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Notícias
30
nov
2010
(MADEIRA E PRODUTOS)
Serrarias no MA fraudam madeira suficiente para encher 2 mil carretas
Fraude também movimentou 201 mil metros cúbicos de carvão. Empresas tinham documentação florestal, mas não existiam.
Um esquema que envolve a criação e a homologação de empresas fantasmas por parte do poder público tem garantido fraudes contínuas na emissão de Documentos de Origem Florestal (DOF), levando à legalização de astronômicas quantidades de madeira retiradas ilegalmente na Amazônia.
Na região de Açailândia e Itinga do Maranhão - respectivamente a 575 e 670 quilômetros ao sul da capital São Luís -, por exemplo, a Gerência Executiva do Ibama em Imperatriz vistoriou os dados das guias usadas por 6 empresas e descobriu que elas são fantasmas - não têm endereço, pátio ou serraria. Mesmo assim, elas movimentaram, de 2009 até o primeiro semestre deste ano, 58.780 metros cúbicos de madeira serrada (o suficiente para encher cerca de 2 mil carretas) e 201 mil metros cúbicos de carvão (3.665 carretas).
Os endereços fornecidos ao poder público pelas 6 empresas foram visitados pela reportagem. Umas delas está numa rua - Bartolomeu Igreja, Centro -, em Açailândia, que não existe. Não há na região do centro de Açailândia nem nos bairros vizinhos nenhum logradouro com nome parecido com Bartolomeu Igreja.
Num único dos 6 casos foi possível descobrir a pista de uma dessas empresas fantasmas. Na saída de Itinga para Açailândia existe a Madeireira Alto da Pipira, que funciona regularmente, com documentação. De acordo com os proprietários, os irmãos Maurício e James Aguiar, em julho de 2007 eles arrendaram o local para uma pessoa conhecida por Izaque Leal de Almeida, que lá tocou a Madeireira Mundo Novo. O contrato foi desfeito no primeiro semestre de 2009.
De acordo com a gerência do Ibama de Imperatriz, a segunda maior cidade do Maranhão, mesmo sem sede e sem pátio, a Mundo Novo ainda declarou ter 47.572 metros cúbicos de carvão vegetal e 8.667 metros cúbicos de carvão.
Um esquema que envolve a criação e a homologação de empresas fantasmas por parte do poder público tem garantido fraudes contínuas na emissão de Documentos de Origem Florestal (DOF), levando à legalização de astronômicas quantidades de madeira retiradas ilegalmente na Amazônia.
Na região de Açailândia e Itinga do Maranhão - respectivamente a 575 e 670 quilômetros ao sul da capital São Luís -, por exemplo, a Gerência Executiva do Ibama em Imperatriz vistoriou os dados das guias usadas por 6 empresas e descobriu que elas são fantasmas - não têm endereço, pátio ou serraria. Mesmo assim, elas movimentaram, de 2009 até o primeiro semestre deste ano, 58.780 metros cúbicos de madeira serrada (o suficiente para encher cerca de 2 mil carretas) e 201 mil metros cúbicos de carvão (3.665 carretas).
Os endereços fornecidos ao poder público pelas 6 empresas foram visitados pela reportagem. Umas delas está numa rua - Bartolomeu Igreja, Centro -, em Açailândia, que não existe. Não há na região do centro de Açailândia nem nos bairros vizinhos nenhum logradouro com nome parecido com Bartolomeu Igreja.
Num único dos 6 casos foi possível descobrir a pista de uma dessas empresas fantasmas. Na saída de Itinga para Açailândia existe a Madeireira Alto da Pipira, que funciona regularmente, com documentação. De acordo com os proprietários, os irmãos Maurício e James Aguiar, em julho de 2007 eles arrendaram o local para uma pessoa conhecida por Izaque Leal de Almeida, que lá tocou a Madeireira Mundo Novo. O contrato foi desfeito no primeiro semestre de 2009.
De acordo com a gerência do Ibama de Imperatriz, a segunda maior cidade do Maranhão, mesmo sem sede e sem pátio, a Mundo Novo ainda declarou ter 47.572 metros cúbicos de carvão vegetal e 8.667 metros cúbicos de carvão.
Fonte: Agência Estado
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