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Notícias
04
out
2010
(PAPEL E CELULOSE)
Brasil cresce 7,3% na produção de celulose e fortalece investimentos
Cerca de US$ 20 bilhões serão investidos no setor até 2020.
O Brasil subiu duas posições na lista dos maiores produtores mundiais de papel, ocupa agora o 9º lugar, já como produtor de celulose o País manteve a 4ª colocação, segundo o “RISI Annual Review”, publicação da consultoria internacional especializada nesses mercados que acaba de ser divulgada e traz a lista “The World’s Top 30 Producers and Consumers 2009”.
Foram produzidas em 2009 no Brasil 9,3 milhões de toneladas, mantendo o mesmo nível de produção do ano anterior, e foi favorecido pela queda de produção da Itália e França, por conta da crise financeira internacional que atingiu principalmente os países europeus.
O relatório mostra também que a China ultrapassou os EUA, produzindo 86,4 milhões de toneladas, o que corresponde um crescimento de 8,3% comparado a 2008. A China tomou a liderança e passou a ser o primeiro produtor mundial de papel. O Canadá registrou queda de 19,1%, a maior entre todos os países analisados.
A produção brasileira de celulose foi a que mais cresceu em 2009: 7,3% sobre 2008, enquanto os três primeiros produtores registram queda na comparação com o mesmo período:
• -6,1% nos Estados Unidos;
• -3,1% na China e;
• -16,1% no Canadá.
Brasil, Índia e Chile foram os únicos países que registraram crescimento na produção, em relação a 2008, enquanto Finlândia e Japão foram os que mais caíram, com perda de volume acima de 20%. “O cenário internacional reflete todo o esforço das empresas brasileiras no ano passado para superar a crise. Porém, é importante ressaltar os resultados de 2010 que também seguem uma trajetória positiva, tanto em relação à produção quanto à receita das exportações, cuja queda durante a crise foi, sem dúvida, o principal problema enfrentado pelas empresas”, afirma Elizabeth de Carvalhaes, presidente executiva da Bracelpa (Associação Brasileira de Celulose e Papel).
De janeiro a julho de 2010, a produção de celulose no Brasil cresceu 8,3% em relação ao mesmo período de 2009, chegando a 8,1 milhões de toneladas. O volume das vendas domésticas cresceu 18,5% e o volume de exportações, 2,8%, sobre o acumulado dos sete primeiros meses de 2009. Em relação ao segmento de papel, a produção subiu 6,5% nos primeiros sete meses deste ano, se comparada ao mesmo período de 2009. O crescimento do volume de vendas domésticas, nesse mesmo período, foi de 8,4%, enquanto a variação do volume de exportações foi de 11,2%. A receita de exportações do setor, de janeiro a julho deste ano, manteve a tendência de recuperação, registrando 40,8% de aumento em relação ao mesmo período de 2009. A variação da receita de exportações de celulose foi de 50,2%, enquanto a de papel manteve tendência de recuperação, com crescimento de 23%. Já o saldo da balança comercial do setor é de US$ 2,86 bilhões, o que indica crescimento de 40,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo Elizabeth de Carvalhaes, vale ressaltar também o bom desempenho dos diferentes tipos de papel, como o papel cartão, cuja produção cresceu 18,2%, de janeiro a julho, em comparação ao mesmo período do ano passado, e o volume de vendas domésticas aumentou em 28,5%. Além disso, a produção de papéis para embalagens registrou aumento 6,5% e crescimento das vendas domésticas de 11,1%, se comparada aos sete primeiros meses de 2009. Os resultados também são positivos em relação aos papéis de imprimir e escrever, para fins sanitários e de imprensa.
Investimentos – Nos próximos dez anos, a indústria brasileira de celulose e papel investirá cerca de US$ 20 bilhões visando ao aumento da base florestal de 2,2 milhões de hectares para 3,2 milhões de hectares. Há previsões também para a construção de novas unidades e modernização de fábricas, o que permitirá elevar a produção anual de celulose em 57% até 2020, passando de 14 milhões de toneladas para 22 milhões de toneladas, e a de papel em 34%, elevando a produção anual de 9,5 milhões de toneladas para 12,7 milhões de toneladas. “É um investimento arrojado. O Brasil quer se posicionar como o terceiro produtor mundial de celulose, baseado nas perspectivas de crescimento econômico do Brasil, no aumento da demanda dos mercados emergentes, na retomada do consumo em mercados tradicionais e, também, seguindo as melhores práticas ambientais”, ressalta Elizabeth. Segundo ela, a conjuntura é favorável, pois o período de investimentos coincide com perspectivas otimistas para a economia nacional. “O setor viverá o ciclo mais importante das últimas décadas. Para isso, porém, é preciso garantir o aumento da competitividade”, avalia.
Nesse sentido, a Bracelpa está elaborando uma agenda para ser debatida com o próximo governo. A principal reivindicação é a desoneração dos investimentos – hoje da ordem de 17%. A medida é essencial para que as empresas tenham isonomia em relação aos países concorrentes, que não os tributam. Outra questão fundamental é a criação de uma Política Pública de incentivo à expansão da base florestal plantada pelos setores de celulose a papel, siderurgia e madeireiro, entre outros, por meio da aquisição de créditos de carbono florestal. “O potencial de absorção de dióxido de carbono (CO2) da natureza pelas florestas plantadas – que tem gerado oportunidades no campo das negociações climáticas – também têm sido reconhecido pelo governo. A medida poderá gerar emprego e renda”, explica a presidente executiva da Bracelpa.
O Brasil subiu duas posições na lista dos maiores produtores mundiais de papel, ocupa agora o 9º lugar, já como produtor de celulose o País manteve a 4ª colocação, segundo o “RISI Annual Review”, publicação da consultoria internacional especializada nesses mercados que acaba de ser divulgada e traz a lista “The World’s Top 30 Producers and Consumers 2009”.
Foram produzidas em 2009 no Brasil 9,3 milhões de toneladas, mantendo o mesmo nível de produção do ano anterior, e foi favorecido pela queda de produção da Itália e França, por conta da crise financeira internacional que atingiu principalmente os países europeus.
O relatório mostra também que a China ultrapassou os EUA, produzindo 86,4 milhões de toneladas, o que corresponde um crescimento de 8,3% comparado a 2008. A China tomou a liderança e passou a ser o primeiro produtor mundial de papel. O Canadá registrou queda de 19,1%, a maior entre todos os países analisados.
A produção brasileira de celulose foi a que mais cresceu em 2009: 7,3% sobre 2008, enquanto os três primeiros produtores registram queda na comparação com o mesmo período:
• -6,1% nos Estados Unidos;
• -3,1% na China e;
• -16,1% no Canadá.
Brasil, Índia e Chile foram os únicos países que registraram crescimento na produção, em relação a 2008, enquanto Finlândia e Japão foram os que mais caíram, com perda de volume acima de 20%. “O cenário internacional reflete todo o esforço das empresas brasileiras no ano passado para superar a crise. Porém, é importante ressaltar os resultados de 2010 que também seguem uma trajetória positiva, tanto em relação à produção quanto à receita das exportações, cuja queda durante a crise foi, sem dúvida, o principal problema enfrentado pelas empresas”, afirma Elizabeth de Carvalhaes, presidente executiva da Bracelpa (Associação Brasileira de Celulose e Papel).
De janeiro a julho de 2010, a produção de celulose no Brasil cresceu 8,3% em relação ao mesmo período de 2009, chegando a 8,1 milhões de toneladas. O volume das vendas domésticas cresceu 18,5% e o volume de exportações, 2,8%, sobre o acumulado dos sete primeiros meses de 2009. Em relação ao segmento de papel, a produção subiu 6,5% nos primeiros sete meses deste ano, se comparada ao mesmo período de 2009. O crescimento do volume de vendas domésticas, nesse mesmo período, foi de 8,4%, enquanto a variação do volume de exportações foi de 11,2%. A receita de exportações do setor, de janeiro a julho deste ano, manteve a tendência de recuperação, registrando 40,8% de aumento em relação ao mesmo período de 2009. A variação da receita de exportações de celulose foi de 50,2%, enquanto a de papel manteve tendência de recuperação, com crescimento de 23%. Já o saldo da balança comercial do setor é de US$ 2,86 bilhões, o que indica crescimento de 40,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo Elizabeth de Carvalhaes, vale ressaltar também o bom desempenho dos diferentes tipos de papel, como o papel cartão, cuja produção cresceu 18,2%, de janeiro a julho, em comparação ao mesmo período do ano passado, e o volume de vendas domésticas aumentou em 28,5%. Além disso, a produção de papéis para embalagens registrou aumento 6,5% e crescimento das vendas domésticas de 11,1%, se comparada aos sete primeiros meses de 2009. Os resultados também são positivos em relação aos papéis de imprimir e escrever, para fins sanitários e de imprensa.
Investimentos – Nos próximos dez anos, a indústria brasileira de celulose e papel investirá cerca de US$ 20 bilhões visando ao aumento da base florestal de 2,2 milhões de hectares para 3,2 milhões de hectares. Há previsões também para a construção de novas unidades e modernização de fábricas, o que permitirá elevar a produção anual de celulose em 57% até 2020, passando de 14 milhões de toneladas para 22 milhões de toneladas, e a de papel em 34%, elevando a produção anual de 9,5 milhões de toneladas para 12,7 milhões de toneladas. “É um investimento arrojado. O Brasil quer se posicionar como o terceiro produtor mundial de celulose, baseado nas perspectivas de crescimento econômico do Brasil, no aumento da demanda dos mercados emergentes, na retomada do consumo em mercados tradicionais e, também, seguindo as melhores práticas ambientais”, ressalta Elizabeth. Segundo ela, a conjuntura é favorável, pois o período de investimentos coincide com perspectivas otimistas para a economia nacional. “O setor viverá o ciclo mais importante das últimas décadas. Para isso, porém, é preciso garantir o aumento da competitividade”, avalia.
Nesse sentido, a Bracelpa está elaborando uma agenda para ser debatida com o próximo governo. A principal reivindicação é a desoneração dos investimentos – hoje da ordem de 17%. A medida é essencial para que as empresas tenham isonomia em relação aos países concorrentes, que não os tributam. Outra questão fundamental é a criação de uma Política Pública de incentivo à expansão da base florestal plantada pelos setores de celulose a papel, siderurgia e madeireiro, entre outros, por meio da aquisição de créditos de carbono florestal. “O potencial de absorção de dióxido de carbono (CO2) da natureza pelas florestas plantadas – que tem gerado oportunidades no campo das negociações climáticas – também têm sido reconhecido pelo governo. A medida poderá gerar emprego e renda”, explica a presidente executiva da Bracelpa.
Fonte: Bracelpa/Painel Florestal
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