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Notícias
29
mar
2011
(GERAL)
Borracha: até 2025, MT pode se tornar 1ª na produção
Terceiro maior produtor brasileiro de borracha, Mato Grosso poderá se transformar, até 2025, no primeiro do ranking, com produção estimada de 200 mil toneladas e área plantada de 160 mil hectares. Contudo, para elevar o Estado a este patamar, os heveicultores precisam de investimentos de R$ 1,8 bilhão no período de 14 anos. Nada impossível, tendo em vista a aprovação, na última sexta-feira, em Brasília, da nova linha de financiamento pela Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Borracha Natural.
A nova linha, exclusiva do Banco do Brasil, “vai ao encontro do plano de expansão para o desenvolvimento do setor nos próximos anos”, comemora Antônio Rocha Vital, engenheiro florestal da Empresa Mato-grossense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Empaer).
Com a medida – e ainda levando-se em conta a recuperação dos preços da borracha (que saíram de R$ 1,20, em 2009, para R$ 4,20, este ano) - ele espera que o setor ganhe estímulo e saia da estagnação. “Para se ter uma idéia, Mato Grosso já chegou a contar com uma associação de heveicultores. Mas a entidade foi extinta porque o segmento entrou em decadência por falta de crédito”, conta o engenheiro. Hoje o Estado produz em torno de 30 mil toneladas de borracha e a área plantada não passa de 46 mil hectares.
Mato Grosso tem cerca de mil produtores e três grandes usinas processadoras de borracha: Michelin (Itiquira), Triângulo (Pontes e Lacerda) e outra em São José do Rio Claro. De acordo com levantamento da Empaer, 25% da produção sai bruta do Estado com destino a São Paulo para atender a indústria de pneumáticos.
Em todo o Estado são 61 municípios produtores de borracha, cerca de mil heveicultores e os seis maiores do ranking são Itiquira (8,4 mil hectares), São José do Rio Claro (4,19 mil/ha), Pontes e Lacerda (3,2 mil/ha), Querência e Santa Terezinha (2,4 mil/ha) e Gaúcha do Norte (2 mil/ha). (Veja quadro ao lado)
CRÉDITO – A nova linha de crédito aprovada pela Câmara Setorial da Borracha prevê financiamentos com carência de oito anos, prazo para pagamento de 14 anos e juros de 6,75% ao ano. “É um pleito antigo, pois desde as décadas de 70 e 80 não tínhamos uma linha direcionada exclusivamente para o setor. Temos o Programa de Plantio Comercial e Recuperação de Florestas (Propflora), mas ele é apenas relativamente adequado ao segmento”, afirma o presidente da Câmara, Marcelo Tournillon Ramos.
Os recursos permitirão fomentar a cadeia e reverter o quadro de déficit na balança comercial que existe no segmento. Atualmente, cerca de 70% da borracha seca consumida no país é exportada. Essa situação gerou um déficit comercial de US$ 800 milhões em 2010, com previsão de US$ 1,3 bilhão neste ano. “O Brasil produz cerca de 120 mil toneladas do produto por ano e consome 360 mil toneladas”, aponta Ramos.
PROPFLORA - Criado em 2002 e voltado especificamente ao financiamento da implantação e manutenção de florestas para fins econômicos, o Propflora já beneficiou a cadeia produtiva da cultua da borracha. Nos últimos dois anos, foram aplicados R$ 44 milhões em crédito para investimento em seringais.
A iniciativa também tem como foco a recomposição e manutenção de áreas de preservação permanente e reserva florestal legal. O limite de financiamento do Propflora aumentou de R$ 200 mil por produtor, na safra passada, para R$ 300 mil nesta safra, com taxa de juros de 6,75% ao ano. Até a década de 50, o Brasil era o principal produtor do mundo. Hoje, quase todo látex vem da Tailândia, Indonésia e Malásia, que juntas detém 95% da produção mundial (cerca de 5,7 milhões de toneladas).
A nova linha, exclusiva do Banco do Brasil, “vai ao encontro do plano de expansão para o desenvolvimento do setor nos próximos anos”, comemora Antônio Rocha Vital, engenheiro florestal da Empresa Mato-grossense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Empaer).
Com a medida – e ainda levando-se em conta a recuperação dos preços da borracha (que saíram de R$ 1,20, em 2009, para R$ 4,20, este ano) - ele espera que o setor ganhe estímulo e saia da estagnação. “Para se ter uma idéia, Mato Grosso já chegou a contar com uma associação de heveicultores. Mas a entidade foi extinta porque o segmento entrou em decadência por falta de crédito”, conta o engenheiro. Hoje o Estado produz em torno de 30 mil toneladas de borracha e a área plantada não passa de 46 mil hectares.
Mato Grosso tem cerca de mil produtores e três grandes usinas processadoras de borracha: Michelin (Itiquira), Triângulo (Pontes e Lacerda) e outra em São José do Rio Claro. De acordo com levantamento da Empaer, 25% da produção sai bruta do Estado com destino a São Paulo para atender a indústria de pneumáticos.
Em todo o Estado são 61 municípios produtores de borracha, cerca de mil heveicultores e os seis maiores do ranking são Itiquira (8,4 mil hectares), São José do Rio Claro (4,19 mil/ha), Pontes e Lacerda (3,2 mil/ha), Querência e Santa Terezinha (2,4 mil/ha) e Gaúcha do Norte (2 mil/ha). (Veja quadro ao lado)
CRÉDITO – A nova linha de crédito aprovada pela Câmara Setorial da Borracha prevê financiamentos com carência de oito anos, prazo para pagamento de 14 anos e juros de 6,75% ao ano. “É um pleito antigo, pois desde as décadas de 70 e 80 não tínhamos uma linha direcionada exclusivamente para o setor. Temos o Programa de Plantio Comercial e Recuperação de Florestas (Propflora), mas ele é apenas relativamente adequado ao segmento”, afirma o presidente da Câmara, Marcelo Tournillon Ramos.
Os recursos permitirão fomentar a cadeia e reverter o quadro de déficit na balança comercial que existe no segmento. Atualmente, cerca de 70% da borracha seca consumida no país é exportada. Essa situação gerou um déficit comercial de US$ 800 milhões em 2010, com previsão de US$ 1,3 bilhão neste ano. “O Brasil produz cerca de 120 mil toneladas do produto por ano e consome 360 mil toneladas”, aponta Ramos.
PROPFLORA - Criado em 2002 e voltado especificamente ao financiamento da implantação e manutenção de florestas para fins econômicos, o Propflora já beneficiou a cadeia produtiva da cultua da borracha. Nos últimos dois anos, foram aplicados R$ 44 milhões em crédito para investimento em seringais.
A iniciativa também tem como foco a recomposição e manutenção de áreas de preservação permanente e reserva florestal legal. O limite de financiamento do Propflora aumentou de R$ 200 mil por produtor, na safra passada, para R$ 300 mil nesta safra, com taxa de juros de 6,75% ao ano. Até a década de 50, o Brasil era o principal produtor do mundo. Hoje, quase todo látex vem da Tailândia, Indonésia e Malásia, que juntas detém 95% da produção mundial (cerca de 5,7 milhões de toneladas).
Fonte: Diário de Cuiabá
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