Voltar
Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Madeireiros do MT estão de olho na China
O presidente do Sindicato das Indústrias Madeireiras do Norte de Mato Grosso (Sindusmad) Sidnei Bellincanta, destaca que com investimentos chineses no setor, a oferta à China poderia evoluir em cerca de 20% a 30%, "um percentual extremamente significativo e com destaque para o fato que aumentaríamos a produção estadual sem aumentar na mesma proporção o volume de matéria-prima e ofereceríamos melhor acabamento", aponta.
Além de assegurar mercado as exportações de madeiras e seus derivados, a comitiva que representou o setor, durante as visitas à China e ao Japão, tinha como objetivo ampliar investimentos asiáticos no Estado.
No setor madeireiro mato-grossense há investimentos de cerca de US$ 2 milhões originários da China e que segundo fontes do setor, foram recursos que contribuíram para o incremento da produção, exportação e a geração de emprego e renda na atividade estadual.
Estes investimentos foram aplicados em Colniza (a 1.160 quilômetros ao Noroeste de Cuiabá) e em Várzea Grande, onde as empresas possuem 50% de capital nacional e 50% de capital chinês. Juntas ofertam 160 empregos diretos e produzem 50 conteiners/mês, ou seja, duas carretas/dia com destino à China.
O diretor do Grupo SM - uma das empresas de capital misto - César Mason, e também presidente do Sindicato de Compensados e Laminados de Mato Grosso (Sindlam), destaca que a vinda de recursos internacionais para os madeireiros é fundamental para que a atividade se mantenha atrativa.
"O setor é carente de crédito, de isenções e benefícios. Fomos o segundo produto mais exportado em 2003, mas estamos desacreditados dentro do nosso País. E o pior é que o Brasil parece não fazer questão de se mostrar confiável ao capital externo. A volatilidade da política de juros e as invasões de terras assustam os investidores", argumenta.
Em 2003, o bloco econômico asiático importou da pauta estadual US$ 543,6 milhões e no primeiro quadrimestre deste ano, Mato Grosso já exportou US$ 176 milhões. A madeira é o 3º produto na pauta de exportação estadual neste ano, com cerca de US$ 135 milhões entre vendas de madeira serrada, compensados, móveis, portas e janelas.
Além da China, Hong Kong (província independente da China), Japão, Reino Unido, Estados Unidos, Bélgica e Itália são os principais clientes do setor. "Não temos prazo para fechar outros negócios com os chineses. Não fácil negociar com eles. É como um 'namoro', tem que ser aos poucos", avalia o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), Nereu Luiz Pasini.
As principais espécies comercializadas são: amescla, angelim-pedra, cambará, jatobá, cedrinho, cumarú, cupiúba, ipê, itaúba e marupá. Ao todo, são 43 municípios que têm potencial madeireiro em Mato Grosso e mais de 200 espécies que formam uma reserva de 400 milhões de metros cúbicos com potencial de exploração econômica.
Até o momento, somente 15% deste potencial está sendo explorado, existindo, portanto, grandes oportunidades de negócios tanto na extração da madeira quanto na exploração da indústria de móveis e de outros produtos de base florestal.
Fonte: Diário de Cuiabá – 11/06/2004
Além de assegurar mercado as exportações de madeiras e seus derivados, a comitiva que representou o setor, durante as visitas à China e ao Japão, tinha como objetivo ampliar investimentos asiáticos no Estado.
No setor madeireiro mato-grossense há investimentos de cerca de US$ 2 milhões originários da China e que segundo fontes do setor, foram recursos que contribuíram para o incremento da produção, exportação e a geração de emprego e renda na atividade estadual.
Estes investimentos foram aplicados em Colniza (a 1.160 quilômetros ao Noroeste de Cuiabá) e em Várzea Grande, onde as empresas possuem 50% de capital nacional e 50% de capital chinês. Juntas ofertam 160 empregos diretos e produzem 50 conteiners/mês, ou seja, duas carretas/dia com destino à China.
O diretor do Grupo SM - uma das empresas de capital misto - César Mason, e também presidente do Sindicato de Compensados e Laminados de Mato Grosso (Sindlam), destaca que a vinda de recursos internacionais para os madeireiros é fundamental para que a atividade se mantenha atrativa.
"O setor é carente de crédito, de isenções e benefícios. Fomos o segundo produto mais exportado em 2003, mas estamos desacreditados dentro do nosso País. E o pior é que o Brasil parece não fazer questão de se mostrar confiável ao capital externo. A volatilidade da política de juros e as invasões de terras assustam os investidores", argumenta.
Em 2003, o bloco econômico asiático importou da pauta estadual US$ 543,6 milhões e no primeiro quadrimestre deste ano, Mato Grosso já exportou US$ 176 milhões. A madeira é o 3º produto na pauta de exportação estadual neste ano, com cerca de US$ 135 milhões entre vendas de madeira serrada, compensados, móveis, portas e janelas.
Além da China, Hong Kong (província independente da China), Japão, Reino Unido, Estados Unidos, Bélgica e Itália são os principais clientes do setor. "Não temos prazo para fechar outros negócios com os chineses. Não fácil negociar com eles. É como um 'namoro', tem que ser aos poucos", avalia o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), Nereu Luiz Pasini.
As principais espécies comercializadas são: amescla, angelim-pedra, cambará, jatobá, cedrinho, cumarú, cupiúba, ipê, itaúba e marupá. Ao todo, são 43 municípios que têm potencial madeireiro em Mato Grosso e mais de 200 espécies que formam uma reserva de 400 milhões de metros cúbicos com potencial de exploração econômica.
Até o momento, somente 15% deste potencial está sendo explorado, existindo, portanto, grandes oportunidades de negócios tanto na extração da madeira quanto na exploração da indústria de móveis e de outros produtos de base florestal.
Fonte: Diário de Cuiabá – 11/06/2004
Fonte:
Notícias em destaque
Temos madeira para tanta demanda?
O setor florestal brasileiro continua crescendo. Novas indústrias são instaladas, outras ampliam suas capacidades de...
(MADEIRA E PRODUTOS)
Congresso Moveleiro 2026 debate gestão do luxo e valorização de marcas com Carlos Ferreirinha
Com inscrições gratuitas, evento acontece em 4 e 5 de novembro, em Curitiba, e aborda experiência do consumidor,...
(EVENTOS)
Como surgiu a Engenharia Florestal
Você já parou para pensar por que surgiu a Engenharia Florestal? Por que foi necessário criar uma formação...
(OPINIÃO)
Exportações de móveis recuam em agosto, mas avanço fora dos EUA revela maior diversificação de mercados
Embarques somam US$ 471,9 milhões entre janeiro e agosto; queda de 39,9% nas vendas aos Estados Unidos pressiona resultado, enquanto demais...
(EXPORTAÇÃO)
Reflorestar abre vagas no setor florestal em Itararé e Lençóis Paulista; veja como se candidatar
A Reflorestar Soluções Florestais está com vagas de emprego em Itararé e Lençóis Paulista, no interior...
(GERAL)
Como aumentar a produtividade do pinus no campo
A produtividade do pinus não é definida apenas no momento da colheita. Ela começa na escolha do material genético,...
(MADEIRA E PRODUTOS)














