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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Plantação de tabaco desmata 200 mil hectares por ano no mundo
A indústria do tabaco vem mudando a paisagem rural. Um conjunto de estudos divulgado hoje pela Organização Mundial de Saúde (OMS) mostra que, a cada ano, cerca de 200 mil hectares de matas e florestas são destruídos no mundo para dar lugar a plantações de tabaco. Na África do Sul, mais de 1,4 mil quilômetros quadrados de terras indígenas desapareceram para servir, por meio da madeira, de combustível para as indústrias de fumo.
“Cerca de cinco milhões de hectares de terras aráveis são utilizadas para plantar tabaco. Se no lugar de fumo fosse plantado alimento, seria possível acabar com a fome de 20 milhões de pessoas”, alertou a pesquisadora do Centro de Saúde Global e Desenvolvimento Econômico da Universidade da Columbia (EUA), Katharine Esson, em debate na 11ª reunião da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), em São Paulo.
Em parceria com a OMS, o Centro elaborou um documento que recomenda a não-inclusão do tabaco nas negociações comerciais entre países em desenvolvimento, sob pena de tornar ainda mais difícil a eliminação da pobreza e da fome.
Pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Marco Antônio Vargas, também participou da discussão realizada na Unctad sobre o impacto negativo da indústria tabagista nos países em desenvolvimento. Vargas apresentou dados sobre plantação e produção de tabaco no Brasil. De acordo com ele, o país é hoje o principal exportador de fumo e o quatro produtor. A região sul concentra 90% da produção, com cerca de dois milhões de hectares tomados pelo tabaco.
“Só na região do Vale do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul, 25 municípios têm como base da economia a produção do fumo”, revela Vargas. Segundo ele, até 2001, 40% das verbas do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf) eram destinados a pequenos produtores de tabaco. Na década de 90, somente uma empresa de cigarro teria recebido US$ 900 milhões em subsídios brasileiros.
“É um investimento com retornos muito duvidáveis. Os agricultores brasileiros recebem menos da metade do pagos pela empresas aos produtores dos Estados Unidos”, afirma o pesquisador da UFRJ. Para ele a solução está no incentivo à plantação de outros produtos, com potencial de contaminação do solo muito reduzido em relação ao fumo.
Na região sul, o Centro de Apoio aos Pequenos Agricultores (CAPA) já conseguiu envolver 12 municípios em um projeto de reconversão para a agroecologia. “Trata-se de um processo lento. Muitos agricultores desse projeto vão continuar plantando fumo até adquirirem segurança.”
Fonte: Agência Brasil – 21/06/2004
“Cerca de cinco milhões de hectares de terras aráveis são utilizadas para plantar tabaco. Se no lugar de fumo fosse plantado alimento, seria possível acabar com a fome de 20 milhões de pessoas”, alertou a pesquisadora do Centro de Saúde Global e Desenvolvimento Econômico da Universidade da Columbia (EUA), Katharine Esson, em debate na 11ª reunião da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), em São Paulo.
Em parceria com a OMS, o Centro elaborou um documento que recomenda a não-inclusão do tabaco nas negociações comerciais entre países em desenvolvimento, sob pena de tornar ainda mais difícil a eliminação da pobreza e da fome.
Pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Marco Antônio Vargas, também participou da discussão realizada na Unctad sobre o impacto negativo da indústria tabagista nos países em desenvolvimento. Vargas apresentou dados sobre plantação e produção de tabaco no Brasil. De acordo com ele, o país é hoje o principal exportador de fumo e o quatro produtor. A região sul concentra 90% da produção, com cerca de dois milhões de hectares tomados pelo tabaco.
“Só na região do Vale do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul, 25 municípios têm como base da economia a produção do fumo”, revela Vargas. Segundo ele, até 2001, 40% das verbas do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf) eram destinados a pequenos produtores de tabaco. Na década de 90, somente uma empresa de cigarro teria recebido US$ 900 milhões em subsídios brasileiros.
“É um investimento com retornos muito duvidáveis. Os agricultores brasileiros recebem menos da metade do pagos pela empresas aos produtores dos Estados Unidos”, afirma o pesquisador da UFRJ. Para ele a solução está no incentivo à plantação de outros produtos, com potencial de contaminação do solo muito reduzido em relação ao fumo.
Na região sul, o Centro de Apoio aos Pequenos Agricultores (CAPA) já conseguiu envolver 12 municípios em um projeto de reconversão para a agroecologia. “Trata-se de um processo lento. Muitos agricultores desse projeto vão continuar plantando fumo até adquirirem segurança.”
Fonte: Agência Brasil – 21/06/2004
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