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Notícias
17
mai
2011
(IBAMA)
Ibama detecta queimada de mais de mil hectares e flagra exploração ilegal de madeira no norte de Mato Grosso
Em ação conjunta com a Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso (Sema) e a Polícia Militar Ambiental do MT, realizada na última semana, agentes do Ibama atuando na Operação Disparada encontraram uma exploração de madeira ilegal no município de Itaúba, no norte do estado.
Foram apreendidas 389 toras de de diversas espécies, que estavam em várias esplanadas ao longo dos ramais abertos na floresta para a retirada da madeira ilegal. Próximo ao local da extração ilegal de madeira, foi detectada também uma área de 1.126 hectares onde a floresta foi queimada.
Os responsáveis pela queimada e e pela extração ilegal de madeira serão multados em R$ 8,9 milhões, terão as áreas embargadas e devem responder por crime ambiental na justiça. A ação foi executada para averiguar informação levantada pelo Ibama de que os créditos gerados em uma área de exploração, autorizada, estariam sendo utilizados para ocultar madeira ilegal oriunda de outras áreas.
Perto da propriedade onde havia a exploração ilegal, dois caminhões carregados de madeira em toras foram apreendidos devido a diferenças entre os volumes e as espécies transportadas e os dados constantes das Guias Florestais apresentadas pelos caminhoneiros no momento da fiscalização. Os caminhões e a madeira que transportavam foram conduzidos para Sinop, onde estão depositados sob a responsabilidade da Gerência Executiva do Ibama no município.
A situação encontrada pela fiscalização ilustra bem a dinâmica da ocupação do solo feita de forma ilegal na Amazônia, primeiro vem a exploração seletiva de madeira, realizada sem critérios no que tange à conservação da área e que provoca grandes danos à floresta nativa.
Depois de esgotadas as árvores de interesse comercial, o desmatamento a corte raso é realizado, muitas vezes com o uso do fogo, uma vez que a floresta degradada se torna muito mais suscetível a incêndios, e em seguida tem início a produção agropecuária na área.
Outra situação característica do caso é o esquema fraudulento de comercialização de madeira ilegal, no qual documentos de áreas autorizadas para a exploração de madeira são utilizados para dar aparência de legalidade a madeiras oriundas de outras áreas, possibilitando a sua inserção no mercado. Para isso é necessário o envolvimento de pessoas de toda a cadeia produtiva, desde a extração e transporte da madeira ilegal, a emissão de documentos de transporte de áreas autorizadas que são fraudados até as empresas que recebem, beneficiam e comercializam o produto do crime ambiental.
É importante ressaltar que o desmatamento e a extração ilegal de madeira também estão diretamente ligados a uma série de outros crimes, como roubo de madeira, exploração de trabalhadores em condições análogas à escravidão, grilagem de terras, formação de quadrilha e sonegação fiscal, dentre outros.
Foram apreendidas 389 toras de de diversas espécies, que estavam em várias esplanadas ao longo dos ramais abertos na floresta para a retirada da madeira ilegal. Próximo ao local da extração ilegal de madeira, foi detectada também uma área de 1.126 hectares onde a floresta foi queimada.
Os responsáveis pela queimada e e pela extração ilegal de madeira serão multados em R$ 8,9 milhões, terão as áreas embargadas e devem responder por crime ambiental na justiça. A ação foi executada para averiguar informação levantada pelo Ibama de que os créditos gerados em uma área de exploração, autorizada, estariam sendo utilizados para ocultar madeira ilegal oriunda de outras áreas.
Perto da propriedade onde havia a exploração ilegal, dois caminhões carregados de madeira em toras foram apreendidos devido a diferenças entre os volumes e as espécies transportadas e os dados constantes das Guias Florestais apresentadas pelos caminhoneiros no momento da fiscalização. Os caminhões e a madeira que transportavam foram conduzidos para Sinop, onde estão depositados sob a responsabilidade da Gerência Executiva do Ibama no município.
A situação encontrada pela fiscalização ilustra bem a dinâmica da ocupação do solo feita de forma ilegal na Amazônia, primeiro vem a exploração seletiva de madeira, realizada sem critérios no que tange à conservação da área e que provoca grandes danos à floresta nativa.
Depois de esgotadas as árvores de interesse comercial, o desmatamento a corte raso é realizado, muitas vezes com o uso do fogo, uma vez que a floresta degradada se torna muito mais suscetível a incêndios, e em seguida tem início a produção agropecuária na área.
Outra situação característica do caso é o esquema fraudulento de comercialização de madeira ilegal, no qual documentos de áreas autorizadas para a exploração de madeira são utilizados para dar aparência de legalidade a madeiras oriundas de outras áreas, possibilitando a sua inserção no mercado. Para isso é necessário o envolvimento de pessoas de toda a cadeia produtiva, desde a extração e transporte da madeira ilegal, a emissão de documentos de transporte de áreas autorizadas que são fraudados até as empresas que recebem, beneficiam e comercializam o produto do crime ambiental.
É importante ressaltar que o desmatamento e a extração ilegal de madeira também estão diretamente ligados a uma série de outros crimes, como roubo de madeira, exploração de trabalhadores em condições análogas à escravidão, grilagem de terras, formação de quadrilha e sonegação fiscal, dentre outros.
Fonte: Ibama
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