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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
IPT de SP lança guia para preservar florestas
Na próxima quarta-feira, dia 2 de junho, o IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas vai lançar um manual sobre os vários tipos de madeira existentes no Brasil para orientar a construção civil e os revendedores do produto a poupar espécies em risco de extinção. O guia Madeira: uso sustentável na construção civil, produzido em parceria com a Secretaria do Verde e Meio Ambiente do Estado de São Paulo e Sinduscon - Sindicato das Indústrias da Construção Civil de São Paulo mostra opções que podem ser utilizadas sem agredir o meio ambiente ou destruir espécies raras, apresentando rendimento similar nas várias etapas da edificação (O Guia logo estará acessível na internet).
Para catalogar as espécies do livro, foi utilizada a maior xiloteca do Brasil, e provavelmente da América Latina, que funciona no IPT, contendo 4 mil espécies e 19 mil amostras, do Brasil e de todo o mundo. A importância da xiloteca são suas amostras brasileiras: o País possui a maior biodiversidade do planeta. Para se ter uma idéia do que isto significa, tome-se o exemplo da Alemanha: enquanto lá, um hectare contém cerca de 14 ou 16 espécies, no Brasil, em único hectare, encontram-se 400 espécies. Com sua imensa variedade de amostras e técnicos especialistas em madeira, a xiloteca do IPT vem contribuindo para a preservação do patrimônio histórico e cultural brasileiro.
Amostras de altares das primeiras igrejas barrocas de São Paulo, feitas de cedro e esculturas do barroco mineiro são enviadas ao IPT para análise, com o objetivo de dar apoio à recuperação dos bens históricos. Uma santa esculpida em madeira policromada de Nossa Senhora da Conceição atribuída à oficina de Aleijadinho foi estudada pelos especialistas da xiloteca para fornecer subsídios a sua correta restauração.
A xiloteca também dá apoio a um curso de especialização da Universidade de Minas Gerais de recuperação dos bens móveis do barroco mineiro. Uma visita à xiloteca do IPT equivale a um passeio pela floresta amazônica e pela mata atlântica. Salve a madeira brasileira: o Brasil é reconhecido mundialmente pela riqueza da biodiversidade de suas florestas e, no entanto, boa parte dos consumidores de madeira pouco ou nenhum conhecimento têm a respeito da origem deste insumo e do tipo de pressão que o uso intensivo e constante de poucas espécies causa ao meio ambiente.
Oitenta por cento da produção de madeira da Amazônia é destinada ao mercado interno brasileiro, sendo que o Estado de São Paulo é o maior consumidor (20% da produção total). Outros estados engrossam esse quadro, que tende a se ampliar. A oferta de matéria prima centraliza-se, principalmente, em poucas espécies, exercendo uma pressão muito grande sobre as florestas nativas.
O processo de escolha e especificação da madeira mais adequada a cada tipo de uso nas atividades do setor da construção - que tem se pautado fortemente pelo conservadorismo e pela falta de informação ? precisa incorporar ao seu dia-a-dia espécies alternativas com propriedades semelhantes às das espécies tradicionais, contribuindo assim para poupar a flora brasileira.
Serviço:
Lançamento do Guia: Madeira: Uso sustentável na construção civil
Data: 2 de junho, às 9h00
Local: Palácio do Anhangabaú, Viaduto do Chá, 5
Fonte: Ambiente Brasil – 31/05/2004
Para catalogar as espécies do livro, foi utilizada a maior xiloteca do Brasil, e provavelmente da América Latina, que funciona no IPT, contendo 4 mil espécies e 19 mil amostras, do Brasil e de todo o mundo. A importância da xiloteca são suas amostras brasileiras: o País possui a maior biodiversidade do planeta. Para se ter uma idéia do que isto significa, tome-se o exemplo da Alemanha: enquanto lá, um hectare contém cerca de 14 ou 16 espécies, no Brasil, em único hectare, encontram-se 400 espécies. Com sua imensa variedade de amostras e técnicos especialistas em madeira, a xiloteca do IPT vem contribuindo para a preservação do patrimônio histórico e cultural brasileiro.
Amostras de altares das primeiras igrejas barrocas de São Paulo, feitas de cedro e esculturas do barroco mineiro são enviadas ao IPT para análise, com o objetivo de dar apoio à recuperação dos bens históricos. Uma santa esculpida em madeira policromada de Nossa Senhora da Conceição atribuída à oficina de Aleijadinho foi estudada pelos especialistas da xiloteca para fornecer subsídios a sua correta restauração.
A xiloteca também dá apoio a um curso de especialização da Universidade de Minas Gerais de recuperação dos bens móveis do barroco mineiro. Uma visita à xiloteca do IPT equivale a um passeio pela floresta amazônica e pela mata atlântica. Salve a madeira brasileira: o Brasil é reconhecido mundialmente pela riqueza da biodiversidade de suas florestas e, no entanto, boa parte dos consumidores de madeira pouco ou nenhum conhecimento têm a respeito da origem deste insumo e do tipo de pressão que o uso intensivo e constante de poucas espécies causa ao meio ambiente.
Oitenta por cento da produção de madeira da Amazônia é destinada ao mercado interno brasileiro, sendo que o Estado de São Paulo é o maior consumidor (20% da produção total). Outros estados engrossam esse quadro, que tende a se ampliar. A oferta de matéria prima centraliza-se, principalmente, em poucas espécies, exercendo uma pressão muito grande sobre as florestas nativas.
O processo de escolha e especificação da madeira mais adequada a cada tipo de uso nas atividades do setor da construção - que tem se pautado fortemente pelo conservadorismo e pela falta de informação ? precisa incorporar ao seu dia-a-dia espécies alternativas com propriedades semelhantes às das espécies tradicionais, contribuindo assim para poupar a flora brasileira.
Serviço:
Lançamento do Guia: Madeira: Uso sustentável na construção civil
Data: 2 de junho, às 9h00
Local: Palácio do Anhangabaú, Viaduto do Chá, 5
Fonte: Ambiente Brasil – 31/05/2004
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