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Notícias
09
dez
2010
(SETOR FLORESTAL)
Produtividade é maior no entorno de florestas
Café cultivado nos arredores das reservas florestais teve um aumento de produção de até 20% em relação a outras áreas
Que o verde das matas traz benefícios para o equilíbrio ambiental do planeta, todo mundo já sabe. Mais do que isso, a sociedade cobra a manutenção dessa condição, especialmente do setor produtivo. O que talvez nem todos tenham conhecimento é que áreas de florestas também podem contribuir de maneira direta para a produtividade agrícola.
Um exemplo é o café produzido em uma região de Rondônia, objeto de estudo da Embrapa, concluído neste ano. O trabalho mostrou que o café cultivado no entorno das reservas florestais teve um aumento de produtividade de até 20% em relação ao café cultivado em áreas mais distantes das reservas. Um exemplo claro do benefício gerado pela mata em termos de produtividade do café.
A pesquisa foi realizada pelo pesquisador da Embrapa Monitoramento por Satélite, João Mangabeira, e culminou na defesa de tese de doutorado no Instituto de Economia da Unicamp, sob orientação do professor Ademar Ribeiro Romeiro.
O trabalho inédito analisa a trajetória de acumulação de capital pelos produtores rurais familiares de Machadinho d’Oeste (RO), por intermédio dos serviços ambientais prestados pelas matas nativas - serviços que envolveram principalmente o trabalho de polinização das abelhas nativas e a geração de um microclima que reduziu o abortamento das flores do café em períodos críticos.
O aumento de 20% na produtividade tem muito peso para um município onde os agricultores familiares são dependentes da renda proveniente da cultura do café. Nos últimos dez anos, eles vêm enfrentando um grande problema na região com a ocorrência de sucessivos veranicos.
Esse fenômeno, caracterizado por dias de calor intenso e insolação no início da estação chuvosa, em agosto e setembro, vem afetando justamente a fase de floração do café e prejudicando o crescimento dos frutos.
"O cafeicultor sabe bem que a falta de chuvas na época da floração é prejuízo certo porque vai provocar uma redução drástica na produção da sua lavoura", explica João Mangabeira. O estudo mostrou que os produtores de café que estão localizados perto das reservas florestais sofreram menos com o impacto dos veranicos. "O microclima gerado pela mata ajudou a lavoura de café a enfrentar o período de estiagem, reduzindo o abortamento das flores e garantindo a produtividade dos frutos", ressaltou o pesquisador.
O trabalho, que analisou a trajetória de acumulação de capital dos agricultores ao longo de 22 anos, utilizou imagens de satélite de alta resolução para identificar as propriedades rurais.
Que o verde das matas traz benefícios para o equilíbrio ambiental do planeta, todo mundo já sabe. Mais do que isso, a sociedade cobra a manutenção dessa condição, especialmente do setor produtivo. O que talvez nem todos tenham conhecimento é que áreas de florestas também podem contribuir de maneira direta para a produtividade agrícola.
Um exemplo é o café produzido em uma região de Rondônia, objeto de estudo da Embrapa, concluído neste ano. O trabalho mostrou que o café cultivado no entorno das reservas florestais teve um aumento de produtividade de até 20% em relação ao café cultivado em áreas mais distantes das reservas. Um exemplo claro do benefício gerado pela mata em termos de produtividade do café.
A pesquisa foi realizada pelo pesquisador da Embrapa Monitoramento por Satélite, João Mangabeira, e culminou na defesa de tese de doutorado no Instituto de Economia da Unicamp, sob orientação do professor Ademar Ribeiro Romeiro.
O trabalho inédito analisa a trajetória de acumulação de capital pelos produtores rurais familiares de Machadinho d’Oeste (RO), por intermédio dos serviços ambientais prestados pelas matas nativas - serviços que envolveram principalmente o trabalho de polinização das abelhas nativas e a geração de um microclima que reduziu o abortamento das flores do café em períodos críticos.
O aumento de 20% na produtividade tem muito peso para um município onde os agricultores familiares são dependentes da renda proveniente da cultura do café. Nos últimos dez anos, eles vêm enfrentando um grande problema na região com a ocorrência de sucessivos veranicos.
Esse fenômeno, caracterizado por dias de calor intenso e insolação no início da estação chuvosa, em agosto e setembro, vem afetando justamente a fase de floração do café e prejudicando o crescimento dos frutos.
"O cafeicultor sabe bem que a falta de chuvas na época da floração é prejuízo certo porque vai provocar uma redução drástica na produção da sua lavoura", explica João Mangabeira. O estudo mostrou que os produtores de café que estão localizados perto das reservas florestais sofreram menos com o impacto dos veranicos. "O microclima gerado pela mata ajudou a lavoura de café a enfrentar o período de estiagem, reduzindo o abortamento das flores e garantindo a produtividade dos frutos", ressaltou o pesquisador.
O trabalho, que analisou a trajetória de acumulação de capital dos agricultores ao longo de 22 anos, utilizou imagens de satélite de alta resolução para identificar as propriedades rurais.
Fonte: Diário do Comércio, citado por FAEMG
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