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Notícias
09
out
2010
(DESMATAMENTO)
Combate ao desmatamento é um dos poucos progressos aguardados em Cancún
A aprovação do projeto de pagar pela floresta mantida em pé por sua capacidade de reter carbono para combater o desmatamento pode ser, após anos de discussão, a grande conquista da Conferência do Clima em Cancún, prevista para novembro e dezembro, afirmam os especialistas reunidos até sábado em Tianjin, China, na última rodada de negociações antes do encontro climático da ONU, no México.
O mecanismo REDD (Redução das Emissões atribuídas ao Desmatamento e à Degradação das florestas) consiste em convencer os países dotados de florestas tropicais, como Brasil, Indonésia e os países da bacia do Congo, que renunciem ao desmatamento em troca de compensações financeiras.
O corte de árvores gera cerca de 20% das emissões globais de gases estufa e priva o planeta de preciosos recursos para o sequestro de carbono.
Os participantes do encontro na China afirmam que este pode ser um dos poucos temas que resultar em uma tomada de decisão no México.
“Estávamos muito perto de um acordo em Copenhague”, no fim de 2009, assegurou um negociador europeu, que pediu para ter sua identidade preservada.
Mas “o final da conferência foi tão caótico que não pudemos passar por toda a rede de aprovação”, explicou.
Tratava-se, então, de um acordo marco que consagrava o mecanismo e uma série de “cláusulas de salvaguarda” para evitar, entre outras coisas, que em nome da proteção da floresta, alguns Estados não respeitam os direitos das populações autóctones que vivem ali.
Alguns projetos já estão em andamento no terreno, como parte de uma iniciativa lançada por Noruega e França, que não esperaram o fim das negociações da ONU.
O fundo da iniciativa, financiado por países do norte, é de US$ 4 bilhões em três anos.
Mas para conseguir deter o desmatamento “e chegar a um bom mecanismo, ainda vamos precisar solucionar muitos problemas”, avaliou Paul Winn, especialista florestal da ONG Greenpeace Internacional.
Segundo ele, há temas espinhosos, mas inevitáveis “que tentamos evitar” até agora.
Por exemplo, como se estabelece o preço de uma tonelada de carbono evitado? Com base no desmatamento já praticado por um país ou pela intenção que tem de desmatar? E, neste caso, como evitar uma forma de chantagem ao desmatamento?
O financiamento do REDD é estimado em dezenas de bilhões de dólares anuais. De onde vem o dinheiro?
A ideia de financiar, ainda que parcialmente, a luta contra o desmatamento com o mercado de carbono, evocada, entre outros, pela União Europeia, fez soar o alerta entre as ONGs e a Bolívia, principal oponente a esta ideia.
Para o Greenpeace, este método dispensaria os países desenvolvidos de fazer esforços para reduzir suas próprias emissões porque poderiam adquirir o direito de poluir a baixo custo.
Além disso, “a mãe natureza não está à venda”, afirmou o negociador-chefe da Bolívia, Pablo Solon.
E, de que forma assegurar que o direito das populações autóctones é bem respeitado sem minar a soberania dos Estados envolvidos?
“Não será uma questão fácil de solucionar”, reconheceu o negociador europeu.
O mecanismo REDD (Redução das Emissões atribuídas ao Desmatamento e à Degradação das florestas) consiste em convencer os países dotados de florestas tropicais, como Brasil, Indonésia e os países da bacia do Congo, que renunciem ao desmatamento em troca de compensações financeiras.
O corte de árvores gera cerca de 20% das emissões globais de gases estufa e priva o planeta de preciosos recursos para o sequestro de carbono.
Os participantes do encontro na China afirmam que este pode ser um dos poucos temas que resultar em uma tomada de decisão no México.
“Estávamos muito perto de um acordo em Copenhague”, no fim de 2009, assegurou um negociador europeu, que pediu para ter sua identidade preservada.
Mas “o final da conferência foi tão caótico que não pudemos passar por toda a rede de aprovação”, explicou.
Tratava-se, então, de um acordo marco que consagrava o mecanismo e uma série de “cláusulas de salvaguarda” para evitar, entre outras coisas, que em nome da proteção da floresta, alguns Estados não respeitam os direitos das populações autóctones que vivem ali.
Alguns projetos já estão em andamento no terreno, como parte de uma iniciativa lançada por Noruega e França, que não esperaram o fim das negociações da ONU.
O fundo da iniciativa, financiado por países do norte, é de US$ 4 bilhões em três anos.
Mas para conseguir deter o desmatamento “e chegar a um bom mecanismo, ainda vamos precisar solucionar muitos problemas”, avaliou Paul Winn, especialista florestal da ONG Greenpeace Internacional.
Segundo ele, há temas espinhosos, mas inevitáveis “que tentamos evitar” até agora.
Por exemplo, como se estabelece o preço de uma tonelada de carbono evitado? Com base no desmatamento já praticado por um país ou pela intenção que tem de desmatar? E, neste caso, como evitar uma forma de chantagem ao desmatamento?
O financiamento do REDD é estimado em dezenas de bilhões de dólares anuais. De onde vem o dinheiro?
A ideia de financiar, ainda que parcialmente, a luta contra o desmatamento com o mercado de carbono, evocada, entre outros, pela União Europeia, fez soar o alerta entre as ONGs e a Bolívia, principal oponente a esta ideia.
Para o Greenpeace, este método dispensaria os países desenvolvidos de fazer esforços para reduzir suas próprias emissões porque poderiam adquirir o direito de poluir a baixo custo.
Além disso, “a mãe natureza não está à venda”, afirmou o negociador-chefe da Bolívia, Pablo Solon.
E, de que forma assegurar que o direito das populações autóctones é bem respeitado sem minar a soberania dos Estados envolvidos?
“Não será uma questão fácil de solucionar”, reconheceu o negociador europeu.
Fonte: Yahoo
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