Voltar
Notícias
27
out
2010
(MEIO AMBIENTE)
Banco alemão financia US$ 17,5 mi para projeto florestal do grupo Rima
É a primeira operação da instituição financeira da Alemanha na área florestal no país, que tem atraído cada vez mais recursos de fundos de investimento.
O DEG, banco de fomento do governo alemão, e a Rima Industrial, uma das maiores produtoras brasileiras de ferro-ligas, assinaram ontem em São Paulo um contrato de financiamento de US$ 17,5 milhões, com prazo de 9 anos e 3 anos de carência, para desenvolvimento de um projeto de reflorestamento no norte de Minas Gerais.
De acordo com o diretor administrativo financeiro da Rima, Anderson Clayton dos Reis, o valor financiado corresponde a 80% dos US$ 22 milhões que serão aplicados no plantio de 6 mil hectares de eucalipto. A empresa, que utiliza carvão vegetal no processo de produção de ferro-ligas e silício metálico, conta com 30 mil hectares de florestas plantadas para uso próprio de madeira e planeja dobrar essa área, garantindo autossuficiência na matéria-prima. O projeto será executado no município de Buritizeiro e o primeiro corte de eucalipto deve ocorrer dentro de seis anos. Com cerca de 4,9 mil funcionários, a empresa opera três unidades fabris e prevê faturar R$ 600 milhões em 2010.
Conforme Reis, a opção pela linha do DEG levou em conta, principalmente, os prazos oferecidos. Um contrato semelhante com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), explica o executivo, teria duração menor, de cerca de 7 anos. "Como exportamos 55% do faturamento, temos um 'hedge' natural para o financiamento em dólar", acrescenta. A Rima já tinha um primeiro empréstimo com o DEG, no valor de US$ 14,5 milhões, e foi assessorada pelo Tozzini Freire Advogados.
Além do financiamento ao projeto de reflorestamento, a instituição alemã vai auxiliar a Rima na obtenção do certificado florestal FSC (do inglês Forest Stewardship Council). "Realizamos esse tipo de investimento a fundo perdido com o objetivo de estimular projetos sustentáveis", conta o gerente regional do DEG para o Mercosul, Yves Ehlert. O banco, que está presente na América Latina há 40 anos, já financiou mais de € 11 bilhões com recursos próprios.
Segundo Ehlert, o DEG deve anunciar, em 2011, outra grande operação no segmento florestal brasileiro, com vistas à produção de pellets que serão exportados para a Europa e usados na produção de energia limpa. O foco do banco de fomento são empresas médias, que não têm acesso garantido a linhas de crédito oferecidas por outras instituições. As taxas do banco, neste momento, variam entre 5,5% a 8% ao ano.
O DEG, banco de fomento do governo alemão, e a Rima Industrial, uma das maiores produtoras brasileiras de ferro-ligas, assinaram ontem em São Paulo um contrato de financiamento de US$ 17,5 milhões, com prazo de 9 anos e 3 anos de carência, para desenvolvimento de um projeto de reflorestamento no norte de Minas Gerais.
De acordo com o diretor administrativo financeiro da Rima, Anderson Clayton dos Reis, o valor financiado corresponde a 80% dos US$ 22 milhões que serão aplicados no plantio de 6 mil hectares de eucalipto. A empresa, que utiliza carvão vegetal no processo de produção de ferro-ligas e silício metálico, conta com 30 mil hectares de florestas plantadas para uso próprio de madeira e planeja dobrar essa área, garantindo autossuficiência na matéria-prima. O projeto será executado no município de Buritizeiro e o primeiro corte de eucalipto deve ocorrer dentro de seis anos. Com cerca de 4,9 mil funcionários, a empresa opera três unidades fabris e prevê faturar R$ 600 milhões em 2010.
Conforme Reis, a opção pela linha do DEG levou em conta, principalmente, os prazos oferecidos. Um contrato semelhante com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), explica o executivo, teria duração menor, de cerca de 7 anos. "Como exportamos 55% do faturamento, temos um 'hedge' natural para o financiamento em dólar", acrescenta. A Rima já tinha um primeiro empréstimo com o DEG, no valor de US$ 14,5 milhões, e foi assessorada pelo Tozzini Freire Advogados.
Além do financiamento ao projeto de reflorestamento, a instituição alemã vai auxiliar a Rima na obtenção do certificado florestal FSC (do inglês Forest Stewardship Council). "Realizamos esse tipo de investimento a fundo perdido com o objetivo de estimular projetos sustentáveis", conta o gerente regional do DEG para o Mercosul, Yves Ehlert. O banco, que está presente na América Latina há 40 anos, já financiou mais de € 11 bilhões com recursos próprios.
Segundo Ehlert, o DEG deve anunciar, em 2011, outra grande operação no segmento florestal brasileiro, com vistas à produção de pellets que serão exportados para a Europa e usados na produção de energia limpa. O foco do banco de fomento são empresas médias, que não têm acesso garantido a linhas de crédito oferecidas por outras instituições. As taxas do banco, neste momento, variam entre 5,5% a 8% ao ano.
Fonte: Jornal Valor Econômico
Notícias em destaque
BNDES aprova R$ 43,8 milhões para planta de carvão vegetal da Ferbasa na Bahia
Unidade será instalada em Maracás (BA), terá capacidade de 20 mil toneladas por ano e usará madeira de florestas...
(BIOENERGIA)
A construção da sustentabilidade na silvicultura
O mês do meio ambiente é um convite à reflexão sobre como produzir e conservar ao mesmo tempo, um desafio cada vez mais...
(SILVICULTURA)
Brquetes de madeira prensada no inverno: por que superam a lenha tradicional
Quem aposta em madeira para se aquecer no inverno normalmente pensa na lenha tradicional comprada em loja de materiais de construção...
(BIOENERGIA)
Árvore, pasto e renda: eucalipto ganha espaço e fortalece a pecuária em AL
Produção de eucalipto em Alagoas saltou de pouco mais de 2 mil hectares para 27.296 hectares em uma década, aponta estudo da...
(SILVICULTURA)
Caixas de armazenamento de pellets: mais autonomia para fogões a pellets neste inverno
Cada vez mais lares contam com fogões a pellets para obter um calor limpo e constante - mas muita gente ainda precisa arrastar sacos...
(GERAL)
Relatório da FAO e da Bauhaus Earth destaca o papel da madeira na redução das emissões da construção civil
Um maior uso de madeira de origem sustentável pode ajudar a reposicionar o setor da construção civil, transformando-o de um...
(MADEIRA E PRODUTOS)














