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Notícias
18
out
2010
(GERAL)
Pesquisadores importam inimigo natural para controlar praga do eucalipto
Folhas de eucalipto infestadas com adultos do percevejo bronzeado. A praga ataca principalmente as extremidades da planta, sugando a seiva das folhas
Pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) estiveram em Sydney, na Austrália, em viagem exploratória para buscar informações sobre possíveis inimigos naturais das pragas de eucalipto. O país é o centro de origem da árvore, assim como do percevejo bronzeado, praga que ataca a cultura e que chegou ao Brasil em meados do ano passado e hoje está em nove estados brasileiros (Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso).
Foi encontrado e coletado o parasitóide Cleruchoides noackae (Hymenoptera: Mymaridae), em subúrbios nos arredores de Sydney, para experiências e, a seguir, utilização no controle biológico do percevejo em hortos florestais de eucalipto nacionais. Segundo Luiz Alexandre Nogueira de Sá, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, a praga exótica australiana ataca as folhas do eucalipto, sugando a seiva e as secando. “O ramo da árvore começa a perder as folhas e isso vai, praticamente, matar a planta”, acrescenta Sá.
O professor Carlos Frederico Wilcken, coordenador do Programa de Proteção Florestal do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (Ipef) e membro da equipe que esteve na Austrália, afirma que não há criação em laboratório estabelecida na Austrália e as informações sobre biologia e técnicas de criação do parasitóide que combate o percevejo foram escassas ou inexistentes. “Estamos começando os estudos do zero, mas nossa importação tem sido um sucesso. Percorremos cerca de 500 km pelo interior do país, na direção oeste pela região de Queensland em direção a Brisbane para coleta do parasitóide, que já emergiu dos ovos parasitados em nossas condições no laboratório de quarentena", comenta Wilcken.
Atualmente, em todo Brasil, existem cerca de três milhões de hectares de eucalipto plantados e os estudos beneficiam o agronegócio nacional. A previsão, afirma Sá, é fazer as primeiras liberações do parasitóide em setembro. “Estamos confiantes e acreditamos que essa será a solução para combater a praga do eucalipto. O parasitóide é um organismo natural e vantajoso e vamos buscar um nível de equilíbrio no momento da multiplicação do inseto nas plantações. Provavelmente, em dois ou três anos conseguiremos controlar a praga”, explica o pesquisador.
O Brasil é o terceiro país a importar com sucesso o inseto da Austrália, depois do Chile e África do Sul.
Pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) estiveram em Sydney, na Austrália, em viagem exploratória para buscar informações sobre possíveis inimigos naturais das pragas de eucalipto. O país é o centro de origem da árvore, assim como do percevejo bronzeado, praga que ataca a cultura e que chegou ao Brasil em meados do ano passado e hoje está em nove estados brasileiros (Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso).
Foi encontrado e coletado o parasitóide Cleruchoides noackae (Hymenoptera: Mymaridae), em subúrbios nos arredores de Sydney, para experiências e, a seguir, utilização no controle biológico do percevejo em hortos florestais de eucalipto nacionais. Segundo Luiz Alexandre Nogueira de Sá, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, a praga exótica australiana ataca as folhas do eucalipto, sugando a seiva e as secando. “O ramo da árvore começa a perder as folhas e isso vai, praticamente, matar a planta”, acrescenta Sá.
O professor Carlos Frederico Wilcken, coordenador do Programa de Proteção Florestal do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (Ipef) e membro da equipe que esteve na Austrália, afirma que não há criação em laboratório estabelecida na Austrália e as informações sobre biologia e técnicas de criação do parasitóide que combate o percevejo foram escassas ou inexistentes. “Estamos começando os estudos do zero, mas nossa importação tem sido um sucesso. Percorremos cerca de 500 km pelo interior do país, na direção oeste pela região de Queensland em direção a Brisbane para coleta do parasitóide, que já emergiu dos ovos parasitados em nossas condições no laboratório de quarentena", comenta Wilcken.
Atualmente, em todo Brasil, existem cerca de três milhões de hectares de eucalipto plantados e os estudos beneficiam o agronegócio nacional. A previsão, afirma Sá, é fazer as primeiras liberações do parasitóide em setembro. “Estamos confiantes e acreditamos que essa será a solução para combater a praga do eucalipto. O parasitóide é um organismo natural e vantajoso e vamos buscar um nível de equilíbrio no momento da multiplicação do inseto nas plantações. Provavelmente, em dois ou três anos conseguiremos controlar a praga”, explica o pesquisador.
O Brasil é o terceiro país a importar com sucesso o inseto da Austrália, depois do Chile e África do Sul.
Fonte: Globorural, adaptado por Painel Florestal
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