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Notícias
24
nov
2010
(CARBONO)
Bracelpa defende crédito de carbono de floresta plantada no Cop-16
Florestas plantadas geram créditos que podem ser negociados futuramente.
As florestas plantadas brasileiras são passíveis de gerar créditos de carbono que podem ser negociados no futuro. É este o tema que a indústria brasileira de papel e celulose vai defender no México a partir da semana que vem.
A iniciativa deverá ser encabeçada pela presidente da Bracelpa (Associação Brasileira de Celulose e Papel), Elizabeth de Carvalhaes, que abordou o tema durante vários momentos na abertura do 5º Congresso da Consultoria Risi realizado em São Paulo sobre as perspectivas de celulose e papel na América Latina. "Advogamos e defendemos esse tema e teremos esse foco em Cancún porque não é possível que, em um cenário de melhoria climática, a floresta que absorve dióxido de carbono seja ignorada", afirmou.
Elizabeth participará da conferência climática da ONU (Organização das Nações Unidas) que será realizada entre 29 de novembro e 10 de dezembro em Cancún, no México, e destacará a contribuição das florestas plantadas para o meio ambiente global. "Para cada tonelada de CO2 jogado na atmosfera no processo industrial, a floresta absorve quatro toneladas", destaca, dimensionando a importância dessas áreas.
O objetivo da indústria brasileira é mudar o conceito existente mundialmente de que apenas iniciativas que resultem na redução das emissões de poluentes sejam passíveis à geração de crédito de carbono.
Esse conceito impede fabricantes brasileiros de setores como a indústria de papel e celulose de gerar créditos de carbono a partir dos milhões de hectares de florestas plantadas que abastecem o setor. "É um absurdo que hoje todo o crédito de carbono seja dado só para quem reduz emissão, e não para quem sequestra esses poluentes", reforçou o presidente da Suzano Papel e Celulose, Antonio Maciel Neto, também presente no evento.
O primeiro projeto brasileiro de plantação de florestas aprovado Conselho Executivo do MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) do Protocolo de Kyoto, órgão das Nações Unidas responsável pela aprovação de projetos de créditos de carbono, foi idealizado pela Plantar Carbon, braço do grupo mineiro Plantar, e envolve o reflorestamento de uma área de aproximadamente 11 mil hectares, na região de Curvelo (MG).
A iniciativa, entretanto, não representa um avanço significativo da ONU nessa direção. Isso porque o apoio para a geração de crédito de carbono foi dado com base no entendimento de que a base florestal formada em Minas Gerais procura atender a demanda do setor siderúrgico por carvão vegetal renovável.
Para Maciel, a medida pode ser considerada uma receita do "lado certo", ou seja, em benefício das empresas que contribuem para melhorias do meio ambiente. Elizabeth, por sua vez, destaca que a decisão de levar o tema para Cancún, onde ocorrerá o evento que está sendo chamado de COP-16, não é apenas financeira e comercial. "Defender o tema no evento não é uma via para o Brasil arranjar novos mercados, mas sim um ato de credibilidade da informação mundial para que não se ignore o sequestro de carbono por florestas plantadas", disse a executiva.
As florestas plantadas brasileiras são passíveis de gerar créditos de carbono que podem ser negociados no futuro. É este o tema que a indústria brasileira de papel e celulose vai defender no México a partir da semana que vem.
A iniciativa deverá ser encabeçada pela presidente da Bracelpa (Associação Brasileira de Celulose e Papel), Elizabeth de Carvalhaes, que abordou o tema durante vários momentos na abertura do 5º Congresso da Consultoria Risi realizado em São Paulo sobre as perspectivas de celulose e papel na América Latina. "Advogamos e defendemos esse tema e teremos esse foco em Cancún porque não é possível que, em um cenário de melhoria climática, a floresta que absorve dióxido de carbono seja ignorada", afirmou.
Elizabeth participará da conferência climática da ONU (Organização das Nações Unidas) que será realizada entre 29 de novembro e 10 de dezembro em Cancún, no México, e destacará a contribuição das florestas plantadas para o meio ambiente global. "Para cada tonelada de CO2 jogado na atmosfera no processo industrial, a floresta absorve quatro toneladas", destaca, dimensionando a importância dessas áreas.
O objetivo da indústria brasileira é mudar o conceito existente mundialmente de que apenas iniciativas que resultem na redução das emissões de poluentes sejam passíveis à geração de crédito de carbono.
Esse conceito impede fabricantes brasileiros de setores como a indústria de papel e celulose de gerar créditos de carbono a partir dos milhões de hectares de florestas plantadas que abastecem o setor. "É um absurdo que hoje todo o crédito de carbono seja dado só para quem reduz emissão, e não para quem sequestra esses poluentes", reforçou o presidente da Suzano Papel e Celulose, Antonio Maciel Neto, também presente no evento.
O primeiro projeto brasileiro de plantação de florestas aprovado Conselho Executivo do MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) do Protocolo de Kyoto, órgão das Nações Unidas responsável pela aprovação de projetos de créditos de carbono, foi idealizado pela Plantar Carbon, braço do grupo mineiro Plantar, e envolve o reflorestamento de uma área de aproximadamente 11 mil hectares, na região de Curvelo (MG).
A iniciativa, entretanto, não representa um avanço significativo da ONU nessa direção. Isso porque o apoio para a geração de crédito de carbono foi dado com base no entendimento de que a base florestal formada em Minas Gerais procura atender a demanda do setor siderúrgico por carvão vegetal renovável.
Para Maciel, a medida pode ser considerada uma receita do "lado certo", ou seja, em benefício das empresas que contribuem para melhorias do meio ambiente. Elizabeth, por sua vez, destaca que a decisão de levar o tema para Cancún, onde ocorrerá o evento que está sendo chamado de COP-16, não é apenas financeira e comercial. "Defender o tema no evento não é uma via para o Brasil arranjar novos mercados, mas sim um ato de credibilidade da informação mundial para que não se ignore o sequestro de carbono por florestas plantadas", disse a executiva.
Fonte: O diário/Painel Florestal
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