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Notícias
22
dez
2010
(MÓVEIS)
Classe C já é a que mais compra móveis
A classe C, também chamada de nova classe média, já é a principal consumidora de móveis e itens domésticos no país, segundo pesquisa do instituto DataPopular a partir de informações do IBGE.
De 2002 para 2010, os gastos com produtos como cama, sofá, armários, luminárias, tapetes e utensílios subiram de R$ 3,1 bilhões para R$ 17,9 bilhões, ultrapassando o consumo das classes A e B, que subiu num ritmo menor, passando de R$ 5,9 bilhões para R$ 15,8 bilhões.
Em 2002, a classe C tinha 29,32% das compras de móveis e itens domésticos. Em 2010, o percentual subiu para 42,70%. Em contrapartida, o consumo das classes A e B caiu de 54,77% para 37,46%. Já as despesas das classes D e E cresceram de R$ 1,7 bilhões para R$ 8,3 bilhões, o que elevou a participação de 15,91% para 19,85%.
A pesquisa mostra que houve crescimento de consumo para todas as classes sociais. Os gastos em 2010 são 3,93 vezes o valor registrado em 2002. Mas é a classe C que assume condição de destaque nos últimos 8 anos, ultrapassando as classes A e B na composição do total de gastos para a casa. Na classe C, o aumento foi de 5,69 vezes. Já nas classes A e B, de 2,67 vezes.
Para Renato Meirelles, diretor do Data Popular, o maior poder de compra e a expansão do crédito não são os únicos fatores para a inversão de posições. "Há uma questão demográfica. As idades das classes sociais são diferentes e a maioria das novas casas que estão sendo montadas é de classe C", afirma.
Ele lembra que nas classes A e B 17% tem menos de 16 anos, e 47% mais de 41 anos. Já na classe C, 25% tem menos de 16 anos e 35% acima de 41.
A ascensão da classe C abre oportunidades de novos negócios, mas também aponta para a necessidade de produtos diferenciados e com tamanhos adequados. "Como os imóveis são menores, os móveis também precisam ser menores. Num apartamento de 45 metros quadrados, quanto mais armários com portas de correr, melhor", diz Meirelles.
Mas, segundo ele, se engana quem pensa que a classe C troca qualidade por menor preço. "Já foi o tempo que você tinha que ter produto barato para atender a classe C. Com o crédito, o consumidor não se importa em pagar um pouco mais se o produto durar mais que a duração das prestações", diz. "E a nova classe C já leva em conta também a decoração. Acabou essa história de pegar a poltrona de um, o sofá do outro. Agora tem de ser tudo combinando".
De 2002 para 2010, os gastos com produtos como cama, sofá, armários, luminárias, tapetes e utensílios subiram de R$ 3,1 bilhões para R$ 17,9 bilhões, ultrapassando o consumo das classes A e B, que subiu num ritmo menor, passando de R$ 5,9 bilhões para R$ 15,8 bilhões.
Em 2002, a classe C tinha 29,32% das compras de móveis e itens domésticos. Em 2010, o percentual subiu para 42,70%. Em contrapartida, o consumo das classes A e B caiu de 54,77% para 37,46%. Já as despesas das classes D e E cresceram de R$ 1,7 bilhões para R$ 8,3 bilhões, o que elevou a participação de 15,91% para 19,85%.
A pesquisa mostra que houve crescimento de consumo para todas as classes sociais. Os gastos em 2010 são 3,93 vezes o valor registrado em 2002. Mas é a classe C que assume condição de destaque nos últimos 8 anos, ultrapassando as classes A e B na composição do total de gastos para a casa. Na classe C, o aumento foi de 5,69 vezes. Já nas classes A e B, de 2,67 vezes.
Para Renato Meirelles, diretor do Data Popular, o maior poder de compra e a expansão do crédito não são os únicos fatores para a inversão de posições. "Há uma questão demográfica. As idades das classes sociais são diferentes e a maioria das novas casas que estão sendo montadas é de classe C", afirma.
Ele lembra que nas classes A e B 17% tem menos de 16 anos, e 47% mais de 41 anos. Já na classe C, 25% tem menos de 16 anos e 35% acima de 41.
A ascensão da classe C abre oportunidades de novos negócios, mas também aponta para a necessidade de produtos diferenciados e com tamanhos adequados. "Como os imóveis são menores, os móveis também precisam ser menores. Num apartamento de 45 metros quadrados, quanto mais armários com portas de correr, melhor", diz Meirelles.
Mas, segundo ele, se engana quem pensa que a classe C troca qualidade por menor preço. "Já foi o tempo que você tinha que ter produto barato para atender a classe C. Com o crédito, o consumidor não se importa em pagar um pouco mais se o produto durar mais que a duração das prestações", diz. "E a nova classe C já leva em conta também a decoração. Acabou essa história de pegar a poltrona de um, o sofá do outro. Agora tem de ser tudo combinando".
Fonte: Total Móveis
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