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Notícias
03
out
2010
(BIOENERGIA)
ArcelorMittal investe na produção de carvão vegetal
Um tapete verde de eucaliptos se estende por 24 mil hectares plantados na pequena Martinho Campos, cidade da região centro-oeste de Minas Gerais, a 180 quilômetros de Belo Horizonte.
É lá que a ArcelorMittal Bioenergia processa parte de sua produção anual de 2,3 milhões de toneladas de biorredutor sólido renovável, o carvão vegetal que alimenta os altos-fornos dos dois núcleos brasileiros da siderúrgica comandada pelo indiano Lakshmi Mittal.
Usado na transformação do minério em ferro-gusa, matéria-prima do aço, o biorredutor é mais vantajoso economicamente do que o carvão mineral, base energética de parte dos fabricantes de aço instalados no país, que têm enfrentado o aumento de preço no mercado internacional devido ao consumo aquecido da China.
A diferença na conta da ArcelorMittal - considerando o preço do carvão vegetal e do mineral - está entre US$ 80 e US$ 100, sendo que o carvão representa de 50% a 60% do custo de produção do gusa.
"Hoje, o mundo está muito mais desperto para o uso da biomassa, inclusive países que não têm florestas estão importando madeira para incorporá-la à sua matriz energética", observa o presidente da ArcelorMittal Bioenergia, Elesier Lima Gonçalves.
Não à toa, o engenheiro agrônomo comanda um pacote de investimentos de US$ 435 milhões (R$ 739,5 milhões), a serem aplicados entre este ano e 2016 para reforçar a autossuficiência da ArcelorMittal em suprimento de energia para altos-fornos de médio porte - para os grandes fornos, a tendência é de manutenção do uso do carvão mineral, em função de seu maior potencial calorífero.
Este ano, a empresa investe US$ 45 milhões (R$ 76,5 milhões) na compra de equipamentos como caminhões, colheitadeiras e tratores, num total de 20 máquinas.
Para 2011, serão aplicados US$ 90 milhões (R$ 153 milhões) na ampliação das unidades de produção de energia (UPE), onde a madeira é carbonizada, na aquisição de novos equipamentos, em genética florestal, e na contratação de 450 pessoas e aplicação de novas tecnologias A empresa planeja ampliar de 560 para 900 o número de alto-fornos.
"A partir do ano que vem, serão US$ 300 milhões (R$ 510 milhões) pelos próximos cinco anos, sendo uma média de US$ 60 milhões (R$ 102 milhões) ao ano”.
O carvão será usado nas siderúrgicas de aços longos em João Monlevade, região mineira do Quadrilátero Ferrífero, e de inoxidável em Timóteo, no Vale do Aço.
A unidade de João Monlevade passa por um processo de substituição de matriz energética, com a adaptação de seu alto-forno elétrico para carvão.
Até o final do ano, a ArcelorMittal Bioenergia deverá adicionar 200 mil toneladas à sua produção de biorredutor para atender esse aumento de demanda e, em 2011, saltar para 3 milhões de toneladas anuais.
O objetivo do investimento é antecipar a demanda por insumo vegetal para uma produção crescente de ferro-gusa. Por ora, organicamente, o plano da siderúrgica é ampliar a fabricação da matéria-prima do aço de 1,2 milhão para 1,6 milhão de toneladas até 2015.
Para cada tonelada de gusa são utilizados três metros cúbicos de carvão. Mas um aumento maior de produção deve acontecer com a instalação de dois novos fornos na unidade de Juiz de Fora (MG).
O projeto ainda está em fase de estudos de viabilidade na ArcelorMittal, sem valor de implantação e capacidade de produção divulgados.
"Novos projetos siderúrgicos podem vir desenhados para usar carvão vegetal. Estamos plantando para atender o nosso crescimento”.
É lá que a ArcelorMittal Bioenergia processa parte de sua produção anual de 2,3 milhões de toneladas de biorredutor sólido renovável, o carvão vegetal que alimenta os altos-fornos dos dois núcleos brasileiros da siderúrgica comandada pelo indiano Lakshmi Mittal.
Usado na transformação do minério em ferro-gusa, matéria-prima do aço, o biorredutor é mais vantajoso economicamente do que o carvão mineral, base energética de parte dos fabricantes de aço instalados no país, que têm enfrentado o aumento de preço no mercado internacional devido ao consumo aquecido da China.
A diferença na conta da ArcelorMittal - considerando o preço do carvão vegetal e do mineral - está entre US$ 80 e US$ 100, sendo que o carvão representa de 50% a 60% do custo de produção do gusa.
"Hoje, o mundo está muito mais desperto para o uso da biomassa, inclusive países que não têm florestas estão importando madeira para incorporá-la à sua matriz energética", observa o presidente da ArcelorMittal Bioenergia, Elesier Lima Gonçalves.
Não à toa, o engenheiro agrônomo comanda um pacote de investimentos de US$ 435 milhões (R$ 739,5 milhões), a serem aplicados entre este ano e 2016 para reforçar a autossuficiência da ArcelorMittal em suprimento de energia para altos-fornos de médio porte - para os grandes fornos, a tendência é de manutenção do uso do carvão mineral, em função de seu maior potencial calorífero.
Este ano, a empresa investe US$ 45 milhões (R$ 76,5 milhões) na compra de equipamentos como caminhões, colheitadeiras e tratores, num total de 20 máquinas.
Para 2011, serão aplicados US$ 90 milhões (R$ 153 milhões) na ampliação das unidades de produção de energia (UPE), onde a madeira é carbonizada, na aquisição de novos equipamentos, em genética florestal, e na contratação de 450 pessoas e aplicação de novas tecnologias A empresa planeja ampliar de 560 para 900 o número de alto-fornos.
"A partir do ano que vem, serão US$ 300 milhões (R$ 510 milhões) pelos próximos cinco anos, sendo uma média de US$ 60 milhões (R$ 102 milhões) ao ano”.
O carvão será usado nas siderúrgicas de aços longos em João Monlevade, região mineira do Quadrilátero Ferrífero, e de inoxidável em Timóteo, no Vale do Aço.
A unidade de João Monlevade passa por um processo de substituição de matriz energética, com a adaptação de seu alto-forno elétrico para carvão.
Até o final do ano, a ArcelorMittal Bioenergia deverá adicionar 200 mil toneladas à sua produção de biorredutor para atender esse aumento de demanda e, em 2011, saltar para 3 milhões de toneladas anuais.
O objetivo do investimento é antecipar a demanda por insumo vegetal para uma produção crescente de ferro-gusa. Por ora, organicamente, o plano da siderúrgica é ampliar a fabricação da matéria-prima do aço de 1,2 milhão para 1,6 milhão de toneladas até 2015.
Para cada tonelada de gusa são utilizados três metros cúbicos de carvão. Mas um aumento maior de produção deve acontecer com a instalação de dois novos fornos na unidade de Juiz de Fora (MG).
O projeto ainda está em fase de estudos de viabilidade na ArcelorMittal, sem valor de implantação e capacidade de produção divulgados.
"Novos projetos siderúrgicos podem vir desenhados para usar carvão vegetal. Estamos plantando para atender o nosso crescimento”.
Fonte: Nivaldo Souza para Brasil Econômico
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