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Notícias
30
set
2010
(MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS)
Importações de máquinas e equipamentos batem recorde em agosto
As importações de máquinas e equipamentos no Brasil atingiram em agosto a marca recorde de US$ 2,627 bilhões, um montante que supera em 16,6% a cifra de julho (US$ 2,253 bilhões), que era o pico anterior.
Os dados foram divulgados hoje pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), que também informou que a participação dos importados nas vendas de bens de capital mecânicos no Brasil chegou a 43% neste ano. Há 20 anos, esse coeficiente era de apenas 9%.
'Nosso mercado está sendo invadido por componentes e máquinas de fora e o Brasil não está fazendo nada', declarou o presidente da entidade, Luiz Aubert Neto, que tem pedido ao governo medidas de compensação à valorização cambial.
Nesse sentido, a Abimaq deverá entregar nos próximos dias um documento ao Ministério da Fazenda sobre a perda de competitividade dos produtos nacionais. O principal pleito do setor é o aumento, de 14% para 35%, nas alíquotas dos impostos de importação das máquinas e equipamentos com similares nacionais. A entidade já listou 250 produtos em situação crítica de competitividade, disse Aubert.
Nas contas da Abimaq, o setor deve fechar o ano com déficit comercial de US$ 14,809 bilhões, 32,8% acima do saldo negativo de 2009. Até agosto, esse déficit já havia subido em 37,3%, chegando a US$ 9,873 bilhões.
Os Estados Unidos e a Alemanha ainda são os dois principais fornecedores de bens de capital ao Brasil, mas a China é o país que mais ganha participação de mercado.
As máquinas e equipamentos do país asiático - que respondiam por apenas 2,1% do total importado em 2004 - correspondem a 11,6% das importações deste ano, muito perto da participação de 12% dos fornecedores alemães, que ainda estão na segunda posição.
Para Aubert, mesmo uma alíquota de 35% nas importações seria insuficiente para conter a 'invasão' chinesa em algumas linhas. Como exemplo, a entidade mostrou que as bombas de vácuo da China estão sendo vendidas ao Brasil por um preço equivalente a US$ 7,66 por quilo.
O mesmo produto da Alemanha, cujos preços estão em linha com a média internacional e do próprio Brasil, é negociado por US$ 32,30 por quilo. Os preços, tanto da China quanto da Alemanha, foram colocados com base em valores FOB (free on board), ou seja, não incluem a taxas de seguro e de frete no transporte transoceânico.
Segundo o presidente da Abimaq, uma revisão fiscal implicaria em um aumento de 20% do produto chinês, que seguiria competitivo em relação ao similar nacional. 'A bomba (da China) custaria US$ 9 ou US$ 10 (por quilo)', afirmou.
Os dados foram divulgados hoje pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), que também informou que a participação dos importados nas vendas de bens de capital mecânicos no Brasil chegou a 43% neste ano. Há 20 anos, esse coeficiente era de apenas 9%.
'Nosso mercado está sendo invadido por componentes e máquinas de fora e o Brasil não está fazendo nada', declarou o presidente da entidade, Luiz Aubert Neto, que tem pedido ao governo medidas de compensação à valorização cambial.
Nesse sentido, a Abimaq deverá entregar nos próximos dias um documento ao Ministério da Fazenda sobre a perda de competitividade dos produtos nacionais. O principal pleito do setor é o aumento, de 14% para 35%, nas alíquotas dos impostos de importação das máquinas e equipamentos com similares nacionais. A entidade já listou 250 produtos em situação crítica de competitividade, disse Aubert.
Nas contas da Abimaq, o setor deve fechar o ano com déficit comercial de US$ 14,809 bilhões, 32,8% acima do saldo negativo de 2009. Até agosto, esse déficit já havia subido em 37,3%, chegando a US$ 9,873 bilhões.
Os Estados Unidos e a Alemanha ainda são os dois principais fornecedores de bens de capital ao Brasil, mas a China é o país que mais ganha participação de mercado.
As máquinas e equipamentos do país asiático - que respondiam por apenas 2,1% do total importado em 2004 - correspondem a 11,6% das importações deste ano, muito perto da participação de 12% dos fornecedores alemães, que ainda estão na segunda posição.
Para Aubert, mesmo uma alíquota de 35% nas importações seria insuficiente para conter a 'invasão' chinesa em algumas linhas. Como exemplo, a entidade mostrou que as bombas de vácuo da China estão sendo vendidas ao Brasil por um preço equivalente a US$ 7,66 por quilo.
O mesmo produto da Alemanha, cujos preços estão em linha com a média internacional e do próprio Brasil, é negociado por US$ 32,30 por quilo. Os preços, tanto da China quanto da Alemanha, foram colocados com base em valores FOB (free on board), ou seja, não incluem a taxas de seguro e de frete no transporte transoceânico.
Segundo o presidente da Abimaq, uma revisão fiscal implicaria em um aumento de 20% do produto chinês, que seguiria competitivo em relação ao similar nacional. 'A bomba (da China) custaria US$ 9 ou US$ 10 (por quilo)', afirmou.
Fonte: Eduardo Laguna | Valor
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