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Notícias
20
set
2010
(ECONOMIA)
Crise dos guseiros afeta mercado de carvão em MG
Dos 106 altos-fornos distribuídos pelo território mineiro, apenas 23 estão em atividade. A produção gira em torno de 200 mil toneladas por mês, enquanto que, historicamente, a média é de 450 mil toneladas mensais.
A demanda por carvão vegetal em Minas Gerais está novamente em queda, o que está provocando redução dos preços de comercialização. Entre maio e agosto foi registrada uma retração próxima a 34% nos preços do insumo que encerrou o mês anterior cotado a R$ 395 a tonelada. Na comparação com julho, a queda é de 17,7%.
O principal fator atribuído ao recuo do setor é a crise enfrentada pelo parque guseiro em Minas Gerais em virtude da elevação do preço do minério de ferro e da redução das exportações, o que poderá inviabilizar as operações do segmento.
Dos 106 altos-fornos distribuídos pelo território mineiro, apenas 23 estão em atividade. A produção gira em torno de 200 mil toneladas por mês, enquanto que, historicamente, a média é de 450 mil toneladas mensais.
Até maio a comercialização de carvão mostrava recuperação em relação aos níveis de preços praticados em 2009, período em que a crise financeira mundial interferiu negativamente no desempenho da atividade. A cotação do metro cúbico chegou a subir cerca de 30% ao longo dos cinco primeiros meses do ano na comparação com igual período do ano anterior. Mesmo com incremento, os valores vigentes no período antes da crise financeira mundial não foram alcançados.
De acordo com o diretor-superintendente da Associação Mineira de Silvicultura (AMS), Antônio Tarcizo de Andrade e Silva, o cenário é desfavorável para o segmento e a retomada dos preços do carvão dependerá da recuperação da demanda internacional por ferro-gusa.
"Com cerca de 80% dos fornos mineiros abafados a demanda pelo carvão caiu, dependemos da reativação dos equipamentos para alavancar as vendas e os preços. Devido ao cenário, não acredito que a recuperação aconteça ainda este ano", disse Andrade.
Recuperação - A tonelada de carvão foi comercializado em agosto a R$ 395, valor superior em 6,32% aos praticados em igual período do ano passado, ano que o segmento enfrentou forte retração devido à crise financeira mundial. A queda no faturamento do segmento, acumulada em 2009, ficou próxima a 30%.
Em 2010, os valores do carvão mostravam sinais de recuperação em relação aos praticados em 2009, porém com tendência de novas reduções caso não ocorram reações na demanda. O preço médio em agosto ficou 17,7% menor que os vigentes em julho. Em meados de 2008, período antes da crise, o valor pago pela tonelada do produto girava em torno de R$ 770.
As conseqüências do desaquecimento da demanda por carvão poderão refletir de forma negativa no futuro. Em 2009, devido ao fraco desempenho do mercado, os plantadores de eucalipto, principal madeira utilizada para a produção de carvão, reduziram a área cultivada em 40% frente a 2008.
De acordo com Andrade, a previsão da AMS aponta que este ano haverá aumento na área plantada, voltando aos níveis de 2008, período anterior à crise financeira mundial. Com as turbulências no setor guseiro, os investimentos futuros poderão ser afetados.
Andrade afirmou que, caso haja nova crise no setor, os reflexos causados pela redução na área cultivada em 2009 poderão ser intensificados, o que irá interferir no desempenho industrial do Estado dentro de sete anos, período em que as árvores estarão em condições de serem cortadas e utilizadas para a produção de carvão.
"Dependemos da retomada do setor guseiro para aumentar as vendas e retomar os preços do carvão praticados antes da crise. Na atual cotação e sem perspectivas concretas de recuperação do setor, os investimentos futuros na plantação de novas florestas ficam inviabilizados", advertiu.
Outro problema enfrentado pelos produtores, e que também dificulta os investimentos na expansão da atividade, é a falta de uma linha de crédito específica para o reflorestamento. No Estado os investimentos no plantio são de recursos próprios ou feitos através de financiamentos comuns, o que não oferece vantagens para o investidor.
A silvicultura ocupa cerca de 2% da área do Estado e ainda tem condições para alcançar até 5% da área total. As florestas plantadas em Minas Gerais somam cerca de 1,423 milhão de hectares, enquanto no país a área ocupada é de 6,1 milhões de hectares.
A demanda por carvão vegetal em Minas Gerais está novamente em queda, o que está provocando redução dos preços de comercialização. Entre maio e agosto foi registrada uma retração próxima a 34% nos preços do insumo que encerrou o mês anterior cotado a R$ 395 a tonelada. Na comparação com julho, a queda é de 17,7%.
O principal fator atribuído ao recuo do setor é a crise enfrentada pelo parque guseiro em Minas Gerais em virtude da elevação do preço do minério de ferro e da redução das exportações, o que poderá inviabilizar as operações do segmento.
Dos 106 altos-fornos distribuídos pelo território mineiro, apenas 23 estão em atividade. A produção gira em torno de 200 mil toneladas por mês, enquanto que, historicamente, a média é de 450 mil toneladas mensais.
Até maio a comercialização de carvão mostrava recuperação em relação aos níveis de preços praticados em 2009, período em que a crise financeira mundial interferiu negativamente no desempenho da atividade. A cotação do metro cúbico chegou a subir cerca de 30% ao longo dos cinco primeiros meses do ano na comparação com igual período do ano anterior. Mesmo com incremento, os valores vigentes no período antes da crise financeira mundial não foram alcançados.
De acordo com o diretor-superintendente da Associação Mineira de Silvicultura (AMS), Antônio Tarcizo de Andrade e Silva, o cenário é desfavorável para o segmento e a retomada dos preços do carvão dependerá da recuperação da demanda internacional por ferro-gusa.
"Com cerca de 80% dos fornos mineiros abafados a demanda pelo carvão caiu, dependemos da reativação dos equipamentos para alavancar as vendas e os preços. Devido ao cenário, não acredito que a recuperação aconteça ainda este ano", disse Andrade.
Recuperação - A tonelada de carvão foi comercializado em agosto a R$ 395, valor superior em 6,32% aos praticados em igual período do ano passado, ano que o segmento enfrentou forte retração devido à crise financeira mundial. A queda no faturamento do segmento, acumulada em 2009, ficou próxima a 30%.
Em 2010, os valores do carvão mostravam sinais de recuperação em relação aos praticados em 2009, porém com tendência de novas reduções caso não ocorram reações na demanda. O preço médio em agosto ficou 17,7% menor que os vigentes em julho. Em meados de 2008, período antes da crise, o valor pago pela tonelada do produto girava em torno de R$ 770.
As conseqüências do desaquecimento da demanda por carvão poderão refletir de forma negativa no futuro. Em 2009, devido ao fraco desempenho do mercado, os plantadores de eucalipto, principal madeira utilizada para a produção de carvão, reduziram a área cultivada em 40% frente a 2008.
De acordo com Andrade, a previsão da AMS aponta que este ano haverá aumento na área plantada, voltando aos níveis de 2008, período anterior à crise financeira mundial. Com as turbulências no setor guseiro, os investimentos futuros poderão ser afetados.
Andrade afirmou que, caso haja nova crise no setor, os reflexos causados pela redução na área cultivada em 2009 poderão ser intensificados, o que irá interferir no desempenho industrial do Estado dentro de sete anos, período em que as árvores estarão em condições de serem cortadas e utilizadas para a produção de carvão.
"Dependemos da retomada do setor guseiro para aumentar as vendas e retomar os preços do carvão praticados antes da crise. Na atual cotação e sem perspectivas concretas de recuperação do setor, os investimentos futuros na plantação de novas florestas ficam inviabilizados", advertiu.
Outro problema enfrentado pelos produtores, e que também dificulta os investimentos na expansão da atividade, é a falta de uma linha de crédito específica para o reflorestamento. No Estado os investimentos no plantio são de recursos próprios ou feitos através de financiamentos comuns, o que não oferece vantagens para o investidor.
A silvicultura ocupa cerca de 2% da área do Estado e ainda tem condições para alcançar até 5% da área total. As florestas plantadas em Minas Gerais somam cerca de 1,423 milhão de hectares, enquanto no país a área ocupada é de 6,1 milhões de hectares.
Fonte: Diário do Comércio/FAEMG
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