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Notícias
15
fev
2011
(MANEJO)
BNDES anuncia investimentos em manejo florestal
O primeiro aporte no setor de florestas nativas da história do BNDES reúne elementos para inaugurar uma nova frente de investimentos no mercado de capitais – até então inexplorada, vale dizer, no país que possui a maior mata tropical do mundo.
O Brasil explora bem o setor de florestas plantadas, homogêneas e fornecedoras de madeira bem conhecidas com larga escala, mas não ainda a heterogeneidade e as peculiaridades de uma mata biodiversa.
Aproveitando os holofotes ligados durante a COP 16 em Cancún, o braço de participações BNDESpar anunciou oficialmente, a compra de 13,3% do capital da Amata – empresa voltado ao manejo sustentável de madeira nativa, que obteve concessão pública para explorar a Floresta Nacional do Jamari, em Rondônia.
Para Dario Guarita Neto, um dos sócios-fundadores e gestores da Amata, a boa notícia se deve à sincronia inédita de três elementos: o apetite por investimentos de maior risco, dada a baixa taxa de retorno dos títulos públicos; a pressão crescente de cotistas e pensionistas de fundos por investimentos mais “sustentáveis”; e a maior clareza do marco regulatório para exploração florestal no Brasil. Até pouco tempo atrás, era impensável encarar o risco institucional das chamadas “áreas de fronteira”, como a Amazônia.
Também entraram no negócio os fundos de private equity Brasil Agronegócio (gerido pela BRZ Investimentos), Brasil Sustentabilidade (cogerido pela BRZ e Latour Capital) e o alemão Aquila. Como o BNDES participa do Brasil Sustentabilidade, a fatia total do banco na Amata não se resume aos 13,3% via BNDESpar, mas nem mesmo a empresa soube dizer quanto somam os percentuais de participação indireta.
De toda forma, a operação foi desenhada para que nenhum dos acionistas fosse majoritário, em uma opção clara por um tipo de governança que prevê a gestão compartilhada – conforme explica Roberto Waack, também sócio-fundador e gestor da Amata. Aos gestores se resguardou o poder de veto, a fim de que as propostas originais do projeto sejam mantidas.
No Jamari, a Amata começará explorando 30 espécies diferentes de árvores, por meio de um manejo certificado pelo Forest Stewardship Council (FSC), conselho que é mundialmente presidido por Waack. Ao longo do tempo, os investidores deverão desembolsar R$ 200 milhões, que serão acessados à medida que a operação do negócio for obtendo sucesso.
O desempenho da Amata certamente será acompanhado de perto pela comunidade investidora, interessada em conhecer riscos e oportunidades de uma atividade pioneira. Se der certo, a operação terá desbravado a mata densa, abrindo uma trilha para a economia verde dar passos mais largos no Brasil.
O Brasil explora bem o setor de florestas plantadas, homogêneas e fornecedoras de madeira bem conhecidas com larga escala, mas não ainda a heterogeneidade e as peculiaridades de uma mata biodiversa.
Aproveitando os holofotes ligados durante a COP 16 em Cancún, o braço de participações BNDESpar anunciou oficialmente, a compra de 13,3% do capital da Amata – empresa voltado ao manejo sustentável de madeira nativa, que obteve concessão pública para explorar a Floresta Nacional do Jamari, em Rondônia.
Para Dario Guarita Neto, um dos sócios-fundadores e gestores da Amata, a boa notícia se deve à sincronia inédita de três elementos: o apetite por investimentos de maior risco, dada a baixa taxa de retorno dos títulos públicos; a pressão crescente de cotistas e pensionistas de fundos por investimentos mais “sustentáveis”; e a maior clareza do marco regulatório para exploração florestal no Brasil. Até pouco tempo atrás, era impensável encarar o risco institucional das chamadas “áreas de fronteira”, como a Amazônia.
Também entraram no negócio os fundos de private equity Brasil Agronegócio (gerido pela BRZ Investimentos), Brasil Sustentabilidade (cogerido pela BRZ e Latour Capital) e o alemão Aquila. Como o BNDES participa do Brasil Sustentabilidade, a fatia total do banco na Amata não se resume aos 13,3% via BNDESpar, mas nem mesmo a empresa soube dizer quanto somam os percentuais de participação indireta.
De toda forma, a operação foi desenhada para que nenhum dos acionistas fosse majoritário, em uma opção clara por um tipo de governança que prevê a gestão compartilhada – conforme explica Roberto Waack, também sócio-fundador e gestor da Amata. Aos gestores se resguardou o poder de veto, a fim de que as propostas originais do projeto sejam mantidas.
No Jamari, a Amata começará explorando 30 espécies diferentes de árvores, por meio de um manejo certificado pelo Forest Stewardship Council (FSC), conselho que é mundialmente presidido por Waack. Ao longo do tempo, os investidores deverão desembolsar R$ 200 milhões, que serão acessados à medida que a operação do negócio for obtendo sucesso.
O desempenho da Amata certamente será acompanhado de perto pela comunidade investidora, interessada em conhecer riscos e oportunidades de uma atividade pioneira. Se der certo, a operação terá desbravado a mata densa, abrindo uma trilha para a economia verde dar passos mais largos no Brasil.
Fonte: Página 22
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