Voltar
Notícias
23
nov
2010
(SETOR FLORESTAL)
Workshop apresenta pesquisas sobre plantas amazônicas
Passado o seminário da Pós-Graduação em Zoologia, agora é a Pós em Botânica que mostra grande diversidade em pesquisas. Da Ilha do Marajó à Calha Norte, passando pela Região do Salgado, Caxiuanã e Moju, os mestrandos foram às mais diversas localidades do estado para desvendar a riqueza vegetal da Amazônia.
Agência Museu Goeldi – Realizado na última sexta-feira (5), o VII Workshop do Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas, com área de concentração em Botânica Tropical, apresentou alguns resultados de 16 pesquisas em nível de mestrado e contou com a palestra da prof. Dra. Denise de Oliveira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Em sua palestra, Denise Oliveira destacou a importância da pesquisa e da Pós-Graduação em Botânica na Amazônia, já que a pesquisa na região ainda é restrita, enfatizando a necessidade da interdisciplinaridade dos estudos. “E esse é foco das linhas de pesquisa dessa Pós-Graduação [do Goeldi e da Ufra]”, lembra.
O objetivo do workshop era avaliar os trabalhos do Programa – mantido pela parceria entre o Museu Emílio Goeldi e a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) - que têm a previsão de serem defendidos até março de 2011. As motivações individuais dos mestrandos podem ser várias – catalogar novas espécies, revisar pesquisas defasadas, estudar gêneros esquecidos -, mas o objetivo geral é o mesmo: produzir novos conhecimentos sobre as espécies botânicas da região Amazônica.
Assim, as pesquisas apresentadas no Workshop se propuseram estratégias para áreas de manejo, se localizaram em áreas de conservação ou indígenas, realizaram estudos anatômicos e taxonômicos, entre outros aspectos.
Os Kayapó - A pesquisa de mestrado de Sol Pérez, por exemplo, foi desenvolvida em duas aldeias Kayapó localizadas no sul do estado do Pará. Com o objetivo de caracterizar a diversidade, o uso, a importância e o manejo de produtos florestais não madeireiros nas aldeias desse povo indígena, o estudo teve a orientação da pesquisadora do Goeldi, Márlia Ferreira-Coelho.
Até agora, foram levantadas 25 espécies fornecedoras de sementes utilizadas no artesanato típico Kayapó, mostrando a sua importância cultural e econômica para o povo, já que esses artefatos dão oportunidades de comercialização na região. No entanto, a aluna fará uma vista a campo este ano antes de defender a sua dissertação em 2011.
Calha Norte - Outro destaque do evento foi o trabalho de Luiz Neto que, sob a orientação de Márcio Roberto Pietrobom da Silva, que produziu a dissertação “Licófitas e Samambaias do Corredor de Biodiversidade do Norte do Pará, Brasil”. O corredor de biodiversidade, ao qual o título se refere, engloba cinco Unidades de Conservação (UC): Floresta Estadual de Faro, Floresta Estadual do Paru, Floresta Estadual do Trombetas, Reserva Biológica do Maicuru e Estação Ecológica do Grão-Pará. Juntas, formam a chamada Calha Norte, área com vasta cobertura vegetal conservada e poucos estudos descrevendo-a. Por conta disso, a proposta de Luiz Neto é apresentar chaves de identificação, comentários taxonômicos, além das principais características de cada espécie de samambaia e licófita identificada.
Segundo a avaliadora do trabalho, Regina Célia Lisboa, a oportunidade de trabalhar em uma área nova, que nunca fora estudada, é uma oportunidade única para qualquer cientista, significando novas fronteiras de conhecimento. Por isso, reforçou a necessidade do pesquisador ir a campo e não apenas limitar seu trabalho ao material coletado por terceiros.
Samambaias – O estudo de Ana Carla Santos, por sua vez, tem como foco de pesquisa as samambaias, sendo a sua justificativa as poucas informações sobre o grupo na Amazônia Brasileira e a dificuldade na determinação das espécies. Por isso, a sua pesquisa visa caracterizar a anatomia das folhas para inventariar os caracteres que auxiliem na identificação das espécies de samambaias.
A área de estudo de Ana Carla foi o Parque Ecológico do Gunma (PEG), onde foram coletados os espécimes analisados que apresentaram semelhanças estruturais significativas. No entanto, a mestranda destaca que, “apesar de poucos, há caracteres que possibilitam a distinção dentro deste grupo”. E esses serão apresentados em sua defesa também programada para início de 2011.
Também com foco nesse grupo, o mestrando Luiz de Araújo Neto catalogou 119 espécies de samambaias na região da Calha Norte, área situada no maior centro de endemismo do mundo, mas pouco estudada.
Restinga – Outros destaques do workshop foram dois trabalhos sobre plantas da restinga no litoral paraense - que são comunidades vegetais que estão sob influência marinha e fluvio-marinha. O estudo de autoria de Laíce Fernanda Gomes de Lima, orientada por João Ubiratan Moreira dos Santos, intitula-se “Flórula Fanerogâmica das Restingas do Estado do Pará: Melastomataceae Juss. e Memecylaceae DC.”. Já o trabalho feito por Mônica da Silva, sob orientação de Maria de Nazaré Bastos, também foca na flórula fanerogâmica das restingas, no entanto, centrado na família Leguminosae (Papilionoideae).
Estudos sobre vegetação de restinga são importantes porque, como explica Mônica em sua pesquisa, esta é uma área de alta prioridade para a conservação da biodiversidade. Afinal, dentre outras funções, são fixadoras de dunas e estabilizadoras de manguezais. Isso explica, por exemplo, porque a vegetação da restinga é entendida como foco de preservação permanente.
Para Anna Luiza Ilkiu Borges, pesquisadora do Museu Goeldi e mediadora das apresentações, o workshop é um espaço importante, sobretudo por ajudar a fazer um “acompanhamento do estado das dissertações”. Além disso, uma oportunidade para que avaliadores externos contribuam com a produção dos estudantes. Na tarde do evento, atuaram como avaliadores externos os pesquisadores Alessandro Rapini, da Universidade Estadual de Feira de Santana, e Denise de Oliveira, da Universidade Federal de Minas Gerais.
Assim, os trabalhos de mestrados apresentados puderam ser avaliados pelos próprios professores do Curso de Pós-Graduação dentro do Workshop, que puderam, então, apresentar sugestões aos alunos. Essas têm como meta melhorar cada vez mais os níveis das dissertações do curso e, portanto, aprimorar os estudos de botânica na região Amazônica.
Agência Museu Goeldi – Realizado na última sexta-feira (5), o VII Workshop do Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas, com área de concentração em Botânica Tropical, apresentou alguns resultados de 16 pesquisas em nível de mestrado e contou com a palestra da prof. Dra. Denise de Oliveira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Em sua palestra, Denise Oliveira destacou a importância da pesquisa e da Pós-Graduação em Botânica na Amazônia, já que a pesquisa na região ainda é restrita, enfatizando a necessidade da interdisciplinaridade dos estudos. “E esse é foco das linhas de pesquisa dessa Pós-Graduação [do Goeldi e da Ufra]”, lembra.
O objetivo do workshop era avaliar os trabalhos do Programa – mantido pela parceria entre o Museu Emílio Goeldi e a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) - que têm a previsão de serem defendidos até março de 2011. As motivações individuais dos mestrandos podem ser várias – catalogar novas espécies, revisar pesquisas defasadas, estudar gêneros esquecidos -, mas o objetivo geral é o mesmo: produzir novos conhecimentos sobre as espécies botânicas da região Amazônica.
Assim, as pesquisas apresentadas no Workshop se propuseram estratégias para áreas de manejo, se localizaram em áreas de conservação ou indígenas, realizaram estudos anatômicos e taxonômicos, entre outros aspectos.
Os Kayapó - A pesquisa de mestrado de Sol Pérez, por exemplo, foi desenvolvida em duas aldeias Kayapó localizadas no sul do estado do Pará. Com o objetivo de caracterizar a diversidade, o uso, a importância e o manejo de produtos florestais não madeireiros nas aldeias desse povo indígena, o estudo teve a orientação da pesquisadora do Goeldi, Márlia Ferreira-Coelho.
Até agora, foram levantadas 25 espécies fornecedoras de sementes utilizadas no artesanato típico Kayapó, mostrando a sua importância cultural e econômica para o povo, já que esses artefatos dão oportunidades de comercialização na região. No entanto, a aluna fará uma vista a campo este ano antes de defender a sua dissertação em 2011.
Calha Norte - Outro destaque do evento foi o trabalho de Luiz Neto que, sob a orientação de Márcio Roberto Pietrobom da Silva, que produziu a dissertação “Licófitas e Samambaias do Corredor de Biodiversidade do Norte do Pará, Brasil”. O corredor de biodiversidade, ao qual o título se refere, engloba cinco Unidades de Conservação (UC): Floresta Estadual de Faro, Floresta Estadual do Paru, Floresta Estadual do Trombetas, Reserva Biológica do Maicuru e Estação Ecológica do Grão-Pará. Juntas, formam a chamada Calha Norte, área com vasta cobertura vegetal conservada e poucos estudos descrevendo-a. Por conta disso, a proposta de Luiz Neto é apresentar chaves de identificação, comentários taxonômicos, além das principais características de cada espécie de samambaia e licófita identificada.
Segundo a avaliadora do trabalho, Regina Célia Lisboa, a oportunidade de trabalhar em uma área nova, que nunca fora estudada, é uma oportunidade única para qualquer cientista, significando novas fronteiras de conhecimento. Por isso, reforçou a necessidade do pesquisador ir a campo e não apenas limitar seu trabalho ao material coletado por terceiros.
Samambaias – O estudo de Ana Carla Santos, por sua vez, tem como foco de pesquisa as samambaias, sendo a sua justificativa as poucas informações sobre o grupo na Amazônia Brasileira e a dificuldade na determinação das espécies. Por isso, a sua pesquisa visa caracterizar a anatomia das folhas para inventariar os caracteres que auxiliem na identificação das espécies de samambaias.
A área de estudo de Ana Carla foi o Parque Ecológico do Gunma (PEG), onde foram coletados os espécimes analisados que apresentaram semelhanças estruturais significativas. No entanto, a mestranda destaca que, “apesar de poucos, há caracteres que possibilitam a distinção dentro deste grupo”. E esses serão apresentados em sua defesa também programada para início de 2011.
Também com foco nesse grupo, o mestrando Luiz de Araújo Neto catalogou 119 espécies de samambaias na região da Calha Norte, área situada no maior centro de endemismo do mundo, mas pouco estudada.
Restinga – Outros destaques do workshop foram dois trabalhos sobre plantas da restinga no litoral paraense - que são comunidades vegetais que estão sob influência marinha e fluvio-marinha. O estudo de autoria de Laíce Fernanda Gomes de Lima, orientada por João Ubiratan Moreira dos Santos, intitula-se “Flórula Fanerogâmica das Restingas do Estado do Pará: Melastomataceae Juss. e Memecylaceae DC.”. Já o trabalho feito por Mônica da Silva, sob orientação de Maria de Nazaré Bastos, também foca na flórula fanerogâmica das restingas, no entanto, centrado na família Leguminosae (Papilionoideae).
Estudos sobre vegetação de restinga são importantes porque, como explica Mônica em sua pesquisa, esta é uma área de alta prioridade para a conservação da biodiversidade. Afinal, dentre outras funções, são fixadoras de dunas e estabilizadoras de manguezais. Isso explica, por exemplo, porque a vegetação da restinga é entendida como foco de preservação permanente.
Para Anna Luiza Ilkiu Borges, pesquisadora do Museu Goeldi e mediadora das apresentações, o workshop é um espaço importante, sobretudo por ajudar a fazer um “acompanhamento do estado das dissertações”. Além disso, uma oportunidade para que avaliadores externos contribuam com a produção dos estudantes. Na tarde do evento, atuaram como avaliadores externos os pesquisadores Alessandro Rapini, da Universidade Estadual de Feira de Santana, e Denise de Oliveira, da Universidade Federal de Minas Gerais.
Assim, os trabalhos de mestrados apresentados puderam ser avaliados pelos próprios professores do Curso de Pós-Graduação dentro do Workshop, que puderam, então, apresentar sugestões aos alunos. Essas têm como meta melhorar cada vez mais os níveis das dissertações do curso e, portanto, aprimorar os estudos de botânica na região Amazônica.
Fonte: Envolverde/Museu Emílio Goeldi
Notícias em destaque
BNDES aprova R$ 43,8 milhões para planta de carvão vegetal da Ferbasa na Bahia
Unidade será instalada em Maracás (BA), terá capacidade de 20 mil toneladas por ano e usará madeira de florestas...
(BIOENERGIA)
A construção da sustentabilidade na silvicultura
O mês do meio ambiente é um convite à reflexão sobre como produzir e conservar ao mesmo tempo, um desafio cada vez mais...
(SILVICULTURA)
Brquetes de madeira prensada no inverno: por que superam a lenha tradicional
Quem aposta em madeira para se aquecer no inverno normalmente pensa na lenha tradicional comprada em loja de materiais de construção...
(BIOENERGIA)
Árvore, pasto e renda: eucalipto ganha espaço e fortalece a pecuária em AL
Produção de eucalipto em Alagoas saltou de pouco mais de 2 mil hectares para 27.296 hectares em uma década, aponta estudo da...
(SILVICULTURA)
Caixas de armazenamento de pellets: mais autonomia para fogões a pellets neste inverno
Cada vez mais lares contam com fogões a pellets para obter um calor limpo e constante - mas muita gente ainda precisa arrastar sacos...
(GERAL)
Relatório da FAO e da Bauhaus Earth destaca o papel da madeira na redução das emissões da construção civil
Um maior uso de madeira de origem sustentável pode ajudar a reposicionar o setor da construção civil, transformando-o de um...
(MADEIRA E PRODUTOS)














