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Notícias
13
abr
2011
(BIOENERGIA)
Madeira é energia, diz pesquisador da Esalq
Uma das discussões que envolveu o público do 2º Encontro Brasileiro de Silvicultura foi a questão da madeira energética. O assunto foi desenvolvido dentro do painel sobre Perspectivas dos Setores de Produção Florestal do seminário, com o tema “A utilização de mais de 50% da madeira extraída no mundo como fonte energética”, proferida pelo professor José Otávio Brito, da Esalq/USP.
Segundo o professor, de duas a três bilhões de pessoas no mundo têm a madeira como sua principal ou única fonte de energia domiciliar. Ele apontou que o Brasil ocupa a terceira posição nesse ranking, atrás apenas de Índia e China.
No país, a madeira é a quarta fonte energética, depois do petróleo, cana de açúcar e hídrica. E há, na avaliação do professor, “potencial incrível” para aumentar sua utilização, como fonte natural renovável.
Durante sua apresentação, Brito também questionou o papel do governo brasileiro para o incentivo da geração de energia através da madeira. “A madeira é a única que nunca teve, por parte do governo, um plano estratégico de utilização. Nunca houve apoio formal”, afirmou.
Em 2009, 62% do consumo de madeira no Brasil foi destinado à produção de energia, a maior parte como carvão vegetal, cuja produção mundial é liderada pelo país. “A vocação da aplicação do carvão é a siderurgia. Tanto assim, que seu valor está atrelado ao do ferro-gusa”, comentou Brito, referindo-se ao que o setor convencionou chamar de “aço verde”.
O professor da Esalq também falou sobre um “desafio a ser superado” pelo setor: ampliar a utilização de madeira proveniente da silvicultura, que responde por 51% do total – 49% ainda vem do extrativismo.
Há, de acordo com Brito, forte sinalização do Governo Federal no sentido de reduzir o desmatamento no setor siderúrgico de carvão vegetal, bem como das emissões de gases resultantes da carbonização. “Esse é outro desafio forte, pois 60% estão nas mãos dos pequenos produtores, que usam o chamado forno de ‘rabo quente’”, observou.
Segundo o professor, de duas a três bilhões de pessoas no mundo têm a madeira como sua principal ou única fonte de energia domiciliar. Ele apontou que o Brasil ocupa a terceira posição nesse ranking, atrás apenas de Índia e China.
No país, a madeira é a quarta fonte energética, depois do petróleo, cana de açúcar e hídrica. E há, na avaliação do professor, “potencial incrível” para aumentar sua utilização, como fonte natural renovável.
Durante sua apresentação, Brito também questionou o papel do governo brasileiro para o incentivo da geração de energia através da madeira. “A madeira é a única que nunca teve, por parte do governo, um plano estratégico de utilização. Nunca houve apoio formal”, afirmou.
Em 2009, 62% do consumo de madeira no Brasil foi destinado à produção de energia, a maior parte como carvão vegetal, cuja produção mundial é liderada pelo país. “A vocação da aplicação do carvão é a siderurgia. Tanto assim, que seu valor está atrelado ao do ferro-gusa”, comentou Brito, referindo-se ao que o setor convencionou chamar de “aço verde”.
O professor da Esalq também falou sobre um “desafio a ser superado” pelo setor: ampliar a utilização de madeira proveniente da silvicultura, que responde por 51% do total – 49% ainda vem do extrativismo.
Há, de acordo com Brito, forte sinalização do Governo Federal no sentido de reduzir o desmatamento no setor siderúrgico de carvão vegetal, bem como das emissões de gases resultantes da carbonização. “Esse é outro desafio forte, pois 60% estão nas mãos dos pequenos produtores, que usam o chamado forno de ‘rabo quente’”, observou.
Fonte: Celulose Online com informações da Ass. de Imprensa
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