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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Móveis gaúchos ganham mercado externo
Os móveis "Made in Rio Grande do Sul" estão conquistando cada vez mais o gosto dos consumidores estrangeiros. A prova está nos números divulgados pela Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs) e pela Secretaria do Comércio Exterior (Secex). Somente no período de janeiro a maio deste ano, as vendas externas cresceram 52,4% em relação ao mesmo período de 2003.
As indústrias gaúchas de móveis comercializaram US$ 97,9 milhões no acumulado dos cinco meses, contra US$ 64,3 milhões. “O resultado superou todas as expectativas”, comemora o presidente da Movergs, Ivanor Scotton. Para se ter uma idéia, em 2003 o setor encerrou o ano com um acréscimo de 25% nos negócios.
A tendência é que os índices continuem em alta. “Estamos aproveitando bem todas as alternativas que estão surgindo”, afirma Scotton. As oportunidades a que o empresário se refere são as participações em feiras internacionais e as próprias características dos móveis confeccionados no Estado.
Somente para os Estados Unidos, principal destino das exportações gaúchas, houve um incremento de 64,8% nos primeiros cinco meses de 2004. A recuperação econômica da Argentina também repercutiu nos negócios com os moveleiros. De janeiro a maio, o país vizinho comprou 167% a mais do que no mesmo período do ano passado. O Reino Unido mantém um desempenho constante de crescimento, e superou em 45,6% os pedidos feitos em 2003 ao Rio Grande do Sul.
Mas foi na Espanha que o Estado registrou o maior incremento do acumulado do ano: 176% sobre 2003. A presença dos industriais na Feira de Valência, segunda maior do setor no mundo, deve aumentar ainda mais este porcentual. Em outubro, uma comitiva estará negociando com compradores espanhóis e franceses dentro do programa Sebrae Export Móveis, uma parceria da Movergs com o Serviço Brasileiro de Apoio í s Micro e Pequenas Empresas no Rio Grande do Sul (Sebrae/RS). A iniciativa, que começou em 1998 com 11 empresas, conta agora com 83 indústrias.
Uma das próximas metas é a de conhecer os diferenciais competitivos da China, principal concorrente mundial do Rio Grande do Sul. “Em setembro, uma missão de empresários gaúchos vai ver de perto o que as indústrias chinesas fazem para conquistar o mercado”, diz Ana Cristina Schneider, técnica de acesso ao mercado do Sebrae/RS. A idéia, explica, é agregar valor aos produtos feitos no Estado.
O foco nas vendas externas está longe de ser um plano de emergência para suprir a queda das vendas dentro do Brasil. Tanto que são observadas as características e necessidades de cada localidade. Para Europa, por exemplo, a demanda é maior por modelos em madeira sólida, enquanto que para o Mercosul são produzidos painéis, tubulares e estofados.
“São clientes importantes e estamos consolidando esta relação, independente do comportamento do mercado interno”, diz o empresário. Apesar de uma ligeira melhora, os resultados ainda estão aquém das expectativas. Assim como outros setores do varejo, o ramo moveleiro sofre com a perda real de salários no País, comprometidos com aumentos de tarifas públicas e outros compromissos. “Cada vez sobre menos dinheiro para o consumo”, lamenta Scotton.
O crescimento nas exportações obtido pelo Estado, de 52%, supera a média nacional, que ficou em 42,5% no mesmo período. As vendas do País para o exterior nos primeiros cinco meses do ano totalizaram US$ 356,5 milhões, contra US$ 250,1 milhões em 2003.
Fonte: Jornal do Comércio – 29/06/2004
As indústrias gaúchas de móveis comercializaram US$ 97,9 milhões no acumulado dos cinco meses, contra US$ 64,3 milhões. “O resultado superou todas as expectativas”, comemora o presidente da Movergs, Ivanor Scotton. Para se ter uma idéia, em 2003 o setor encerrou o ano com um acréscimo de 25% nos negócios.
A tendência é que os índices continuem em alta. “Estamos aproveitando bem todas as alternativas que estão surgindo”, afirma Scotton. As oportunidades a que o empresário se refere são as participações em feiras internacionais e as próprias características dos móveis confeccionados no Estado.
Somente para os Estados Unidos, principal destino das exportações gaúchas, houve um incremento de 64,8% nos primeiros cinco meses de 2004. A recuperação econômica da Argentina também repercutiu nos negócios com os moveleiros. De janeiro a maio, o país vizinho comprou 167% a mais do que no mesmo período do ano passado. O Reino Unido mantém um desempenho constante de crescimento, e superou em 45,6% os pedidos feitos em 2003 ao Rio Grande do Sul.
Mas foi na Espanha que o Estado registrou o maior incremento do acumulado do ano: 176% sobre 2003. A presença dos industriais na Feira de Valência, segunda maior do setor no mundo, deve aumentar ainda mais este porcentual. Em outubro, uma comitiva estará negociando com compradores espanhóis e franceses dentro do programa Sebrae Export Móveis, uma parceria da Movergs com o Serviço Brasileiro de Apoio í s Micro e Pequenas Empresas no Rio Grande do Sul (Sebrae/RS). A iniciativa, que começou em 1998 com 11 empresas, conta agora com 83 indústrias.
Uma das próximas metas é a de conhecer os diferenciais competitivos da China, principal concorrente mundial do Rio Grande do Sul. “Em setembro, uma missão de empresários gaúchos vai ver de perto o que as indústrias chinesas fazem para conquistar o mercado”, diz Ana Cristina Schneider, técnica de acesso ao mercado do Sebrae/RS. A idéia, explica, é agregar valor aos produtos feitos no Estado.
O foco nas vendas externas está longe de ser um plano de emergência para suprir a queda das vendas dentro do Brasil. Tanto que são observadas as características e necessidades de cada localidade. Para Europa, por exemplo, a demanda é maior por modelos em madeira sólida, enquanto que para o Mercosul são produzidos painéis, tubulares e estofados.
“São clientes importantes e estamos consolidando esta relação, independente do comportamento do mercado interno”, diz o empresário. Apesar de uma ligeira melhora, os resultados ainda estão aquém das expectativas. Assim como outros setores do varejo, o ramo moveleiro sofre com a perda real de salários no País, comprometidos com aumentos de tarifas públicas e outros compromissos. “Cada vez sobre menos dinheiro para o consumo”, lamenta Scotton.
O crescimento nas exportações obtido pelo Estado, de 52%, supera a média nacional, que ficou em 42,5% no mesmo período. As vendas do País para o exterior nos primeiros cinco meses do ano totalizaram US$ 356,5 milhões, contra US$ 250,1 milhões em 2003.
Fonte: Jornal do Comércio – 29/06/2004
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