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02
out
2010
(MADEIRA E PRODUTOS)
Redução do consumo de madeira nos EUA e Europa preocupa
Conferência da Indústria Florestal Latino Americana aborda novos paradigmas no mercado.
Nas duas últimas décadas o setor florestal latino-americano se desenvolveu rapidamente e se tornou um dos maiores centros da indústria florestal mundial.
Esse desenvolvimento tem sido conduzido em grande parte por empresas no Brasil e Chile, mas a atividade tem se expandido rapidamente em outros países, como o Uruguai.
Neste contexto, foi aberta hoje, a 1ª Conferência da Indústria Florestal Latino Americana. O evento, que continua amanhã em São Paulo, reúne executivos de indústrias florestais de diversos países.
A redução no consumo de madeira na América do Norte preocupa. E as perspectivas não são muito animadoras. "A demanda caiu 42% entre 2005 e 2009. Na Europa, os índices foram de aproximadamente 17%", ressaltou o presidente da Cambridge Forest Products Associates (CFPA), Bernard Fuller, um dos primeiros palestrantes do dia.
Segundo ele, o setor florestal não deve considerar os mercados norte-americanos e europeu para sua retomada. "Ao menos nos próximos anos. Os países em desenvolvimento, liderados pela China, terão que fortalecer o mercado interno", comentou Fuller.
No Brasil, o consumo de madeira serrada caiu apenas 2,5% no período de crise e a queda do consumo de painéis foi compensada pelo aumento da demanda por MDF.
Sentindo diretamente os efeitos do colapso econômico mundial, o país reagiu rápido, segundo Fuller, incentivando, principalmente, o mercado interno.
Fuller não abordou o consumo de madeira para energia e outros usos. Se concentrando no consumo de painéis e madeira serrada, principalmente para construção civil e móveis, deixou a impressão de que o mercado, de fato, passará por uma verdadeira transformação.
"A próxima década não será igual à passada", comentou Fuller. Para ele, no entanto, países como o Brasil continuarão vivenciando a expansão florestal. "A retomada acontecerá de forma gradual, lenta... no mínimo 5 anos para alcançar os mesmos níveis de antes", complementou o especialista.
Com uma visão realista e não pessimista, segundo ele próprio, os preços dos produtos madeireiros permanecerão em patamares razoáveis, ao menos nos próximos três anos. "Isso exigirá muita criatividade e persistência para sobreviver e prosperar!", concluiu o americano.
Nas duas últimas décadas o setor florestal latino-americano se desenvolveu rapidamente e se tornou um dos maiores centros da indústria florestal mundial.
Esse desenvolvimento tem sido conduzido em grande parte por empresas no Brasil e Chile, mas a atividade tem se expandido rapidamente em outros países, como o Uruguai.
Neste contexto, foi aberta hoje, a 1ª Conferência da Indústria Florestal Latino Americana. O evento, que continua amanhã em São Paulo, reúne executivos de indústrias florestais de diversos países.
A redução no consumo de madeira na América do Norte preocupa. E as perspectivas não são muito animadoras. "A demanda caiu 42% entre 2005 e 2009. Na Europa, os índices foram de aproximadamente 17%", ressaltou o presidente da Cambridge Forest Products Associates (CFPA), Bernard Fuller, um dos primeiros palestrantes do dia.
Segundo ele, o setor florestal não deve considerar os mercados norte-americanos e europeu para sua retomada. "Ao menos nos próximos anos. Os países em desenvolvimento, liderados pela China, terão que fortalecer o mercado interno", comentou Fuller.
No Brasil, o consumo de madeira serrada caiu apenas 2,5% no período de crise e a queda do consumo de painéis foi compensada pelo aumento da demanda por MDF.
Sentindo diretamente os efeitos do colapso econômico mundial, o país reagiu rápido, segundo Fuller, incentivando, principalmente, o mercado interno.
Fuller não abordou o consumo de madeira para energia e outros usos. Se concentrando no consumo de painéis e madeira serrada, principalmente para construção civil e móveis, deixou a impressão de que o mercado, de fato, passará por uma verdadeira transformação.
"A próxima década não será igual à passada", comentou Fuller. Para ele, no entanto, países como o Brasil continuarão vivenciando a expansão florestal. "A retomada acontecerá de forma gradual, lenta... no mínimo 5 anos para alcançar os mesmos níveis de antes", complementou o especialista.
Com uma visão realista e não pessimista, segundo ele próprio, os preços dos produtos madeireiros permanecerão em patamares razoáveis, ao menos nos próximos três anos. "Isso exigirá muita criatividade e persistência para sobreviver e prosperar!", concluiu o americano.
Fonte: Painel Florestal
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