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Notícias
13
mai
2011
(BIOENERGIA)
MS: Confirmado, carvão vegetal não exerce combustão espontânea
O Sindicato das Indústrias e dos produtores de carvão vegetal de Mato Grosso do Sul, Sindicarv, mobilizou uma força-tarefa para acabar de uma vez com os boatos gerados sobre o “Mito da Combustão Espontânea”, um assunto que vinha gerando muita polêmica e discussões, sobre a segurança na queima do carvão, o que colocava o produto como carga perigosa. Essa afirmação trouxe muitos problemas aos produtores, mas com a atuação do Sindicarv esses questionamentos tiveram as devidas respostas.
Para entender melhor os fatos, a Superintendência de Serviços de Transporte de Cargas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) fundamentou uma nota técnica em março de 2010 esclarecendo que o produto não é considerado perigoso para transporte. Entretanto, apenas o Rio Grande do Sul acatou a medida e fez um estudo técnico sobre o assunto.
O Sindicarv então levou no dia 31 de janeiro de 2011, três tipos de amostras (eucalipto, cerrado e mata nativa) de carvão vegetal produzido em Mato Grosso do Sul para a Cientec (Fundação de Ciências e Tecnologias do estado do Rio Grande do Sul) para realizar análises, para desclassificar o carvão como carga perigosa, e tornar essa afirmação uma realidade, as mesmas feitas com o carvão do Rio Grande do Sul.
Após meses de espera, finalmente o resultado das análises foram concretizados e “hoje podemos dizer firmemente que o CARVÃO VEGETAL NÃO EXERCE COMBUSTÃO ESPONTÂNEA”, salientou o presidente do Sindicarv, Marcos Brito.
E as conclusões apresentadas pelo Cientec, enviadas ao Sindicarv por meio de um relatório, foram as seguintes:
1- Carvão Negrinho (Temperatura de Ignição: 475°C)
2- Carvão Ávila (Temperatura de Ignição: 475° C)
3- Carvão de Savana (Temperatura de Ignição 470° C)
Ou seja, o carvão só exerce combustão se colocado em temperaturas acima de 470° C como foi comprovado em teste.
Agora depois de tanta espera e com a comprovação em mãos o Sindicarv não pensa em parar e sim agir de forma positiva, apresentando o estudo aos órgãos competentes do Estado de Mato Grosso do Sul e promovendo um evento para a sua divulgação.
O QUE MUDARÁ AGORA?
O presidente do sindicato acrescenta que “a ação adotada em Mato Grosso do Sul deve servir de exemplo para outros estados como SC, PR, SP e MG que deverão adotar o mesmo procedimento para que o carvão seja reconhecido como produto não perigoso através dos testes, conforme orienta a própria ANTT e a partir daí atrair forças suficientes para derrubar esse critério na ONU”, declara Marcos.
Essa vitória gera melhorias imensas aos produtores, como no caso do transporte, pois como era considerado carga perigosa eles eram obrigados a cumprir uma série de exigências como o uso de cones, placas refletoras, fitas refletoras, extintores, lanternas especiais, enxada, pá, capacete, luvas e óculos de proteção. Outro fator era a burocracia com as licenças e a dificuldade no escoamento da produção, pois era necessário um grande número de caminhões especiais para abastecer uma siderúrgica, “ agora o transporte ficará mais democratizado e poderemos ter uma oferta maior de transportadoras interessadas em levar o produto até o consumidor final”, conclui Marcos Brito.
Para entender melhor os fatos, a Superintendência de Serviços de Transporte de Cargas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) fundamentou uma nota técnica em março de 2010 esclarecendo que o produto não é considerado perigoso para transporte. Entretanto, apenas o Rio Grande do Sul acatou a medida e fez um estudo técnico sobre o assunto.
O Sindicarv então levou no dia 31 de janeiro de 2011, três tipos de amostras (eucalipto, cerrado e mata nativa) de carvão vegetal produzido em Mato Grosso do Sul para a Cientec (Fundação de Ciências e Tecnologias do estado do Rio Grande do Sul) para realizar análises, para desclassificar o carvão como carga perigosa, e tornar essa afirmação uma realidade, as mesmas feitas com o carvão do Rio Grande do Sul.
Após meses de espera, finalmente o resultado das análises foram concretizados e “hoje podemos dizer firmemente que o CARVÃO VEGETAL NÃO EXERCE COMBUSTÃO ESPONTÂNEA”, salientou o presidente do Sindicarv, Marcos Brito.
E as conclusões apresentadas pelo Cientec, enviadas ao Sindicarv por meio de um relatório, foram as seguintes:
1- Carvão Negrinho (Temperatura de Ignição: 475°C)
2- Carvão Ávila (Temperatura de Ignição: 475° C)
3- Carvão de Savana (Temperatura de Ignição 470° C)
Ou seja, o carvão só exerce combustão se colocado em temperaturas acima de 470° C como foi comprovado em teste.
Agora depois de tanta espera e com a comprovação em mãos o Sindicarv não pensa em parar e sim agir de forma positiva, apresentando o estudo aos órgãos competentes do Estado de Mato Grosso do Sul e promovendo um evento para a sua divulgação.
O QUE MUDARÁ AGORA?
O presidente do sindicato acrescenta que “a ação adotada em Mato Grosso do Sul deve servir de exemplo para outros estados como SC, PR, SP e MG que deverão adotar o mesmo procedimento para que o carvão seja reconhecido como produto não perigoso através dos testes, conforme orienta a própria ANTT e a partir daí atrair forças suficientes para derrubar esse critério na ONU”, declara Marcos.
Essa vitória gera melhorias imensas aos produtores, como no caso do transporte, pois como era considerado carga perigosa eles eram obrigados a cumprir uma série de exigências como o uso de cones, placas refletoras, fitas refletoras, extintores, lanternas especiais, enxada, pá, capacete, luvas e óculos de proteção. Outro fator era a burocracia com as licenças e a dificuldade no escoamento da produção, pois era necessário um grande número de caminhões especiais para abastecer uma siderúrgica, “ agora o transporte ficará mais democratizado e poderemos ter uma oferta maior de transportadoras interessadas em levar o produto até o consumidor final”, conclui Marcos Brito.
Fonte: Painel Florestal
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