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Notícias
05
out
2010
(CARBONO)
Preço do carbono não incentiva investidores
Investidores europeus se mostram ansiosos por diretrizes governamentais que destravariam cerca de 85% do capital necessário para a transição econômica baseada em tecnologias limpas.
Aguardando por sinais concretos dos governos, investidores europeus negam que o preço do carbono e as políticas atuais estejam oferecendo qualquer incentivo para as tecnologias de baixas emissões.
Uma pesquisa realizada pela Norton Rose a pedido do Grupo de Investidores Institucionais sobre Mudanças Climáticas (Institutional Investors Group on Climate Change – IIGCC) revelou que ao menos 90% dos 40 investidores questionados citaram as modificações políticas e a ausência de incentivos como barreiras para os investimentos em energias renováveis.
Outros obstáculos incluem problemas na permissão e planejamento (55%) e no acesso e infra-estrutura da rede (45%).
Apenas 10% disseram que o esquema europeu de comércio de emissões “tem oferecido um incentivo de preço forte o suficiente para mudar de investimentos intensivos em carbono para menos intensivos em carbono”.
“As estimativas indicam que cerca de 85% do capital necessário para nos colocar em um caminho de baixo carbono deve vir do setor privado”, enfatiza o chefe de sustentabilidade da APG Asset Management Rob Lake.
O IIGCC conta atualmente com mais de 50 membros, incluindo grandes fundos de pensão e gerentes de ativos europeus representando cerca de € 5 trilhões.
“Os investimentos em projetos de energias renováveis são de longo prazo e geralmente apenas são possíveis se assistidos de políticas que dêem suporte a análises em longo prazo relativamente seguras dos riscos e retornos esperados”, comentou o presidente do IIGCC Ole Beier Sørensen.
O chefe de investimentos da empresa PGGM Investments Johan van der Ende comentou que já aposta em uma série de ativos de baixo carbono, porém tem ambição de fazer mais.
Apesar do panorama negativo atual, 63% dos questionados disseram que o aumento da meta de corte das emissões de gases do efeito estufa da União Européia de 20% para 30% em 2020 e um preço mais alto do carbono estão entre as medidas que incentivariam os investimentos.
Um exemplo claro da controvérsia nos discursos governamentais sobre as políticas a serem seguidas foi a aprovação dada esta semana pela Comissão Européia para que a Espanha continue a dar acesso preferencial ao mercado nos próximos quatro anos para empresas de eletricidade que queimam carvão doméstico, alegando razões ligadas à segurança no abastecimento de energia.
A ONG WWF contestou o argumento espanhol dizendo que o país tem sido um exportador de eletricidade nos últimos seis anos.
Dúvidas até certo ponto
Em uma conferência do Business Green esta semana, Paul Simpson do Carbon Disclosure Project (CDP) alertou que as empresas que não medirem suas emissões de carbono arriscam perder competitividade.
“De uma perspectiva empresarial e de investimentos, mudanças climática é na realidade a primeira revolução industrial previsível”, comentou. “Sabemos que precisamos mudar, mas não sabemos quando, qual a velocidade, quais tecnologias. As pessoas que conseguirem prever isto serão as vencedoras em uma economia em mudança”.
Aguardando por sinais concretos dos governos, investidores europeus negam que o preço do carbono e as políticas atuais estejam oferecendo qualquer incentivo para as tecnologias de baixas emissões.
Uma pesquisa realizada pela Norton Rose a pedido do Grupo de Investidores Institucionais sobre Mudanças Climáticas (Institutional Investors Group on Climate Change – IIGCC) revelou que ao menos 90% dos 40 investidores questionados citaram as modificações políticas e a ausência de incentivos como barreiras para os investimentos em energias renováveis.
Outros obstáculos incluem problemas na permissão e planejamento (55%) e no acesso e infra-estrutura da rede (45%).
Apenas 10% disseram que o esquema europeu de comércio de emissões “tem oferecido um incentivo de preço forte o suficiente para mudar de investimentos intensivos em carbono para menos intensivos em carbono”.
“As estimativas indicam que cerca de 85% do capital necessário para nos colocar em um caminho de baixo carbono deve vir do setor privado”, enfatiza o chefe de sustentabilidade da APG Asset Management Rob Lake.
O IIGCC conta atualmente com mais de 50 membros, incluindo grandes fundos de pensão e gerentes de ativos europeus representando cerca de € 5 trilhões.
“Os investimentos em projetos de energias renováveis são de longo prazo e geralmente apenas são possíveis se assistidos de políticas que dêem suporte a análises em longo prazo relativamente seguras dos riscos e retornos esperados”, comentou o presidente do IIGCC Ole Beier Sørensen.
O chefe de investimentos da empresa PGGM Investments Johan van der Ende comentou que já aposta em uma série de ativos de baixo carbono, porém tem ambição de fazer mais.
Apesar do panorama negativo atual, 63% dos questionados disseram que o aumento da meta de corte das emissões de gases do efeito estufa da União Européia de 20% para 30% em 2020 e um preço mais alto do carbono estão entre as medidas que incentivariam os investimentos.
Um exemplo claro da controvérsia nos discursos governamentais sobre as políticas a serem seguidas foi a aprovação dada esta semana pela Comissão Européia para que a Espanha continue a dar acesso preferencial ao mercado nos próximos quatro anos para empresas de eletricidade que queimam carvão doméstico, alegando razões ligadas à segurança no abastecimento de energia.
A ONG WWF contestou o argumento espanhol dizendo que o país tem sido um exportador de eletricidade nos últimos seis anos.
Dúvidas até certo ponto
Em uma conferência do Business Green esta semana, Paul Simpson do Carbon Disclosure Project (CDP) alertou que as empresas que não medirem suas emissões de carbono arriscam perder competitividade.
“De uma perspectiva empresarial e de investimentos, mudanças climática é na realidade a primeira revolução industrial previsível”, comentou. “Sabemos que precisamos mudar, mas não sabemos quando, qual a velocidade, quais tecnologias. As pessoas que conseguirem prever isto serão as vencedoras em uma economia em mudança”.
Fonte: Carbono Brasil
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