverá agir no sentido de formular a política florestal de estado, no sentido amplo do negócio florestal, considerando as transversalidades com outras secretarias e órgãos do Governo bem como outras entidades que a atividade florestal tem afinidade.
De acordo com a APRE, as oportunidades são enormes no setor florestal, tanto em crescimento de florestas por hectare, quanto na geração de empregos com a vinda de novas indústrias, contribuindo para o setor produtivo do agronegócio. Segundo Mendes, a expectativa dos empresários com a elaboração desse plano é que sejam feitos investimentos na formação de novas florestas, infraestrutura, pesquisa e desenvolvimento florestal, que os atuais pólos florestais/industriais sejam fortalecidos e novos pólos sejam criados, e que o uso de madeira de florestas plantadas, como na construção de casas, seja incentivado.
Política florestal
Na opinião do vice-presidente da STCP, o PR possui um marco regulatório que explicita uma política florestal. “No entanto, não existe e nem foi proposta, nos últimos anos, uma estruturação clara dos procedimentos a serem adotados para efetivar os instrumentos dessa política. Assim, por exemplo, os planos relacionados ao incremento das áreas reflorestadas, tanto para recuperação de áreas degradadas, como fomento, ou ainda para atender à demanda industrial ou outra, não têm sido implementados e nem sequer receberam, nos últimos anos, qualquer atenção por parte do poder constituído no Estado”, afirma o diretor. Outro exemplo que o especialista aponta refere-se à utilização efetiva de áreas de vocação florestal para a produção, como é o caso da região conhecida como Vale da Ribeira. “Nessa localidade, a atividade florestal deve ser prioridade exatamente pelas características do relevo e da própria existência de uma base florestal (implantada com auxílio dos incentivos fiscais). O fortalecimento das atividades de base florestal (silvicultura, colheita e industrialização) nessa região contribuiria significativamente para a melhoria das condições de vida local, em especial para o aumento da renda, emprego e geração de impostos, e com isso auxiliando na fixação dessas pessoas”, defende.
Fonte: Interact Comunicação Empresarial
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