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Notícias
19
nov
2010
(SETOR FLORESTAL)
Visita marca início das atividades na primeira concessão florestal
Dentro de uma pequena clareira na floresta, a máquina carrega uma tora de madeira para ser empilhada. Em pouco tempo ela será levada para um pátio onde já estão mais de 40 espécies das primeiras madeiras extraídas de forma sustentável da Floresta Nacional (Flona) do Jamari, em Rondônia.
A cena, acompanhada nessa quarta-feira (17), por um grupo de autoridades que visitou a primeira área de concessão florestal do país, mostra que já está em prática uma nova forma de gerir as florestas públicas que busca uma economia florestal benéfica para o setor produtivo, governo e a comunidade.
Roberto Waack, presidente da Amata, empresa responsável pelo lote de 46 mil hectares concedido pelo Serviço Florestal Brasileiro, acompanhava a operação. “Estamos fazendo parte de uma mudança de paradigma”, diz. Ele se refere à atividade produtiva que mantém a floresta, a biodiversidade e os serviços ambientais. “Quem não for para esse modelo não tem futuro”, afirma o presidente da Amata.
Ao todo, 96 mil hectares serão utilizados para manejo florestal na Flona, área que inclui os lotes sob responsabilidade das outras duas empresas que também fazem parte da concessão, a Sakura e a Madeflona. Elas irão manejar os lotes de 32,9 mil hectares e 17 mil hectares, respectivamente, durante os 40 anos do contrato.
O potencial madeireiro das três unidades somadas é de 68 mil metros cúbicos por ano, com a garantia do suprimento contínuo para o mercado. “Antes, todo ano a gente tinha que procurar áreas documentadas para fazer manejo. Agora temos temos um talhão de mil hectares para trabalhar anualmente”, afirma o proprietário da Sakura, Mauro Shigeo.
A produção ao longo dos anos deve agradar aos clientes que já são atendidos pela Madeflona. Eles, que já buscavam madeira legal, estão ainda mais interessados naquela da concessão pela ideia de sustentabilidade e de legalidade associada ao produto, afirma o proprietário Jonas Perutti. “O assédio deles é muito grande e isso deixa a gente muito tranquilo”, afirma ele, há quase duas décadas anos no setor.
A legalidade na atividade de concessão trouxe mudanças não só na relação com o mercado, mas também naquelas interpessoais. “Antigamente eu tinha vergonha de dizer que era madeireiro. Quando eu preenchia alguma ficha que perguntava a profissão, colocava pecuarista, que era uma atividade paralela. Hoje é o contrário, tenho prazer de falar que sou madeireiro e que sou habilitado dentro de uma concessão”, afirma Perutti.
Segundo o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Antônio Carlos Hummel, o conjunto de valores agregados à concessão é que faz dela uma atividade diferenciada. “É uma iniciativa que estimula a economia florestal de base sustentável, em equilíbrio com o meio ambiente, que gera renda e empregos de qualidade de longo prazo”, afirma.
Trabalhador - Vestido com uma blusa vermelha de manga longa, capacete, botas e outros equipamentos de segurança, o motosserrista Osvaldir Oliveira, 36 anos, mostrava como os postos de trabalho nas áreas de manejo sob concessão são diferentes.
Ele faz com perfeição os cortes para o abate de uma muiracatiara situada à margem de uma das estradas da unidade. A árvore é extraída sem danificar as outras que estão ao redor. As técnicas foram aprendidas em um curso feito recentemente. Além da vantagem para a floresta, ele é enfático ao dizer o principal benefício para o operador: “a segurança”.
Na base operacional da concessionária, a alguns quilômetros dali, ele e os colegas têm à disposição banheiros limpos, alojamento organizado e refeitório, com o cardápio do almoço elaborado por um nutricionista.
O primeiro diretor-geral do Serviço Florestal, Tasso Azevedo, um dos convidados para a visita das autoridades à Flona, vê com satisfação a concretização de um processo que começou em 2007. “A concessão é um modelo de lidar com o bem publico de uma forma diferente, onde a floresta permanece pública e gera benefícios para todo mundo, com um jeito novo de consultar, de tomar decisão”, afirma. “Eu estou muito feliz”.
A cena, acompanhada nessa quarta-feira (17), por um grupo de autoridades que visitou a primeira área de concessão florestal do país, mostra que já está em prática uma nova forma de gerir as florestas públicas que busca uma economia florestal benéfica para o setor produtivo, governo e a comunidade.
Roberto Waack, presidente da Amata, empresa responsável pelo lote de 46 mil hectares concedido pelo Serviço Florestal Brasileiro, acompanhava a operação. “Estamos fazendo parte de uma mudança de paradigma”, diz. Ele se refere à atividade produtiva que mantém a floresta, a biodiversidade e os serviços ambientais. “Quem não for para esse modelo não tem futuro”, afirma o presidente da Amata.
Ao todo, 96 mil hectares serão utilizados para manejo florestal na Flona, área que inclui os lotes sob responsabilidade das outras duas empresas que também fazem parte da concessão, a Sakura e a Madeflona. Elas irão manejar os lotes de 32,9 mil hectares e 17 mil hectares, respectivamente, durante os 40 anos do contrato.
O potencial madeireiro das três unidades somadas é de 68 mil metros cúbicos por ano, com a garantia do suprimento contínuo para o mercado. “Antes, todo ano a gente tinha que procurar áreas documentadas para fazer manejo. Agora temos temos um talhão de mil hectares para trabalhar anualmente”, afirma o proprietário da Sakura, Mauro Shigeo.
A produção ao longo dos anos deve agradar aos clientes que já são atendidos pela Madeflona. Eles, que já buscavam madeira legal, estão ainda mais interessados naquela da concessão pela ideia de sustentabilidade e de legalidade associada ao produto, afirma o proprietário Jonas Perutti. “O assédio deles é muito grande e isso deixa a gente muito tranquilo”, afirma ele, há quase duas décadas anos no setor.
A legalidade na atividade de concessão trouxe mudanças não só na relação com o mercado, mas também naquelas interpessoais. “Antigamente eu tinha vergonha de dizer que era madeireiro. Quando eu preenchia alguma ficha que perguntava a profissão, colocava pecuarista, que era uma atividade paralela. Hoje é o contrário, tenho prazer de falar que sou madeireiro e que sou habilitado dentro de uma concessão”, afirma Perutti.
Segundo o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Antônio Carlos Hummel, o conjunto de valores agregados à concessão é que faz dela uma atividade diferenciada. “É uma iniciativa que estimula a economia florestal de base sustentável, em equilíbrio com o meio ambiente, que gera renda e empregos de qualidade de longo prazo”, afirma.
Trabalhador - Vestido com uma blusa vermelha de manga longa, capacete, botas e outros equipamentos de segurança, o motosserrista Osvaldir Oliveira, 36 anos, mostrava como os postos de trabalho nas áreas de manejo sob concessão são diferentes.
Ele faz com perfeição os cortes para o abate de uma muiracatiara situada à margem de uma das estradas da unidade. A árvore é extraída sem danificar as outras que estão ao redor. As técnicas foram aprendidas em um curso feito recentemente. Além da vantagem para a floresta, ele é enfático ao dizer o principal benefício para o operador: “a segurança”.
Na base operacional da concessionária, a alguns quilômetros dali, ele e os colegas têm à disposição banheiros limpos, alojamento organizado e refeitório, com o cardápio do almoço elaborado por um nutricionista.
O primeiro diretor-geral do Serviço Florestal, Tasso Azevedo, um dos convidados para a visita das autoridades à Flona, vê com satisfação a concretização de um processo que começou em 2007. “A concessão é um modelo de lidar com o bem publico de uma forma diferente, onde a floresta permanece pública e gera benefícios para todo mundo, com um jeito novo de consultar, de tomar decisão”, afirma. “Eu estou muito feliz”.
Fonte: MMA
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