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Notícias
06
jan
2011
(ECONOMIA)
Governo irá desonerar setores que sofrem com dólar barato
Para enfrentar o dólar barato, o governo apostará em desonerações e no investimento em pesquisa e inovação, afirmou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, que tomou posse. Segundo ele, o governo agirá de forma diferenciada por setor da economia para combater o câmbio valorizado, que desestimula as exportações.
Na avaliação do novo ministro, cada setor reage de forma distinta à determinada taxa de câmbio. “O câmbio flutuante não funciona como um navio que sobe e desce conforme as ondas, mas como uma porção de patinhos espalhados na mesma onda. Com uma mesma taxa [de câmbio], há setores que reagem bem e mal”, comparou.
De acordo com Pimentel, as desonerações setoriais ajudam determinados ramos da economia a superar as dificuldades no curto prazo. “Com uma desoneração, de alguma forma, o peso do patinho é retirado e ele sobe mais rápido”, explicou seguindo a metáfora dos patinhos na onda. No longo prazo, ressaltou, somente a melhoria da produtividade é capaz de fazer frente ao dólar barato. “A gente pode pôr um motor no patinho para ele nadar ao investir em competitividade e inovação".
Segundo o ministro, a presidenta Dilma Rousseff exigiu discurso unificado da equipe econômica em relação ao câmbio e aos juros. Dessa forma, as declarações sobre esses temas ficarão centralizadas no ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Sobre a diminuição dos aportes para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Pimentel afirmou que a instituição continuará como o principal instrumento de “alavancagem” do desenvolvimento. Nos últimos dois anos, o banco recebeu cerca de R$ 235 bilhões do Tesouro Nacional e não deve receber mais injeções de recursos, conforme o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou em dezembro.
Para o ministro do Desenvolvimento, o governo quer estimular a participação do setor privado no financiamento de longo prazo ao interromper a transferência de recursos para o BNDES. “Não podemos ter apenas o Estado assumindo esse papel [de financiador de longo prazo]. O setor privado é pujante e estruturado e tem condições de também empreender essa tarefa”, declarou.
O ministro rechaçou o argumento de que o Brasil passa por um processo de desindustrialização por causa do câmbio valorizado. “O conceito de desindustrialização é muito pesado para ser usado neste momento no Brasil. Temos dificuldades setoriais, mas relacionadas à queda do crescimento, não à retração”, comentou.
Até agora, a única mudança no segundo escalão do Ministério do Desenvolvimento é a ida de Alessandro Teixeira para a Secretaria Executiva, no lugar de Ivan Ramalho. Os demais secretários, afirmou Pimentel, só serão definidos nas próximas semanas.
Na avaliação do novo ministro, cada setor reage de forma distinta à determinada taxa de câmbio. “O câmbio flutuante não funciona como um navio que sobe e desce conforme as ondas, mas como uma porção de patinhos espalhados na mesma onda. Com uma mesma taxa [de câmbio], há setores que reagem bem e mal”, comparou.
De acordo com Pimentel, as desonerações setoriais ajudam determinados ramos da economia a superar as dificuldades no curto prazo. “Com uma desoneração, de alguma forma, o peso do patinho é retirado e ele sobe mais rápido”, explicou seguindo a metáfora dos patinhos na onda. No longo prazo, ressaltou, somente a melhoria da produtividade é capaz de fazer frente ao dólar barato. “A gente pode pôr um motor no patinho para ele nadar ao investir em competitividade e inovação".
Segundo o ministro, a presidenta Dilma Rousseff exigiu discurso unificado da equipe econômica em relação ao câmbio e aos juros. Dessa forma, as declarações sobre esses temas ficarão centralizadas no ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Sobre a diminuição dos aportes para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Pimentel afirmou que a instituição continuará como o principal instrumento de “alavancagem” do desenvolvimento. Nos últimos dois anos, o banco recebeu cerca de R$ 235 bilhões do Tesouro Nacional e não deve receber mais injeções de recursos, conforme o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou em dezembro.
Para o ministro do Desenvolvimento, o governo quer estimular a participação do setor privado no financiamento de longo prazo ao interromper a transferência de recursos para o BNDES. “Não podemos ter apenas o Estado assumindo esse papel [de financiador de longo prazo]. O setor privado é pujante e estruturado e tem condições de também empreender essa tarefa”, declarou.
O ministro rechaçou o argumento de que o Brasil passa por um processo de desindustrialização por causa do câmbio valorizado. “O conceito de desindustrialização é muito pesado para ser usado neste momento no Brasil. Temos dificuldades setoriais, mas relacionadas à queda do crescimento, não à retração”, comentou.
Até agora, a única mudança no segundo escalão do Ministério do Desenvolvimento é a ida de Alessandro Teixeira para a Secretaria Executiva, no lugar de Ivan Ramalho. Os demais secretários, afirmou Pimentel, só serão definidos nas próximas semanas.
Fonte: Agência Brasil
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