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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Acre cria novo modelo de controle de queimadas
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o governador Jorge Viana, lançam no auditório da Secretaria da Fazenda o novo modelo dos Grupos de Queima Controlada, que substitui ao projeto dos “amarelinhos”, agentes treinados pelo Ibama para controlar incêndios nos municípios do Arco do Fogo no Acre. A meta é reduzir em até 70% as queimadas sem controle. Agricultores preparados pelos órgãos ambientais, ligados às associações de produtores, farão o serviço. Marina Silva repassará aos grupos 106 kits compostos de abafadores, luvas, máscaras, enxadas, pás, material de primeiros-socorros e outros instrumentos com os quais será possível enfrentar o avanço do fogo em determinadas áreas.
Onze municípios, todos localizados no Vale do Acre, serão contemplados com os kits, adquiridos pelo Ministério do Meio Ambiente com recursos do Pró-Arco, o programa de controle de desmatamento e queimadas no Arco do Fogo da Amazônia. Pela sua vez, o Pró-Arco recebe ajuda do Banco Mundial e da organização Cooperação Italiana. “Os amarelinhos só atuavam no município tinham pouca eficácia quando o incêndio ocorria distante, em fronteira com outro município. Até chegar lá demorava, só faziam contabilizar os prejuízos”, explicou Anselmo Forneck, gerente regional do Ibama. “Nós invertemos isso envolvendo as associações. Vamos atacar o problema na ponta”, completou.
DESTRUIÇÃO - De acordo com o estudo do Instituto de Pesquisas Ambientais (Ipam), com sede em Belém (PA), a maioria das florestas queimadas acidentalmente já teve suas espécies de valor comercial extraídas. Mas florestas primárias no Sul do Pará e norte do Mato Grosso, que não sofreram extração de madeira, também foram atingidas por fogo acidental.
Daí se pode concluir que, apesar de a Floresta Amazônica não ser inflamável em condições climáticas normais, é justamente na faixa de expansão das atividades produtivas que ela começa a tornar-se vulnerável, como testemunha a maior concentração de focos de queimadas e incêndios na região.
As atividades produtivas estão concentradas e distribuídas ao longo dos 168 municípios que compõem o Arco do Desflorestamento. Municípios como os de Paragominas, Conceição do Araguaia, Eldorado dos Carajás, Marabá, Parauapebas, Redenção, no Estado do Pará, e os Municípios de Apiacás, Alta Floresta, Nova Canaã do Norte, Colider, Sinop, Peixoto Azevedo, São Félix do Xingu, Porto Alegre do Norte, Luciara, Santa Terezinha, no Mato Grosso; e Ji-Paraná, Ariquemes, Alto Paraíso e Nova Mármore, em Rondônia, concentram atualmente atividades como extração de madeira, indústrias de extração mineral e garimpagem clandestinas, pecuária extensiva, avanço de monoculturas e agricultura de subsistência baseada em mão-de-obra familiar e descapitalizada e uma infinidade de assentamentos rurais e invasões organizadas por trabalhadores rurais sem terras. Outras áreas de risco fora do Arco do Desflorestamento localizam-se na região de Santarém, no oeste do Pará.
Fonte: Página 20 – 28/06/2004
Onze municípios, todos localizados no Vale do Acre, serão contemplados com os kits, adquiridos pelo Ministério do Meio Ambiente com recursos do Pró-Arco, o programa de controle de desmatamento e queimadas no Arco do Fogo da Amazônia. Pela sua vez, o Pró-Arco recebe ajuda do Banco Mundial e da organização Cooperação Italiana. “Os amarelinhos só atuavam no município tinham pouca eficácia quando o incêndio ocorria distante, em fronteira com outro município. Até chegar lá demorava, só faziam contabilizar os prejuízos”, explicou Anselmo Forneck, gerente regional do Ibama. “Nós invertemos isso envolvendo as associações. Vamos atacar o problema na ponta”, completou.
DESTRUIÇÃO - De acordo com o estudo do Instituto de Pesquisas Ambientais (Ipam), com sede em Belém (PA), a maioria das florestas queimadas acidentalmente já teve suas espécies de valor comercial extraídas. Mas florestas primárias no Sul do Pará e norte do Mato Grosso, que não sofreram extração de madeira, também foram atingidas por fogo acidental.
Daí se pode concluir que, apesar de a Floresta Amazônica não ser inflamável em condições climáticas normais, é justamente na faixa de expansão das atividades produtivas que ela começa a tornar-se vulnerável, como testemunha a maior concentração de focos de queimadas e incêndios na região.
As atividades produtivas estão concentradas e distribuídas ao longo dos 168 municípios que compõem o Arco do Desflorestamento. Municípios como os de Paragominas, Conceição do Araguaia, Eldorado dos Carajás, Marabá, Parauapebas, Redenção, no Estado do Pará, e os Municípios de Apiacás, Alta Floresta, Nova Canaã do Norte, Colider, Sinop, Peixoto Azevedo, São Félix do Xingu, Porto Alegre do Norte, Luciara, Santa Terezinha, no Mato Grosso; e Ji-Paraná, Ariquemes, Alto Paraíso e Nova Mármore, em Rondônia, concentram atualmente atividades como extração de madeira, indústrias de extração mineral e garimpagem clandestinas, pecuária extensiva, avanço de monoculturas e agricultura de subsistência baseada em mão-de-obra familiar e descapitalizada e uma infinidade de assentamentos rurais e invasões organizadas por trabalhadores rurais sem terras. Outras áreas de risco fora do Arco do Desflorestamento localizam-se na região de Santarém, no oeste do Pará.
Fonte: Página 20 – 28/06/2004
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