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Notícias
28
fev
2011
(GERAL)
Programa de fornos sustentáveis recebe Gold Standard
Projeto no Peru que reduz emissões ao substituir os ineficientes fornos tradicionais por modelos baratos de argila e vidro é o primeiro Programa de Atividades para os mercados de carbono (PoA) a conquistar a certificação
O uso de fornos à lenha para cozinhar ou aquecer as casas é um problema em diversas partes do mundo, pois provoca sérias doenças respiratórias, incentiva o desmatamento e emite gases do efeito estufa.
Por isso, inúmeras organizações não governamentais buscam ajudar as pessoas a substituí-los por opções mais sustentáveis. Um desses projetos acaba de ter seu valor reconhecido e é o primeiro Programa de Atividades para os mercados de carbono (PoA) a receber o Gold Standard, uma das mais relevantes certificações do planeta.
O programa Qori Q’oncha atende comunidades carentes no Peru e tem como principal objetivo melhorar a qualidade de vida dessas pessoas ao disponibilizar fornos construídos com materiais locais que sejam mais limpos e eficientes. O projeto, gerenciado pela empresa social francesa Microsol, já instalou mais de 30 mil fornos e envolve diversas entidades peruanas.
“Os ganhos com a venda dos créditos conseguidos com o Gold Standard irão subsidiar os custos dos fornos. Ao combinar o financiamento climático com a distribuição de novos fornos, este programa demonstra o papel crucial que os mercados de carbono internacionais podem ter no desenvolvimento sustentável”, afirma Arthur Laurent, da Microsol.
Os créditos adquiridos pelo programa Qori Q’oncha já foram inclusive negociados, sendo comprados pela ONG suíça Myclimate. “O projeto não apenas efetivamente reduz emissões como também oferece múltiplos benefícios: alívio à pobreza, melhora da saúde pública e diminuição do uso dos recursos naturais”, explicou Martin Jenk, da Myclimate.
Já para Adrian Rimmer, presidente da Fundação Gold Standard, é de grande importância que projetos desse estilo recebam o reconhecimento devido. “Com a possibilidade de novas formas de financiamento, estamos vendo a multiplicação dos PoAs, que cada vez ficam mais populares entre os desenvolvedores e os compradores de créditos. O crescimento dessas iniciativas será um grande incentivador para uma economia mais sustentável no futuro.”
Argila e vidro
O primeiro passo do programa Qori Q’oncha foi decidir com quais materiais deveriam ser construídos os fornos. Depois de um estudo ficou claro que a solução mais barata seria utilizar os recursos mais acessíveis da região. Por isso, cada forno precisa apenas de argila, para sua estrutura, e de cacos de vidro, que refletem o calor e providenciam mais eficiência na queima da lenha.
Outra opção que parece muito simples, mas que fez toda a diferença, foi a adoção do uso de chaminés. Com isso, a fumaça do forno é liberada diretamente no ambiente externo, deixando a casa muito mais limpa e melhorando a condição de saúde das pessoas.
Por serem mais eficientes, a quantidade de lenha necessária para alimentar os fornos é muito menor. Assim, a previsão é que nos próximos sete anos 175 mil toneladas de CO2 deixarão de ser emitidas.
“Vamos instalar mais 100 mil fornos em 2011 e queremos chegar a um milhão em sete anos, atendendo cerca de sete milhões de famílias”, afirmou Laurent.
Segundo o depoimento de uma das famílias beneficiadas (veja o vídeo) agora o ambiente é mais limpo e as crianças raramente ficam doentes. “Gastamos menos com lenha e remédios, assim temos dinheiro para comida e outras necessidades. Antes as paredes eram negras pela fumaça, hoje vivemos em uma casa limpa e nos sentimos melhor”, diz a dona de casa.
O uso de fornos à lenha para cozinhar ou aquecer as casas é um problema em diversas partes do mundo, pois provoca sérias doenças respiratórias, incentiva o desmatamento e emite gases do efeito estufa.
Por isso, inúmeras organizações não governamentais buscam ajudar as pessoas a substituí-los por opções mais sustentáveis. Um desses projetos acaba de ter seu valor reconhecido e é o primeiro Programa de Atividades para os mercados de carbono (PoA) a receber o Gold Standard, uma das mais relevantes certificações do planeta.
O programa Qori Q’oncha atende comunidades carentes no Peru e tem como principal objetivo melhorar a qualidade de vida dessas pessoas ao disponibilizar fornos construídos com materiais locais que sejam mais limpos e eficientes. O projeto, gerenciado pela empresa social francesa Microsol, já instalou mais de 30 mil fornos e envolve diversas entidades peruanas.
“Os ganhos com a venda dos créditos conseguidos com o Gold Standard irão subsidiar os custos dos fornos. Ao combinar o financiamento climático com a distribuição de novos fornos, este programa demonstra o papel crucial que os mercados de carbono internacionais podem ter no desenvolvimento sustentável”, afirma Arthur Laurent, da Microsol.
Os créditos adquiridos pelo programa Qori Q’oncha já foram inclusive negociados, sendo comprados pela ONG suíça Myclimate. “O projeto não apenas efetivamente reduz emissões como também oferece múltiplos benefícios: alívio à pobreza, melhora da saúde pública e diminuição do uso dos recursos naturais”, explicou Martin Jenk, da Myclimate.
Já para Adrian Rimmer, presidente da Fundação Gold Standard, é de grande importância que projetos desse estilo recebam o reconhecimento devido. “Com a possibilidade de novas formas de financiamento, estamos vendo a multiplicação dos PoAs, que cada vez ficam mais populares entre os desenvolvedores e os compradores de créditos. O crescimento dessas iniciativas será um grande incentivador para uma economia mais sustentável no futuro.”
Argila e vidro
O primeiro passo do programa Qori Q’oncha foi decidir com quais materiais deveriam ser construídos os fornos. Depois de um estudo ficou claro que a solução mais barata seria utilizar os recursos mais acessíveis da região. Por isso, cada forno precisa apenas de argila, para sua estrutura, e de cacos de vidro, que refletem o calor e providenciam mais eficiência na queima da lenha.
Outra opção que parece muito simples, mas que fez toda a diferença, foi a adoção do uso de chaminés. Com isso, a fumaça do forno é liberada diretamente no ambiente externo, deixando a casa muito mais limpa e melhorando a condição de saúde das pessoas.
Por serem mais eficientes, a quantidade de lenha necessária para alimentar os fornos é muito menor. Assim, a previsão é que nos próximos sete anos 175 mil toneladas de CO2 deixarão de ser emitidas.
“Vamos instalar mais 100 mil fornos em 2011 e queremos chegar a um milhão em sete anos, atendendo cerca de sete milhões de famílias”, afirmou Laurent.
Segundo o depoimento de uma das famílias beneficiadas (veja o vídeo) agora o ambiente é mais limpo e as crianças raramente ficam doentes. “Gastamos menos com lenha e remédios, assim temos dinheiro para comida e outras necessidades. Antes as paredes eram negras pela fumaça, hoje vivemos em uma casa limpa e nos sentimos melhor”, diz a dona de casa.
Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Gold Standard Foundation
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