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Notícias
15
fev
2011
(PAPEL E CELULOSE)
Fornecedores brasileiros de papelcartão querem taxar importações da China
As vendas domésticas de papelcartão no Brasil ficaram num ritmo muito mais lento do que o previsto para o mês de janeiro, fontes disseram à PPI América Latina. Muitos compradores começaram a retomar suas compras somente na segunda metade do mês, o que preocupou fornecedores. Este fator, combinado com a percepção de que há um aumento na importação de papelcartão, fez com que os fabricantes pedissem à Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa) que estudasse a aplicação de medidas anti-dumping contra papelcartão exportado da China para o Brasil.
"Existe papelcartão chegando no Brasil a preços muito baixos e estamos avaliando medidas para combater isso, seguindo a mesma estratégia dos produtores de papel cuchê", disse um grande produtor. Um comprador afirmou ter recebido preços "inacreditáveis" para papelcartão produzido na China e que estavam disponíveis no mercado brasileiro em janeiro. "Acabei de fechar um acordo para comprar quantias por quase metade do preço do produto nacional", o contato disse. "Irei comprar papel feito no Brasil somente se receber pedidos urgentes, pois o que eu puder progamar virá da China", ele acrescentou, enfatizando que essas ofertas com preços baixos não vêm da APP,
o único fabricante chinês oficialmente estabelecido no Brasil.
Um importador comentou que o mercado brasileiro de papelcartão mudou nos últimos anos e que o atual Real forte irá continuar favorecendo as importações. "O Brasil irá assistir ao crescimento das importações, pois mesmo o país sendo autossuficiente na maoiria dos tipos de papelcartão, ainda precisa importar material com cobertura branca", disse o contato.
Apesar do medo dos fabricantes nacionais do papel vindo de fora, os últimos dados da Bracelpa mostram que as importações de papelcartão no país se mantiveram estáveis em 30 mil toneladas entre janeiro e novembro de 2010, se comparado ao mesmos meses de 2009.
"Queremos parar, principalmente, com a entrada da papelcartão triplex com cobertura branca, que chamamos de marca d'água, pois estas importações estão chegando ao Brasil com preços entre US$ 220-330/t abaixo do papelcartão doméstico", disse uma fonte. O contato ainda acrescentou que a utilização ilegal de papelcartão imune – que deveria ser usado apenas com fins editoriais – é também outra ameaça à produção local.
Desempenho do setor
Participantes de mercado afirmaram que o ano 2010 foi um dos melhores da história do país. Um produtor de papelcartão comentou que as vendas domésticas de janeiro de 2011, por exemplo, não deverão bater o recorde de 44 mil toneladas registrados no mesmo mês de 2010. "Janeiro começou muito fraco, estávamos esperando um mês mais aquecido ", a fonte disse, informando também que isso não está afetando sua empresa, que tem uma expectativa positiva para o Brasil este ano. "Temos de considerar que 2010 foi um ano muito forte e 2011 será bom também, porém não com tanta demanda. Se crescermos em 5-6%, será de bom tamanho", ele disse.
Outra fonte comentou que os fabricantes de papelcartão têm boas perspectivas para o ano de 2011, especialmente com a consolidação do mercado brasileiro, depois que a Ibema e Papirus anunciaram a intenção de se fundirem. "Esta fusão sera positiva para o setor, pois irá melhorar a competição local", o contato concluiu.
Por Marina Faleiros, Editora Associada, PPI América Latina, mfaleiros@risi.com
Esta reportagem é conteúdo da PPI Latin America, uma publicação da RISI que cobre os mercados e preços de celulose e papel
na América Latina.
"Existe papelcartão chegando no Brasil a preços muito baixos e estamos avaliando medidas para combater isso, seguindo a mesma estratégia dos produtores de papel cuchê", disse um grande produtor. Um comprador afirmou ter recebido preços "inacreditáveis" para papelcartão produzido na China e que estavam disponíveis no mercado brasileiro em janeiro. "Acabei de fechar um acordo para comprar quantias por quase metade do preço do produto nacional", o contato disse. "Irei comprar papel feito no Brasil somente se receber pedidos urgentes, pois o que eu puder progamar virá da China", ele acrescentou, enfatizando que essas ofertas com preços baixos não vêm da APP,
o único fabricante chinês oficialmente estabelecido no Brasil.
Um importador comentou que o mercado brasileiro de papelcartão mudou nos últimos anos e que o atual Real forte irá continuar favorecendo as importações. "O Brasil irá assistir ao crescimento das importações, pois mesmo o país sendo autossuficiente na maoiria dos tipos de papelcartão, ainda precisa importar material com cobertura branca", disse o contato.
Apesar do medo dos fabricantes nacionais do papel vindo de fora, os últimos dados da Bracelpa mostram que as importações de papelcartão no país se mantiveram estáveis em 30 mil toneladas entre janeiro e novembro de 2010, se comparado ao mesmos meses de 2009.
"Queremos parar, principalmente, com a entrada da papelcartão triplex com cobertura branca, que chamamos de marca d'água, pois estas importações estão chegando ao Brasil com preços entre US$ 220-330/t abaixo do papelcartão doméstico", disse uma fonte. O contato ainda acrescentou que a utilização ilegal de papelcartão imune – que deveria ser usado apenas com fins editoriais – é também outra ameaça à produção local.
Desempenho do setor
Participantes de mercado afirmaram que o ano 2010 foi um dos melhores da história do país. Um produtor de papelcartão comentou que as vendas domésticas de janeiro de 2011, por exemplo, não deverão bater o recorde de 44 mil toneladas registrados no mesmo mês de 2010. "Janeiro começou muito fraco, estávamos esperando um mês mais aquecido ", a fonte disse, informando também que isso não está afetando sua empresa, que tem uma expectativa positiva para o Brasil este ano. "Temos de considerar que 2010 foi um ano muito forte e 2011 será bom também, porém não com tanta demanda. Se crescermos em 5-6%, será de bom tamanho", ele disse.
Outra fonte comentou que os fabricantes de papelcartão têm boas perspectivas para o ano de 2011, especialmente com a consolidação do mercado brasileiro, depois que a Ibema e Papirus anunciaram a intenção de se fundirem. "Esta fusão sera positiva para o setor, pois irá melhorar a competição local", o contato concluiu.
Por Marina Faleiros, Editora Associada, PPI América Latina, mfaleiros@risi.com
Esta reportagem é conteúdo da PPI Latin America, uma publicação da RISI que cobre os mercados e preços de celulose e papel
na América Latina.
Fonte: PPI Latin America
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