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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Empresários verificam na Europa exigências impostas aos produtos industriais madeireiros
Empresários do setor madeireiro e representantes da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente – Abimci – apresentaram na semana passada (dia 16) aos participantes do Programa Nacional de Qualidade da Madeira – PNQM – o resultado da viagem à Europa. A comitiva visitou portos e a certificadora européia BM Trada, que autoriza o PNQM a emitir o selo CE Marking no Brasil para as empresas de produtos de madeira.
A principal notícia trazida para os empresários do setor é que a certificação de processo nível 4 (produtos de uso não estrutural na construção) já é uma realidade nos países da Comunidade Européia. Concorrentes do compensado brasileiro como Canadá, Finlândia, Chile, Malásia e Indonésia entre outros, estão exportando produtos de madeira no mínimo com o nível 4 de certificação. “Avançamos muito ao conseguirmos o acordo com a BM Trada, mas as empresas precisam continuar trabalhando para alcançar os níveis técnicos de qualidade exigidos pelos europeus”, afirma Paulo Roberto Pupo, vice-presidente do Comitê de Compensado de Pinus da Abimci, que esteve em Londres.
Das 23 empresas brasileiras participantes do processo para obtenção do CE Marking através do PNQM, oito estão certificadas no nível 4 (não estrutural), nove receberam um certificado provisório no nível 2+ (de uso estrutural) e devem iniciar imediatamente uma nova etapa de testes para obter o certificado definitivo. A Compensado e Laminados Lavrasul, de Canoinhas – Santa Catarina, é a primeira no Brasil a receber o selo definitivo para os produtos de uso estrutural. A empresa montou um laboratório próprio para realizar os ensaios necessários e agilizar o processo de obtenção da marca de qualidade.
Mudança de cultura
Além de garantir a permanência no mercado da Comunidade Européia, que só perde para os Estados Unidos, e abrir novas portas na venda de produtos específicos para o setor da construção, os produtores de compensado acreditam em outros benefícios com essa aposta na qualidade. A mudança de cultura dentro das fábricas é uma delas. Para o vice-presidente de Relações Internacionais da Abimci, Isac Zugman, a exigência dos compradores é um fator positivo de aprimoramento para o setor.
Segundo o diretor da Formacomp, José Luiz Dissenha, depois de seis meses do PNQM consolidado em toda a empresa, a redução nos custos de produção foi de 5%. “Estamos obtendo melhoria da qualidade dos produtos e maior controle das etapas de produção”, garante Dissenha. Ele revela ainda que após o treinamento, os funcionários passaram a ter mais consciência sobre a importância da qualidade e da certificação dos produtos.
Nova fase
Depois da conquista do CE Marking, a Abimci trabalha para firmar acordo com uma certificadora norte-americana. Paralelo a isso, os esforços junto ao Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – Inmetro – para o reconhecimento internacional do Programa continuam.
Outra novidade é a criação de um Fórum de debates em parceria com o International Business Institute – IBI – para promover a preparação de diretores e gerentes do setor na área de vendas de produtos florestais. Além do incentivo à formação de mão-de-obra para o chão de fábrica por meio de acordos com outras organizações como o Senai.
Fonte: INTERACT Comunicação Empresarial - 22/06/2004
A principal notícia trazida para os empresários do setor é que a certificação de processo nível 4 (produtos de uso não estrutural na construção) já é uma realidade nos países da Comunidade Européia. Concorrentes do compensado brasileiro como Canadá, Finlândia, Chile, Malásia e Indonésia entre outros, estão exportando produtos de madeira no mínimo com o nível 4 de certificação. “Avançamos muito ao conseguirmos o acordo com a BM Trada, mas as empresas precisam continuar trabalhando para alcançar os níveis técnicos de qualidade exigidos pelos europeus”, afirma Paulo Roberto Pupo, vice-presidente do Comitê de Compensado de Pinus da Abimci, que esteve em Londres.
Das 23 empresas brasileiras participantes do processo para obtenção do CE Marking através do PNQM, oito estão certificadas no nível 4 (não estrutural), nove receberam um certificado provisório no nível 2+ (de uso estrutural) e devem iniciar imediatamente uma nova etapa de testes para obter o certificado definitivo. A Compensado e Laminados Lavrasul, de Canoinhas – Santa Catarina, é a primeira no Brasil a receber o selo definitivo para os produtos de uso estrutural. A empresa montou um laboratório próprio para realizar os ensaios necessários e agilizar o processo de obtenção da marca de qualidade.
Mudança de cultura
Além de garantir a permanência no mercado da Comunidade Européia, que só perde para os Estados Unidos, e abrir novas portas na venda de produtos específicos para o setor da construção, os produtores de compensado acreditam em outros benefícios com essa aposta na qualidade. A mudança de cultura dentro das fábricas é uma delas. Para o vice-presidente de Relações Internacionais da Abimci, Isac Zugman, a exigência dos compradores é um fator positivo de aprimoramento para o setor.
Segundo o diretor da Formacomp, José Luiz Dissenha, depois de seis meses do PNQM consolidado em toda a empresa, a redução nos custos de produção foi de 5%. “Estamos obtendo melhoria da qualidade dos produtos e maior controle das etapas de produção”, garante Dissenha. Ele revela ainda que após o treinamento, os funcionários passaram a ter mais consciência sobre a importância da qualidade e da certificação dos produtos.
Nova fase
Depois da conquista do CE Marking, a Abimci trabalha para firmar acordo com uma certificadora norte-americana. Paralelo a isso, os esforços junto ao Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – Inmetro – para o reconhecimento internacional do Programa continuam.
Outra novidade é a criação de um Fórum de debates em parceria com o International Business Institute – IBI – para promover a preparação de diretores e gerentes do setor na área de vendas de produtos florestais. Além do incentivo à formação de mão-de-obra para o chão de fábrica por meio de acordos com outras organizações como o Senai.
Fonte: INTERACT Comunicação Empresarial - 22/06/2004
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