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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Brasília quer desmate de 20%
Mais uma polêmica para o setor produtivo primário de Mato Grosso resolver. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) está para publicar uma portaria que praticamente determinará todo o norte do estado como área de floresta, ou seja, onde a exploração e desmatamento só poderão ocorrer em 20% das terras, os outros 80% serão destinados à reserva legal. Com isso, a expansão da agropecuária - principalmente da soja e da pecuária - estará contida. Os representantes do segmento produtivo da região enxergam a medida como prejudicial aos interesses econômicos do estado e do país.
Em Sinop (503 quilômetros ao Norte de Cuiabá), - principal pólo da região -, os representantes prevêem que "transformação" em floresta restringirá em até 80% as atividades primárias e trará sérias conseqüências a economia da região.
O crescimento anual de Sinop, segundo o presidente do Sindicato Rural do município, Antônio Sérgio Rossani Filho, é de cerca de 10% ao ano, "daqui há alguns anos será ‘era uma vez’ uma cidade que crescia muito e gerava milhares de empregos", alerta.
Com a determinação do MMA de conservar 80%, o pai do presidente do Sindicato Rural, Antônio Sérgio Rossani, contabiliza que perderá aproximadamente 70% da área plantada com soja no último ciclo (03/04), receoso, Rossani (pai) preferiu não revelar sua área de soja, mas enfatizou que os 30% restantes "inviabilizam o trabalho do produtor".
Seu filho revela uma outra situação. Com potencial de cultivo de 2,8 mil hectares (há) de algodão para a próxima safra, fez um financiamento junto do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) de cerca de R$ 2,5 milhões para investimentos na cultura. O projeto prevê a instalação e aquisição de uma algodoeira (usina), prensas, colheitadeiras e tratores, turbina de energia e cinco pivot´s centrais para cultivo do algodão irrigado. "Mas com a nova lei, teremos apenas 600 há, área insuficiente para o porte da usina. Prevíamos uma geração de pelo menos 120 empregos diretos", explica Rossani Filho, exemplificando que este é apenas um dos grandes investimentos que a família já fez na região.
Ele frisa ainda que a solução será "voltar para trás, para o estado de origem, onde está medida não inviabiliza a produção e economia das cidades", concluiu.
Outro ponto destacado pelo presidente do Sindicato, refere-se a investimentos feitos em infra-estrutura pela classe produtiva, como por exemplo, os consórcios para construção de estradas. "O valor investidor pelos produtores refere-se a sua área total, como vamos dar conta deste projeto, a estaremos com apenas 20% liberado para lavouras e pastos", indaga.
Rossani (pai) é severo com relação ao entendimento do governo Federal. "Assim como a lei do salário mínimo é irresponsável e imoral, transformar regiões ocupadas e com imenso potencial produtivo em áreas de reserva, é cultivar a pobreza e o desemprego. Coisas que só interessam a pessoas corruptas e promíscuas", desabafa.
Fonte: Diário de Cuiabá – 21/06/2004
Em Sinop (503 quilômetros ao Norte de Cuiabá), - principal pólo da região -, os representantes prevêem que "transformação" em floresta restringirá em até 80% as atividades primárias e trará sérias conseqüências a economia da região.
O crescimento anual de Sinop, segundo o presidente do Sindicato Rural do município, Antônio Sérgio Rossani Filho, é de cerca de 10% ao ano, "daqui há alguns anos será ‘era uma vez’ uma cidade que crescia muito e gerava milhares de empregos", alerta.
Com a determinação do MMA de conservar 80%, o pai do presidente do Sindicato Rural, Antônio Sérgio Rossani, contabiliza que perderá aproximadamente 70% da área plantada com soja no último ciclo (03/04), receoso, Rossani (pai) preferiu não revelar sua área de soja, mas enfatizou que os 30% restantes "inviabilizam o trabalho do produtor".
Seu filho revela uma outra situação. Com potencial de cultivo de 2,8 mil hectares (há) de algodão para a próxima safra, fez um financiamento junto do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) de cerca de R$ 2,5 milhões para investimentos na cultura. O projeto prevê a instalação e aquisição de uma algodoeira (usina), prensas, colheitadeiras e tratores, turbina de energia e cinco pivot´s centrais para cultivo do algodão irrigado. "Mas com a nova lei, teremos apenas 600 há, área insuficiente para o porte da usina. Prevíamos uma geração de pelo menos 120 empregos diretos", explica Rossani Filho, exemplificando que este é apenas um dos grandes investimentos que a família já fez na região.
Ele frisa ainda que a solução será "voltar para trás, para o estado de origem, onde está medida não inviabiliza a produção e economia das cidades", concluiu.
Outro ponto destacado pelo presidente do Sindicato, refere-se a investimentos feitos em infra-estrutura pela classe produtiva, como por exemplo, os consórcios para construção de estradas. "O valor investidor pelos produtores refere-se a sua área total, como vamos dar conta deste projeto, a estaremos com apenas 20% liberado para lavouras e pastos", indaga.
Rossani (pai) é severo com relação ao entendimento do governo Federal. "Assim como a lei do salário mínimo é irresponsável e imoral, transformar regiões ocupadas e com imenso potencial produtivo em áreas de reserva, é cultivar a pobreza e o desemprego. Coisas que só interessam a pessoas corruptas e promíscuas", desabafa.
Fonte: Diário de Cuiabá – 21/06/2004
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