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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Fogo e fumaça já consomem MT. Queimadas batem recorde
Nos 200 quilômetros que separam Cuiabá de Cáceres, os verdejantes pastos que fomentam a principal atividade econômica da região, a pecuária, já dão lugar ao amarelado seco da estação.
No ar, o cheiro característico queima a entrada do oxigênio: é preciso mudar um pouco o ritmo da respiração para evitar que o ardume atinja a região da face onde se concentram as lágrimas. Ao fundo, o verde da Serra do Descalvados dá lugar a um azulado fosco. Ainda ao fundo, pequenas colunas de fumaça aparecem em vários pontos do campo. O cenário é triste. E a história se repete: Mato Grosso já lidera as queimadas no Brasil.
Os números do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis da Amazônia (Ibama) não deixam dúvidas de que o quadro este ano pode ser ainda pior que os últimos registrados. Só este ano, já são 11.709 focos de queimadas registrados pelo satélite NOAA-12. Desse total, 7.804 apenas no mês de junho – ainda faltando serem computados mais cinco dias.
Pelo ritmo, pode chegar a 8 mil focos no mês. Em 2003, no mesmo período, foram 7.794. Nos seis primeiros meses de 2003, o Ibama registrou 11.009 focos.
O período de proibição das queimadas já está definido e a Portaria conjunta do Ibama com a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Fema) devidamente assinada.
O período proibitivo é do dia 15 de julho a 15 de setembro de 2004. Mas, a julgar pelos números do ano passado, o documento assinado pouco fará diferença. Em 2003, foram registrados 11.616 focos de queimadas em julho. Em agosto, com a entrada da proibição das queimadas, a situação cedeu pouco: 9.233 focos. Mas em setembro, no encerramento, a situação se recrudesceu: 16.338 focos registrados no mês. Ou seja: mais de 540 focos por dia de queimadas. Foi muito e pode acabar sendo pior este ano.
“A culpa não é nossa” – se defende Idalino Pagiotto, gerente rural da Fazenda Ibituba, no trajeito entre Cáceres em Cuiabá. Ele atribui o exagerado aumento das queimadas em Mato Grosso a questões de caráter climático. “O capim está seco. Para nós pecuaristas, o fogo é prejudicial”. Pagiotto apontava o rastro cinza e preto de quase um quilômetro a beira da rodovia BR-070: uma grande queimada. O fogo pode ter sido provocado pela bituca de cigarro no mato seco. “Isso acaba entrando nas propriedades” – frisou.
No dia 24, quinta-feira, último relatório disponibilizado pelo Ibama sobre a situação das queimadas em Mato Grosso, haviam sido registrados nada mais nada menos que 101 focos de queimadas. Os focos detectados no Estado, de acordo com verificação feita em mosaico de imagens Landsat/TM, ocorreram em áreas florestais e desflorestadas. Quatro municípios haviam sido colocados em alerta verde: Brasnorte, Cláudia, Itaúba e Nova Maringá. No entanto, na quarta-feira, haviam queimadas persistentes em oito cidades, dos quais, uma sob a classificação de alerta amarelo. Querência é o município com mais problemas de queimadas.
Fonte: Ambiente Brasil – 29/06/2004
No ar, o cheiro característico queima a entrada do oxigênio: é preciso mudar um pouco o ritmo da respiração para evitar que o ardume atinja a região da face onde se concentram as lágrimas. Ao fundo, o verde da Serra do Descalvados dá lugar a um azulado fosco. Ainda ao fundo, pequenas colunas de fumaça aparecem em vários pontos do campo. O cenário é triste. E a história se repete: Mato Grosso já lidera as queimadas no Brasil.
Os números do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis da Amazônia (Ibama) não deixam dúvidas de que o quadro este ano pode ser ainda pior que os últimos registrados. Só este ano, já são 11.709 focos de queimadas registrados pelo satélite NOAA-12. Desse total, 7.804 apenas no mês de junho – ainda faltando serem computados mais cinco dias.
Pelo ritmo, pode chegar a 8 mil focos no mês. Em 2003, no mesmo período, foram 7.794. Nos seis primeiros meses de 2003, o Ibama registrou 11.009 focos.
O período de proibição das queimadas já está definido e a Portaria conjunta do Ibama com a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Fema) devidamente assinada.
O período proibitivo é do dia 15 de julho a 15 de setembro de 2004. Mas, a julgar pelos números do ano passado, o documento assinado pouco fará diferença. Em 2003, foram registrados 11.616 focos de queimadas em julho. Em agosto, com a entrada da proibição das queimadas, a situação cedeu pouco: 9.233 focos. Mas em setembro, no encerramento, a situação se recrudesceu: 16.338 focos registrados no mês. Ou seja: mais de 540 focos por dia de queimadas. Foi muito e pode acabar sendo pior este ano.
“A culpa não é nossa” – se defende Idalino Pagiotto, gerente rural da Fazenda Ibituba, no trajeito entre Cáceres em Cuiabá. Ele atribui o exagerado aumento das queimadas em Mato Grosso a questões de caráter climático. “O capim está seco. Para nós pecuaristas, o fogo é prejudicial”. Pagiotto apontava o rastro cinza e preto de quase um quilômetro a beira da rodovia BR-070: uma grande queimada. O fogo pode ter sido provocado pela bituca de cigarro no mato seco. “Isso acaba entrando nas propriedades” – frisou.
No dia 24, quinta-feira, último relatório disponibilizado pelo Ibama sobre a situação das queimadas em Mato Grosso, haviam sido registrados nada mais nada menos que 101 focos de queimadas. Os focos detectados no Estado, de acordo com verificação feita em mosaico de imagens Landsat/TM, ocorreram em áreas florestais e desflorestadas. Quatro municípios haviam sido colocados em alerta verde: Brasnorte, Cláudia, Itaúba e Nova Maringá. No entanto, na quarta-feira, haviam queimadas persistentes em oito cidades, dos quais, uma sob a classificação de alerta amarelo. Querência é o município com mais problemas de queimadas.
Fonte: Ambiente Brasil – 29/06/2004
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