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Notícias
30
nov
2010
(MEIO AMBIENTE)
Técnicos transformam certificação em realidade no campo
A realidade de alguns produtores do Acre está mudando com o programa de certificação de propriedades rurais, coordenado pelo governo estadual com apoio do WWF-Brasil. Produtores recebem treinamento, apoio técnico e um incentivo financeiro para que suas atividades sejam feitas de forma sustentável, sem o uso de fogo e respeitando os ecossistemas locais. Os resultados positivos já aparecem, mudando paradigmas e transformando práticas predatórias tradicionais em eficientes e rentáveis modelos de produção sustentável.
Os técnicos agroflorestais que trabalham no campo são peças fundamentais para o funcionamento da engrenagem que move o programa de certificação. Dheina da Costa Gomes, de 21 anos, e Gilson da Silva Dantas, 33, formaram-se recentemente na Escola da Floresta, instituição estadual que oferece formação de técnicos nas áreas de produção e meio ambiente. Atualmente, prestam assistência a produtores que vivem às margens da BR-364, em processo de asfaltamento, mais precisamente na região dos municípios acreanos de Manoel Urbano e Feijó.
Nascida em Senador Guiomard, Dheina foi uma das jovens escolhidas pela sua comunidade, o Projeto de Assentamento Petrolina, para estudar na Escola da Floresta. “Não só gostei de ter feito o curso, como quero continuar meus estudos nesta área”, afirma. Ela espera continuar trabalhando e quer fazer faculdade de Engenharia Florestal.
Durante o curso, Dheina teve como primeira experiência profissional o estágio de 120 horas na área da BR-364. Quando terminou o estágio, voltou a sua comunidade para compartilhar e aplicar o que aprendeu nas áreas de organização comunitária, piscicultura e apicultura.
Um ano depois do estágio, em agosto de 2010, foi selecionada pelo Instituto de Terras do Acre (Iteracre) para trabalhar na região onde havia estagiado: “Fiquei sabendo das vagas no Iteracre e deixei meu currículo. As pessoas têm boa aceitação ao trabalho de orientação dos técnicos florestais e nos valorizam, porque somos muitas vezes os únicos representantes do governo que já foram lá visitá-los e prestar assistência técnica”, explica.
Segundo ela, os produtores demandam muito dos técnicos. “Eles pedem explicações, tiram dúvidas sobre as hortas, roçado sustentável, manejo da mucuna e valorizam o nosso trabalho. Nós não vamos lá apenas para fazer diagnóstico e adesão ao Programa de Certificação”, diz.
Dheina salienta a importância de programas como o da certificação, direcionados primeiramente para instruir e capacitar o produtor em boas práticas. “Não é que os produtores queiram tocar fogo, é que eles têm conhecimentos limitados. Acredito que com essas alternativas que estamos trazendo eles vão trabalhar em suas propriedades de forma sustentável”, prevê.
A técnica demonstra otimismo em relação ao futuro do setor produtivo na região da BR-364. Para ela, haverá melhoria da qualidade de vida dos produtores e condições de escoar a produção por conta da conclusão do asfaltamento da rodovia.
Gilson da Silva Dantas, também nascido em Senador Guiomard, estudou na Escola da Floresta para suprir a deficiência de técnicos na sua comunidade de origem, o Projeto de Assentamento Limeira. Ele considera muito boa a oportunidade de atuar no Programa de Certificação de Propriedades Rurais.
“A gente se sente bem em estar contribuindo, orientando para que eles não desmatem mais e aproveitem melhor o que já desmataram. Orientamos também para que eles preservem as matas ciliares e não usem mais o fogo”, afirma. “Em no máximo dois anos ninguém mais vai usar fogo por aqui”, completa com otimismo.
O Programa de Certificação também cria uma importante demanda por profissionais, melhorando o futuro de jovens como Gilson e Dheina. Ao ser questionado sobre suas expectativas profissionais, ele abriu um grande sorriso e disse que não pretende ficar “só como técnico”: “Pretendo fazer faculdade de Engenharia Florestal ou Veterinária, que é o meu sonho”, concluiu.
Os técnicos agroflorestais que trabalham no campo são peças fundamentais para o funcionamento da engrenagem que move o programa de certificação. Dheina da Costa Gomes, de 21 anos, e Gilson da Silva Dantas, 33, formaram-se recentemente na Escola da Floresta, instituição estadual que oferece formação de técnicos nas áreas de produção e meio ambiente. Atualmente, prestam assistência a produtores que vivem às margens da BR-364, em processo de asfaltamento, mais precisamente na região dos municípios acreanos de Manoel Urbano e Feijó.
Nascida em Senador Guiomard, Dheina foi uma das jovens escolhidas pela sua comunidade, o Projeto de Assentamento Petrolina, para estudar na Escola da Floresta. “Não só gostei de ter feito o curso, como quero continuar meus estudos nesta área”, afirma. Ela espera continuar trabalhando e quer fazer faculdade de Engenharia Florestal.
Durante o curso, Dheina teve como primeira experiência profissional o estágio de 120 horas na área da BR-364. Quando terminou o estágio, voltou a sua comunidade para compartilhar e aplicar o que aprendeu nas áreas de organização comunitária, piscicultura e apicultura.
Um ano depois do estágio, em agosto de 2010, foi selecionada pelo Instituto de Terras do Acre (Iteracre) para trabalhar na região onde havia estagiado: “Fiquei sabendo das vagas no Iteracre e deixei meu currículo. As pessoas têm boa aceitação ao trabalho de orientação dos técnicos florestais e nos valorizam, porque somos muitas vezes os únicos representantes do governo que já foram lá visitá-los e prestar assistência técnica”, explica.
Segundo ela, os produtores demandam muito dos técnicos. “Eles pedem explicações, tiram dúvidas sobre as hortas, roçado sustentável, manejo da mucuna e valorizam o nosso trabalho. Nós não vamos lá apenas para fazer diagnóstico e adesão ao Programa de Certificação”, diz.
Dheina salienta a importância de programas como o da certificação, direcionados primeiramente para instruir e capacitar o produtor em boas práticas. “Não é que os produtores queiram tocar fogo, é que eles têm conhecimentos limitados. Acredito que com essas alternativas que estamos trazendo eles vão trabalhar em suas propriedades de forma sustentável”, prevê.
A técnica demonstra otimismo em relação ao futuro do setor produtivo na região da BR-364. Para ela, haverá melhoria da qualidade de vida dos produtores e condições de escoar a produção por conta da conclusão do asfaltamento da rodovia.
Gilson da Silva Dantas, também nascido em Senador Guiomard, estudou na Escola da Floresta para suprir a deficiência de técnicos na sua comunidade de origem, o Projeto de Assentamento Limeira. Ele considera muito boa a oportunidade de atuar no Programa de Certificação de Propriedades Rurais.
“A gente se sente bem em estar contribuindo, orientando para que eles não desmatem mais e aproveitem melhor o que já desmataram. Orientamos também para que eles preservem as matas ciliares e não usem mais o fogo”, afirma. “Em no máximo dois anos ninguém mais vai usar fogo por aqui”, completa com otimismo.
O Programa de Certificação também cria uma importante demanda por profissionais, melhorando o futuro de jovens como Gilson e Dheina. Ao ser questionado sobre suas expectativas profissionais, ele abriu um grande sorriso e disse que não pretende ficar “só como técnico”: “Pretendo fazer faculdade de Engenharia Florestal ou Veterinária, que é o meu sonho”, concluiu.
Fonte: WWF Brasil
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