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Notícias
21
mai
2011
(GERAL)
Árvores podem crescer 500 km mais ao norte até 2100 no Ártico
Um derretimento mais rápido da neve, do gelo e do solo congelado (permafrost) permitirá que mais espécies meridionais, como os pinheiros ou animais como raposas, se desloquem para o norte.
“As mudanças parecem estar ocorrendo ainda mais rapidamente do que nós antecipávamos apenas 10 anos atrás”, declarou Aevar Petersen, presidente do grupo Conservação da Flora e Fauna do Ártico (CAFF em inglês), na quinta-feira, quando ministros de países árticos, que se encontravam na Groenlândia, firmaram um acordo para reforçar a cooperação regional.
“Cientistas estimam que a faixa de árvores pode se deslocar 500 km para o norte até 2100”, alegou, baseado nas projeções do CAFF. Se isso acontecer, cerca de metade da tundra ártica, da Sibéria ao Canadá, pode desaparecer.
Em alguns lugares, arbustos meridionais perenes estão tomando o lugar de gramíneas, musgos e liquens, típicos da tundra. “A faixa de árvores está se deslocando para o norte muito rapidamente”, garantiu.
O CAFF é apoiado pelo Conselho do Ártico, que inclui os Estados Unidos, a Rússia, o Canadá e cinco países nórdicos.
Outros especialistas asseguram empresas madeireiras como a Stora Enso ou a Abitibi podem não se beneficiar das alterações climáticas. Melhores condições de crescimento podem também trazer mais pestes e incêndios florestais.
O aquecimento no Ártico está acontecendo cerca de duas vezes mais rápido do que no resto do mundo. À medida que a neve e o gelo – que são refletores – diminuem, o solo e a água – que são mais escuros – são expostos, absorvendo mais o calor do sol.
Ursos polares estão entre as espécies sob ameaça em razão do derretimento acelerado do gelo oceânico.
“Nós tememos pelos ursos polares se o gelo derreter”, disse Petersen. “Eles realmente não tem outro lugar para ir”. Um relatório internacional estimou na semana passada que o Oceano Ártico pode ficar sem gelo nos verões nos próximos 30 ou 40 anos.
Ministros do Conselho do Ártico concordaram em estabelecer uma cooperação e assinaram um pacto dividindo as responsabilidades para busca e salvamento à medida que a região se torna mais acessível para a navegação, a mineração e a exploração de petróleo e gás.
O estudo da CAFF mostrou que a as espécies selvagens do alto Ártico estão, no geral, em declínio, enquanto as espécies que estão ligeiramente mais ao sul estão crescendo. Em terra, muitas espécies não podem se deslocar para o norte se as temperaturas aumentarem porque elas enfrentariam o Oceano Ártico como barreira.
Milhões de aves aquáticas, como a seixoeira ou maçarico-de-papo-vermelho, que migra da Austrália ou da África do Sul, constroem ninhos no solo do alto Ártico. Seus ovos e filhotes ficarão extremamente vulneráveis a predadores como raposas se a região aquecer.
“As mudanças parecem estar ocorrendo ainda mais rapidamente do que nós antecipávamos apenas 10 anos atrás”, declarou Aevar Petersen, presidente do grupo Conservação da Flora e Fauna do Ártico (CAFF em inglês), na quinta-feira, quando ministros de países árticos, que se encontravam na Groenlândia, firmaram um acordo para reforçar a cooperação regional.
“Cientistas estimam que a faixa de árvores pode se deslocar 500 km para o norte até 2100”, alegou, baseado nas projeções do CAFF. Se isso acontecer, cerca de metade da tundra ártica, da Sibéria ao Canadá, pode desaparecer.
Em alguns lugares, arbustos meridionais perenes estão tomando o lugar de gramíneas, musgos e liquens, típicos da tundra. “A faixa de árvores está se deslocando para o norte muito rapidamente”, garantiu.
O CAFF é apoiado pelo Conselho do Ártico, que inclui os Estados Unidos, a Rússia, o Canadá e cinco países nórdicos.
Outros especialistas asseguram empresas madeireiras como a Stora Enso ou a Abitibi podem não se beneficiar das alterações climáticas. Melhores condições de crescimento podem também trazer mais pestes e incêndios florestais.
O aquecimento no Ártico está acontecendo cerca de duas vezes mais rápido do que no resto do mundo. À medida que a neve e o gelo – que são refletores – diminuem, o solo e a água – que são mais escuros – são expostos, absorvendo mais o calor do sol.
Ursos polares estão entre as espécies sob ameaça em razão do derretimento acelerado do gelo oceânico.
“Nós tememos pelos ursos polares se o gelo derreter”, disse Petersen. “Eles realmente não tem outro lugar para ir”. Um relatório internacional estimou na semana passada que o Oceano Ártico pode ficar sem gelo nos verões nos próximos 30 ou 40 anos.
Ministros do Conselho do Ártico concordaram em estabelecer uma cooperação e assinaram um pacto dividindo as responsabilidades para busca e salvamento à medida que a região se torna mais acessível para a navegação, a mineração e a exploração de petróleo e gás.
O estudo da CAFF mostrou que a as espécies selvagens do alto Ártico estão, no geral, em declínio, enquanto as espécies que estão ligeiramente mais ao sul estão crescendo. Em terra, muitas espécies não podem se deslocar para o norte se as temperaturas aumentarem porque elas enfrentariam o Oceano Ártico como barreira.
Milhões de aves aquáticas, como a seixoeira ou maçarico-de-papo-vermelho, que migra da Austrália ou da África do Sul, constroem ninhos no solo do alto Ártico. Seus ovos e filhotes ficarão extremamente vulneráveis a predadores como raposas se a região aquecer.
Fonte: Autor: Alister Doyle - Fonte: Reuters
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