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Notícias
31
out
2010
(CARBONO)
Nuvem sobre a estocagem de CO2 nas árvores
Dois estudos diferentes colocaram dúvidas sobre a capacidade das florestas em auxiliar na compensação das emissões de gases do efeito estufa. Devido ao fato das árvores dependerem do dióxido de carbono (CO2) para crescer, estimava-se que com o aumento dos níveis deste gás, as árvores prosperariam e ajudariam a absorver o excesso do carbono atmosférico.
Como resultado das suas descobertas, os autores de ambos estudos colocaram em cheque os modelos de crescimento vegetacional sendo utilizados em previsões oficiais de mudanças climáticas ao redor do mundo.
Os estudos também podem ter implicações para alguns tipos de projetos florestais de carbono, como reflorestamento e melhoria do manejo, dependendo dos modelos de crescimento utilizados. A creditação ex-ante, ou antecipada, sob alguns padrões pode resultar em uma expedição exagerada e posterior necessidade de revisão da quantidade de créditos durante a vida do projeto.
Um estudo liderado por Richard Norby do Laboratório Nacional Oak Ridge no Tennessee (Estados Unidos) e publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, revelou que apesar dos níveis crescentes de CO2 engendrarem um crescimento maior durante os primeiros cinco ou seis anos, após este período a taxa cai gradualmente.
O grupo de cientistas, incluindo norte-americanos e australianos, descobriu que o fator limitante é o nível de nitrogênio fixado no solo. Após cinco ou seis anos, o nitrogênio extra, presente no solo, sendo usado para o crescimento das árvores começa a acabar.
Os pesquisadores expuseram parcelas florestais a níveis de CO2 25% maiores do que a concentração atual, um nível que deve ser alcançado na segunda metade do século.
“A implicação disto para as paisagens é que, especialmente em solos pobres em nutrientes, a crescente concentração de CO2 na atmosfera provavelmente não será tão benéfica para as plantas quanto temos esperado”, comentou a bióloga Belinda Medlyn da Universidade de Macquarie em Sidney. Segundo ela, os modelos utilizados no 4º relatório do IPCC provavelmente superestimam o seqüestro de CO2.
Um segundo estudo, da Universidade de Guelph em Ontário, Canadá, analisou 86 tipos de árvores em mais de 2.3 mil locais em seis continentes. A conclusão foi que 80% não respondeu a níveis mais altos de CO2 independentemente da espécie ou localização geográfica. Os resultados foram provenientes do exame dos anéis das árvores, marcas que permitem aos pesquisadores verem quanto crescimento ocorre ano a ano.
“Pode haver um aumento muito pequeno na taxa total de crescimento das árvores, porém elas não serão esses aspiradores que magicamente absorvem o CO2 que estamos emitindo”, comentou o co-autor do estudo Ze’ev Gedalof.
Outros especialistas examinando o estudo questionaram se as taxas de crescimento observadas nos anéis das árvores oferecem uma medida precisa da absorção de carbono.
Como resultado das suas descobertas, os autores de ambos estudos colocaram em cheque os modelos de crescimento vegetacional sendo utilizados em previsões oficiais de mudanças climáticas ao redor do mundo.
Os estudos também podem ter implicações para alguns tipos de projetos florestais de carbono, como reflorestamento e melhoria do manejo, dependendo dos modelos de crescimento utilizados. A creditação ex-ante, ou antecipada, sob alguns padrões pode resultar em uma expedição exagerada e posterior necessidade de revisão da quantidade de créditos durante a vida do projeto.
Um estudo liderado por Richard Norby do Laboratório Nacional Oak Ridge no Tennessee (Estados Unidos) e publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, revelou que apesar dos níveis crescentes de CO2 engendrarem um crescimento maior durante os primeiros cinco ou seis anos, após este período a taxa cai gradualmente.
O grupo de cientistas, incluindo norte-americanos e australianos, descobriu que o fator limitante é o nível de nitrogênio fixado no solo. Após cinco ou seis anos, o nitrogênio extra, presente no solo, sendo usado para o crescimento das árvores começa a acabar.
Os pesquisadores expuseram parcelas florestais a níveis de CO2 25% maiores do que a concentração atual, um nível que deve ser alcançado na segunda metade do século.
“A implicação disto para as paisagens é que, especialmente em solos pobres em nutrientes, a crescente concentração de CO2 na atmosfera provavelmente não será tão benéfica para as plantas quanto temos esperado”, comentou a bióloga Belinda Medlyn da Universidade de Macquarie em Sidney. Segundo ela, os modelos utilizados no 4º relatório do IPCC provavelmente superestimam o seqüestro de CO2.
Um segundo estudo, da Universidade de Guelph em Ontário, Canadá, analisou 86 tipos de árvores em mais de 2.3 mil locais em seis continentes. A conclusão foi que 80% não respondeu a níveis mais altos de CO2 independentemente da espécie ou localização geográfica. Os resultados foram provenientes do exame dos anéis das árvores, marcas que permitem aos pesquisadores verem quanto crescimento ocorre ano a ano.
“Pode haver um aumento muito pequeno na taxa total de crescimento das árvores, porém elas não serão esses aspiradores que magicamente absorvem o CO2 que estamos emitindo”, comentou o co-autor do estudo Ze’ev Gedalof.
Outros especialistas examinando o estudo questionaram se as taxas de crescimento observadas nos anéis das árvores oferecem uma medida precisa da absorção de carbono.
Fonte: Carbon Positive
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