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Notícias
15
mar
2011
(CIÊNCIA)
Caroço de açaí guarda o poder da cura
Fruto nativo da Amazônia, o açaí, que já ultrapassou as fronteiras da culinária nortista, está prestes a ganhar também as prateleiras das farmácias como um importante anti-hipertensivo, anti-diabético, redutor do nível de colesterol no sangue, anti-inflamatório e antioxidante capaz de reduzir, inclusive, lesões do enfisema pulmonar. Responsável pela descoberta, o médico e farmacologista Roberto Soares de Moura, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), avaliou os benefícios do caroço do fruto em laboratório, que sequer sai da região Norte e quase sempre tem o lixo como destino.
"Trabalho com plantas medicinais e o que me atrai é trabalhar com plantas que a população consome. Fui em uma lanchonete aqui em Ipanema, no Rio de Janeiro, e vi aquele tanto de jovens saboreando esse fruto. Perguntei para o dono onde ele conseguia o açaí, e ele disse que vinha de Belém, como uma rapadura congelada. Voltei para o laboratório da Uerj e fiz umas experiências e verifiquei que o fruto tinha uma atividade de relaxar os vasos. Mas eu não podia trabalhar com uma coisa que era vendida na lanchonete. Aí me lembrei que eu tinha um aluno de pós-graduação, que agora é professor da Faculdade Farmácia da Universidade Federal do Pará. Pedi, e ele passou a me enviar o coco inteiro do açaí. Fiz experiências e verifiquei que as atividades antioxidantes e as atividades vasodilatadoras eram muito maior no caroço, onde tem muito mais concentração de polifenóis ou flavonoides, substâncias com excelente ação contra os radicais livres", explicou.
Ao constatar o efeito vasodilatador do produto em camundongos, o professor produziu três extratos diferentes para a dieta dos roedores: um feito da fruta inteira, outro somente da polpa e um terceiro apenas do caroço. Em um dos grupos testados, os animais não tinham uma alimentação balanceada, eram hipertensos, diabéticos e obesos. Os efeitos danosos da alimentação rica em gordura oferecida aos camundongos foram amenizados pelo açaí. Para os animais que ingeriam o extrato do caroço do açaí, a vasodilatação foi bem evidente.
"Trabalho com plantas medicinais e o que me atrai é trabalhar com plantas que a população consome. Fui em uma lanchonete aqui em Ipanema, no Rio de Janeiro, e vi aquele tanto de jovens saboreando esse fruto. Perguntei para o dono onde ele conseguia o açaí, e ele disse que vinha de Belém, como uma rapadura congelada. Voltei para o laboratório da Uerj e fiz umas experiências e verifiquei que o fruto tinha uma atividade de relaxar os vasos. Mas eu não podia trabalhar com uma coisa que era vendida na lanchonete. Aí me lembrei que eu tinha um aluno de pós-graduação, que agora é professor da Faculdade Farmácia da Universidade Federal do Pará. Pedi, e ele passou a me enviar o coco inteiro do açaí. Fiz experiências e verifiquei que as atividades antioxidantes e as atividades vasodilatadoras eram muito maior no caroço, onde tem muito mais concentração de polifenóis ou flavonoides, substâncias com excelente ação contra os radicais livres", explicou.
Ao constatar o efeito vasodilatador do produto em camundongos, o professor produziu três extratos diferentes para a dieta dos roedores: um feito da fruta inteira, outro somente da polpa e um terceiro apenas do caroço. Em um dos grupos testados, os animais não tinham uma alimentação balanceada, eram hipertensos, diabéticos e obesos. Os efeitos danosos da alimentação rica em gordura oferecida aos camundongos foram amenizados pelo açaí. Para os animais que ingeriam o extrato do caroço do açaí, a vasodilatação foi bem evidente.
Fonte: O Liberal
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