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Notícias
04
dez
2010
(MADEIRA E PRODUTOS)
Empresa suíça quer comprar pau de balsa brasileiro
O interesse da empresa em adquirir a madeira é para a fabricação de hélice.
A Business Excellence, empresa suíça considerada uma das maiores distribuidoras de pau de balsa do mundo esteve no Brasil para visitar o estado de Mato Grosso.
O motivo da visita se deve ao interesse da empresa suíça em adquirir a madeira brasileira para fabricar hélice eólica. A madeira apresenta uma densidade média de 150 quilos por m³, considerada ideal para confecção de hélices.
Na ocasião, plantios de três municípios no oeste do estado receberam a visita: Mirassol D’Oeste, Quatro Marcos e Araputanga.
Com uma área plantada de 3,7 mil hectares no estado, a madeira brasileira Ochroma pyramidale, Bombácea pode chegar ao primeiro corte medindo 20 metros de altura por 35 centímetros de diâmetro. O pau de balsa é usado para isolação acústica, artesanato, construção de jangadas, balsas, aeromodelismo, colete salva vidas, fabricação de papel, móveis e outros. E agora, hélice eólica que utiliza o vento como fonte alternativa de energia para gerar eletricidade e com a força do vento irrigar terras áridas e drenar alagados.
O pesquisador da Empaer (Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural), Décio Teruo Miyajima, que há cinco anos pesquisa o pau de balsa salienta, que em parceria com o produtor já analisa os dados de crescimento da planta, custo de produção para definir o preço do metro cúbico a ser comercializada no estado. E num trabalho inédito com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) vão pesquisar novos materiais genéticos de pau de balsa. “No futuro a intenção é produzir mudas in vitro para garantir um padrão da madeira a ser comercializada”, destaca Décio.
Árvores com a idade de 03 a 04 anos, consideradas prontas para o corte, representam 20% de toda produção em Mato Grosso e os outros 80% são plantas com menos de 02 anos de plantio. Segundo pesquisador, os produtores ainda não têm a técnica de corte do pau de balsa, sendo necessário entregar a madeira em toras.
No Distrito Industrial de Cuiabá estão instalando uma empresa que fará o corte da madeira na propriedade dos produtores com uma serra portátil facilitando a comercialização. “O objetivo da serra é evitar desperdício e com maior aproveitamento no padrão internacional”, ressalta Décio.
A presidente da Cooperativa de Produtores de Pau de Balsa de Mato Grosso, Maria Elizete Pinheiro, esclarece que na região de Alta Floresta (803 km ao Norte de Cuiabá) já cortam a madeira para fabricação de compensados e lâminas para produção de móveis. Hoje o estado possui 105 produtores que investiram no plantio da madeira. Ela ressalta que o pau de balsa é uma matéria prima que tem mercado consolidado.
A Business Excellence, empresa suíça considerada uma das maiores distribuidoras de pau de balsa do mundo esteve no Brasil para visitar o estado de Mato Grosso.
O motivo da visita se deve ao interesse da empresa suíça em adquirir a madeira brasileira para fabricar hélice eólica. A madeira apresenta uma densidade média de 150 quilos por m³, considerada ideal para confecção de hélices.
Na ocasião, plantios de três municípios no oeste do estado receberam a visita: Mirassol D’Oeste, Quatro Marcos e Araputanga.
Com uma área plantada de 3,7 mil hectares no estado, a madeira brasileira Ochroma pyramidale, Bombácea pode chegar ao primeiro corte medindo 20 metros de altura por 35 centímetros de diâmetro. O pau de balsa é usado para isolação acústica, artesanato, construção de jangadas, balsas, aeromodelismo, colete salva vidas, fabricação de papel, móveis e outros. E agora, hélice eólica que utiliza o vento como fonte alternativa de energia para gerar eletricidade e com a força do vento irrigar terras áridas e drenar alagados.
O pesquisador da Empaer (Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural), Décio Teruo Miyajima, que há cinco anos pesquisa o pau de balsa salienta, que em parceria com o produtor já analisa os dados de crescimento da planta, custo de produção para definir o preço do metro cúbico a ser comercializada no estado. E num trabalho inédito com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) vão pesquisar novos materiais genéticos de pau de balsa. “No futuro a intenção é produzir mudas in vitro para garantir um padrão da madeira a ser comercializada”, destaca Décio.
Árvores com a idade de 03 a 04 anos, consideradas prontas para o corte, representam 20% de toda produção em Mato Grosso e os outros 80% são plantas com menos de 02 anos de plantio. Segundo pesquisador, os produtores ainda não têm a técnica de corte do pau de balsa, sendo necessário entregar a madeira em toras.
No Distrito Industrial de Cuiabá estão instalando uma empresa que fará o corte da madeira na propriedade dos produtores com uma serra portátil facilitando a comercialização. “O objetivo da serra é evitar desperdício e com maior aproveitamento no padrão internacional”, ressalta Décio.
A presidente da Cooperativa de Produtores de Pau de Balsa de Mato Grosso, Maria Elizete Pinheiro, esclarece que na região de Alta Floresta (803 km ao Norte de Cuiabá) já cortam a madeira para fabricação de compensados e lâminas para produção de móveis. Hoje o estado possui 105 produtores que investiram no plantio da madeira. Ela ressalta que o pau de balsa é uma matéria prima que tem mercado consolidado.
Fonte: Expresso MT/Painel Florestal
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