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Notícias
17
fev
2011
(DESMATAMENTO)
Massa florestal da América Central se desfaz
A América Central registrou nos últimos dez anos a maior perda percentual de florestas do continente, apesar de serem criados planos para deter esse fenômeno, segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). O informe “Situação das Florestas do Mundo” diz que o ritmo médio da perda de massa florestal da região compreendida por Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá e Guatemala foi de 1,19% ao ano entre 2000 e 2010, quando no mundo esse índice chegou apenas a 0,13%. Assim, a região passou de 21,9 milhões de hectares de florestas, em 2000, para 19,4 milhões de hectares no ano passado.
Contudo, a situação não é dramática em todos os cantos. No Caribe, por exemplo, a área florestal cresceu um milhão de hectares entre 1990 e 2010, “principalmente pela expansão natural da floresta sobre terras agrícolas abandonadas”, diz o estudo apresentado no final de janeiro por ocasião da celebração do Ano Internacional das Florestas. O panorama da região continua desolador, embora apresente uma melhora. “A maior perda porcentual de áreas de floresta continua sendo registrada na América Central, embora a taxa tenha diminuído na região desde 2000”, quando estava em 1,56%, acrescenta o documento.
A conversão de terras florestais para urbanização e agricultura é a principal causa de desmatamento, segundo a pesquisa, que conclui que 90% destas árvores são usadas como lenha. Luis Romano, do Centro Humboldt, de El Salvador, disse à IPS que o desmatamento de áreas cafeeiras periféricas às principais cidades, de pinheiros no norte e mangues na zona costeira deste país está causando sérios danos ao meio ambiente. Inundações e desastres socionaturais são a consequência da erosão, sedimentação dos rios e demais desordens causadas por este fenômeno, segundo Luis.
Cristofer López, da não governamental Fundação para o Ecodesenvolvimento e a Conservação da Guatemala, disse à IPS que o avanço da fronteira agrícola e pecuária “vai tirando espaços das florestas”. No entanto, “estão implementando alguns métodos para evitar essa situação, como projetos de redução de emissões de carbono, controle de incêndios florestais e fogões melhorados para evitar o corte de árvores”, afirmou. Em novembro de 2010, por exemplo, a norte-americana Global Carbon Group lançou um projeto de US$ 200 mil para a compra de bônus de carbono da municipalidade de San José Petén, no departamento guatemalteco de Petén, e em troca protegerá 11 mil hectares de florestas.
A iniciativa é parte do mecanismo de Redução de Emissões de Carbono Causadas pelo Desmatamento e pela Degradação das Florestas (REDD), que propõe a utilização das florestas como uma alternativa para capturar gases-estufa e assim contribuir para mitigar o aquecimento global. Alejandro Argueta, do Instituto Nacional de Florestas, disse à IPS que há um trabalho em vários programas para deter o grande desmatamento impulsionado pela cultura florestal, alta dependência da lenha e ampliação da fronteira agropecuária.
Entre estes planos está a instalação da comissão interinstitucional para reduzir o desmatamento ilegal, programas de incentivos para fomentar a produção florestal sustentável, bem como a iniciativa REDD. “No país, se perde 73.148 hectares de floresta por ano. Nesse ritmo, se nada fizermos, em 55 anos ficaremos sem florestas”, alertou.
Contudo, deve-se “ficar atento” à recuperação de florestas. Carlos Salvatierra, da não governamental guatemalteca Escola de Pensamento Ecologista Savia, disse à IPS que é muito importante distinguir entre plantações e florestas. Para ele, “uma coisa é uma floresta que representa um sistema integral e outra são as plantações de monoculturas”, cuja cultura, pujante na região, “representa muitas vezes a destruição das próprias florestas”.
Sem dúvida, neste contexto, a Costa Rica tem claro este conceito, pois é o único país da região cuja massa florestal aumenta, segundo o último informe sobre florestas apresentado no final de janeiro pela FAO. Karla Córdoba, da não governamental Fundação Neotrópica, da Costa Rica, disse à IPS que o país realizou diversas iniciativas para conseguir isso, como “o reflorestamento do mangue da zona do Golfo Dulce, na costa sul”. E, “em 2010, plantamos 105 mil mudas de mangue por meio do projeto de manejo e conservação comunitária de mangues Mangle-Benin”, explicou.
Algo muito importante para o sucesso deste trabalho foi a participação comunitária. “Lembremos que as florestas fornecem uma grande quantidade de serviços ambientais que incluem oxigênio, hábitat para espécies, proteção do recurso hídrico, bela paisagem e outros”, explicou Karla. Assim, “é importante que as iniciativas de conservação levem às comunidades parte destes benefícios, por exemplo, promovendo práticas produtivas sustentáveis, como o turismo rural comunitário, e integrando as populações como executores diretos da conservação”, acrescentou.
Contudo, a situação não é dramática em todos os cantos. No Caribe, por exemplo, a área florestal cresceu um milhão de hectares entre 1990 e 2010, “principalmente pela expansão natural da floresta sobre terras agrícolas abandonadas”, diz o estudo apresentado no final de janeiro por ocasião da celebração do Ano Internacional das Florestas. O panorama da região continua desolador, embora apresente uma melhora. “A maior perda porcentual de áreas de floresta continua sendo registrada na América Central, embora a taxa tenha diminuído na região desde 2000”, quando estava em 1,56%, acrescenta o documento.
A conversão de terras florestais para urbanização e agricultura é a principal causa de desmatamento, segundo a pesquisa, que conclui que 90% destas árvores são usadas como lenha. Luis Romano, do Centro Humboldt, de El Salvador, disse à IPS que o desmatamento de áreas cafeeiras periféricas às principais cidades, de pinheiros no norte e mangues na zona costeira deste país está causando sérios danos ao meio ambiente. Inundações e desastres socionaturais são a consequência da erosão, sedimentação dos rios e demais desordens causadas por este fenômeno, segundo Luis.
Cristofer López, da não governamental Fundação para o Ecodesenvolvimento e a Conservação da Guatemala, disse à IPS que o avanço da fronteira agrícola e pecuária “vai tirando espaços das florestas”. No entanto, “estão implementando alguns métodos para evitar essa situação, como projetos de redução de emissões de carbono, controle de incêndios florestais e fogões melhorados para evitar o corte de árvores”, afirmou. Em novembro de 2010, por exemplo, a norte-americana Global Carbon Group lançou um projeto de US$ 200 mil para a compra de bônus de carbono da municipalidade de San José Petén, no departamento guatemalteco de Petén, e em troca protegerá 11 mil hectares de florestas.
A iniciativa é parte do mecanismo de Redução de Emissões de Carbono Causadas pelo Desmatamento e pela Degradação das Florestas (REDD), que propõe a utilização das florestas como uma alternativa para capturar gases-estufa e assim contribuir para mitigar o aquecimento global. Alejandro Argueta, do Instituto Nacional de Florestas, disse à IPS que há um trabalho em vários programas para deter o grande desmatamento impulsionado pela cultura florestal, alta dependência da lenha e ampliação da fronteira agropecuária.
Entre estes planos está a instalação da comissão interinstitucional para reduzir o desmatamento ilegal, programas de incentivos para fomentar a produção florestal sustentável, bem como a iniciativa REDD. “No país, se perde 73.148 hectares de floresta por ano. Nesse ritmo, se nada fizermos, em 55 anos ficaremos sem florestas”, alertou.
Contudo, deve-se “ficar atento” à recuperação de florestas. Carlos Salvatierra, da não governamental guatemalteca Escola de Pensamento Ecologista Savia, disse à IPS que é muito importante distinguir entre plantações e florestas. Para ele, “uma coisa é uma floresta que representa um sistema integral e outra são as plantações de monoculturas”, cuja cultura, pujante na região, “representa muitas vezes a destruição das próprias florestas”.
Sem dúvida, neste contexto, a Costa Rica tem claro este conceito, pois é o único país da região cuja massa florestal aumenta, segundo o último informe sobre florestas apresentado no final de janeiro pela FAO. Karla Córdoba, da não governamental Fundação Neotrópica, da Costa Rica, disse à IPS que o país realizou diversas iniciativas para conseguir isso, como “o reflorestamento do mangue da zona do Golfo Dulce, na costa sul”. E, “em 2010, plantamos 105 mil mudas de mangue por meio do projeto de manejo e conservação comunitária de mangues Mangle-Benin”, explicou.
Algo muito importante para o sucesso deste trabalho foi a participação comunitária. “Lembremos que as florestas fornecem uma grande quantidade de serviços ambientais que incluem oxigênio, hábitat para espécies, proteção do recurso hídrico, bela paisagem e outros”, explicou Karla. Assim, “é importante que as iniciativas de conservação levem às comunidades parte destes benefícios, por exemplo, promovendo práticas produtivas sustentáveis, como o turismo rural comunitário, e integrando as populações como executores diretos da conservação”, acrescentou.
Fonte: IPS/Envolverde
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