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Notícias
09
fev
2011
(ECONOMIA)
Inflação subirá sem nova lei de florestas, ameaça CNA
A senadora e presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Kátia Abreu, afirmou nesta terça-feira (8) que a demora em aprovar as mudanças no Código Florestal traz “um grande e grave risco” de aumentar a inflação dos alimentos.
A bancada ruralista está intensificando a pressão pela mudança na lei de acordo com a proposta do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que deve ser votada no plenário da Câmara no mês que vem.
O setor produtivo quer ver a nova lei de florestas sancionada antes do meio do ano, sob pena de ser colocado na ilegalidade: em junho vence mais uma vez a prorrogação do decreto de 2009 que determina o cumprimento do código e estabelece que quem desmatou a reserva legal além do permitido (80% da área de propriedades rurais na Amazônia e 20% no Sudeste deve permanecer com vegetação nativa) seja multado. Estima-se que menos de 10% dos agricultores do país estejam regulares.
Além disso, o Banco do Brasil já afirmou que não financiará produtores que não tiverem até junho sua reserva legal averbada (ou seja, declarada em cartório) e um plano de recuperação em curso segundo o programa Mais Ambiente, do governo federal.
“Não somos contrários ao Mais Ambiente, só que ele não está disponível aos produtores. O produtor não tem como aderir”, afirmou a senadora (DEM-TO).
“Nós plantamos grãos 58 milhões de hectares de grãos ao custo de R$ 158 bilhões. O Banco do Brasil financia quase 20% desse valor. Se esta norma permanecer, teremos um perigo ainda maior, iminente, de inflação exorbitante”, afirmou Kátia, citando dados da FAO (órgão da ONU para a alimentação) segundo os quais a inflação dos alimentos em janeiro foi de 3,4%.
A CNA apresentou nesta terça-feira a jornalistas uma série de dados que, segundo a organização, atestam que o projeto de Rebelo não anistia desmatamentos e que a proporção de florestas em propriedades rurais tem aumentado desde a edição do código original, em 1965.
“Vamos optar por transformar o Brasil numa grande reserva legal? Ou vamos dar um basta, tanto no desmatamento quanto na invasão das áreas de produção e de agropecuária? Quantas dezenas e centenas de parques nacionais ainda serão criados em detrimento da área de produção? Nós estamos falando de inflação. Se reduzirmos ainda mais nossas áreas de produção, estaremos contribuindo ainda mais para o aumento da inflação”, ameaçou.
Segundo ela, se o Brasil quiser ser a “reserva legal do mundo”, os produtores vão ganhar: “Menos comida, mais preço, mais lucro. O trabalhador brasileiro pode pagar essa comida mais cara?”
O deputado Sarney Filho (PV-MA), líder da Frente Parlamentar ambientalista e opositor do projeto de Rebelo, afirma que os ruralistas não vão vencer no Congresso. “Com todos os eventos extremos recentes, diante da dura realidade climática do Brasil e do mundo, querer ampliar as possibilidades de desmatamento e afrouxar regras é um contrassenso.”
A bancada ruralista está intensificando a pressão pela mudança na lei de acordo com a proposta do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que deve ser votada no plenário da Câmara no mês que vem.
O setor produtivo quer ver a nova lei de florestas sancionada antes do meio do ano, sob pena de ser colocado na ilegalidade: em junho vence mais uma vez a prorrogação do decreto de 2009 que determina o cumprimento do código e estabelece que quem desmatou a reserva legal além do permitido (80% da área de propriedades rurais na Amazônia e 20% no Sudeste deve permanecer com vegetação nativa) seja multado. Estima-se que menos de 10% dos agricultores do país estejam regulares.
Além disso, o Banco do Brasil já afirmou que não financiará produtores que não tiverem até junho sua reserva legal averbada (ou seja, declarada em cartório) e um plano de recuperação em curso segundo o programa Mais Ambiente, do governo federal.
“Não somos contrários ao Mais Ambiente, só que ele não está disponível aos produtores. O produtor não tem como aderir”, afirmou a senadora (DEM-TO).
“Nós plantamos grãos 58 milhões de hectares de grãos ao custo de R$ 158 bilhões. O Banco do Brasil financia quase 20% desse valor. Se esta norma permanecer, teremos um perigo ainda maior, iminente, de inflação exorbitante”, afirmou Kátia, citando dados da FAO (órgão da ONU para a alimentação) segundo os quais a inflação dos alimentos em janeiro foi de 3,4%.
A CNA apresentou nesta terça-feira a jornalistas uma série de dados que, segundo a organização, atestam que o projeto de Rebelo não anistia desmatamentos e que a proporção de florestas em propriedades rurais tem aumentado desde a edição do código original, em 1965.
“Vamos optar por transformar o Brasil numa grande reserva legal? Ou vamos dar um basta, tanto no desmatamento quanto na invasão das áreas de produção e de agropecuária? Quantas dezenas e centenas de parques nacionais ainda serão criados em detrimento da área de produção? Nós estamos falando de inflação. Se reduzirmos ainda mais nossas áreas de produção, estaremos contribuindo ainda mais para o aumento da inflação”, ameaçou.
Segundo ela, se o Brasil quiser ser a “reserva legal do mundo”, os produtores vão ganhar: “Menos comida, mais preço, mais lucro. O trabalhador brasileiro pode pagar essa comida mais cara?”
O deputado Sarney Filho (PV-MA), líder da Frente Parlamentar ambientalista e opositor do projeto de Rebelo, afirma que os ruralistas não vão vencer no Congresso. “Com todos os eventos extremos recentes, diante da dura realidade climática do Brasil e do mundo, querer ampliar as possibilidades de desmatamento e afrouxar regras é um contrassenso.”
Fonte: Claudio Angelo/ Folha.com
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