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Notícias
26
set
2010
(MANEJO)
Pó de rocha é alternativa na cultura de eucalipto
A experiência de manejo alternativo na cultura de eucalipto, com uso de pó de rocha em substituição aos adubos químicos convencionais, tem sido positiva na bacia do Rio Pardo, no norte de Minas Gerais.
A Embrapa Cerrados, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, localizada em Planaltina (DF), coordena desde 2003 a Rede AgriRocha, formada por cerca de 100 pesquisadores que avaliam o potencial das diferentes rochas brasileiras como fontes de nutrientes para a agricultura.
As rochas com potencial de uso para a agricultura estão expostas na superfície ou são sub-produtos da atividade mineradora. O pesquisador da Embrapa Cerrados, coordenador da Rede AgriRocha e pertecente à Rede FertBrasil, Éder Martins, explica que as rochas passam por um processo chamado de rochagem, no qual são transformadas em pó. O pó de rocha fornece nutrientes ao solo, como cálcio, fósforo, magnésio e, principalmente, potássio.
Outra função dessas rochas é de serem condicionadores do solo. Isto é, permitem que outros nutrientes e condições do solo sejam mais equilibrados e que os nutrientes sejam disponibilizados conforme a demanda da cultura. Especialmente em culturas perenes, essas fontes são de disponibilização lenta. “A vantagem disso, em comparação às fontes convencionais, é que o agricultor não precisa ficar repondo os fertilizantes”, ressalta Martins.
Eucaliptos
A silvicultura na bacia do Rio Pardo é uma atividade econômica tradicional destinada à demanda das siderúrgicas mineiras. Como o eucalipto é plantado para produção de carvão não há preocupação ambiental. Por isso, o manejo tradicional nesta região é mais agressivo ao meio ambiente do que na proposta alternativa.
A primeira diferença nos manejos está na forma de plantar. O plantio tradicional é mais adensado do que o alternativo e não utiliza mecanismos para evitar a erosão, como, por exemplo, o plantio em curvas de nível e abertura de microbacias para contenção da água da chuva. A utilidade dos eucaliptos também difere. Os eucaliptos produzidos com manejo alternativo têm usos mais nobres, como madeiras para fabricação de móveis, de brinquedos, fachadas e interiores de construções.
A adubação do eucalipto com pó de rocha garante o desenvolvimento da planta, desde sua fase inicial. “A planta dá uma arrancada já na fase inicial e demonstra um crescimento muito maior do que no manejo tradicional”, destaca o pesquisador da Embrapa Cerrados.
Pó de rocha
Uma das principais dificuldades para uso do pó de rocha – a distância entre o local em que a rocha é extraída e onde será utilizada - não impediu o sucesso da experiência na Fazenda Marquesa, em Taiobeiras (MG).
Os eucaliptos são adubados com o pó de rocha comprado de uma empresa localizada no município baiano de Ipirá, distante a 700 quilômetros da área de plantio. No caso desta fazenda foi possível uma redução no custo do frete, o que não só viabilizou o uso do pó de rocha como reduziu em 30% o custo total comparado com o manejo tradicional.
“Estou gastando menos e ganhando em qualidade”, afirma Edson Martins, gerente da Fazenda Marquesa. A solução para reduzir ainda mais os custos é de que o transporte do pó de rocha seja local ou regional.
O pesquisador da Embrapa Cerrados ressalta também que a viabilização da utilização do pó de rocha pode fortalecer pequenas mineradoras nacionais e gerar empregos, já que agrega valor ao que, até agora, era apenas rejeito de mineração.
A Embrapa Cerrados, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, localizada em Planaltina (DF), coordena desde 2003 a Rede AgriRocha, formada por cerca de 100 pesquisadores que avaliam o potencial das diferentes rochas brasileiras como fontes de nutrientes para a agricultura.
As rochas com potencial de uso para a agricultura estão expostas na superfície ou são sub-produtos da atividade mineradora. O pesquisador da Embrapa Cerrados, coordenador da Rede AgriRocha e pertecente à Rede FertBrasil, Éder Martins, explica que as rochas passam por um processo chamado de rochagem, no qual são transformadas em pó. O pó de rocha fornece nutrientes ao solo, como cálcio, fósforo, magnésio e, principalmente, potássio.
Outra função dessas rochas é de serem condicionadores do solo. Isto é, permitem que outros nutrientes e condições do solo sejam mais equilibrados e que os nutrientes sejam disponibilizados conforme a demanda da cultura. Especialmente em culturas perenes, essas fontes são de disponibilização lenta. “A vantagem disso, em comparação às fontes convencionais, é que o agricultor não precisa ficar repondo os fertilizantes”, ressalta Martins.
Eucaliptos
A silvicultura na bacia do Rio Pardo é uma atividade econômica tradicional destinada à demanda das siderúrgicas mineiras. Como o eucalipto é plantado para produção de carvão não há preocupação ambiental. Por isso, o manejo tradicional nesta região é mais agressivo ao meio ambiente do que na proposta alternativa.
A primeira diferença nos manejos está na forma de plantar. O plantio tradicional é mais adensado do que o alternativo e não utiliza mecanismos para evitar a erosão, como, por exemplo, o plantio em curvas de nível e abertura de microbacias para contenção da água da chuva. A utilidade dos eucaliptos também difere. Os eucaliptos produzidos com manejo alternativo têm usos mais nobres, como madeiras para fabricação de móveis, de brinquedos, fachadas e interiores de construções.
A adubação do eucalipto com pó de rocha garante o desenvolvimento da planta, desde sua fase inicial. “A planta dá uma arrancada já na fase inicial e demonstra um crescimento muito maior do que no manejo tradicional”, destaca o pesquisador da Embrapa Cerrados.
Pó de rocha
Uma das principais dificuldades para uso do pó de rocha – a distância entre o local em que a rocha é extraída e onde será utilizada - não impediu o sucesso da experiência na Fazenda Marquesa, em Taiobeiras (MG).
Os eucaliptos são adubados com o pó de rocha comprado de uma empresa localizada no município baiano de Ipirá, distante a 700 quilômetros da área de plantio. No caso desta fazenda foi possível uma redução no custo do frete, o que não só viabilizou o uso do pó de rocha como reduziu em 30% o custo total comparado com o manejo tradicional.
“Estou gastando menos e ganhando em qualidade”, afirma Edson Martins, gerente da Fazenda Marquesa. A solução para reduzir ainda mais os custos é de que o transporte do pó de rocha seja local ou regional.
O pesquisador da Embrapa Cerrados ressalta também que a viabilização da utilização do pó de rocha pode fortalecer pequenas mineradoras nacionais e gerar empregos, já que agrega valor ao que, até agora, era apenas rejeito de mineração.
Fonte: Embrapa Cerrados
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