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Notícias
20
set
2010
(ECONOMIA)
Cacau consorciado com seringueira aumenta renda do produtor em cinco vezes
O cacau é uma cultura muito importante para o Brasil e esteve seriamente ameaçada há alguns anos, principalmente, por causa da vassoura de bruxa, uma doença que acabou com vários cacauais na Bahia. Com os grandes prejuízos, a maioria dos produtores largou a atividade ou se endividaram, mas com as novas tecnologias de produção o cacau está voltando com força ao cenário agrícola e promete boas rentabilidades aos agricultores. A Ceplac (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira), do Mapa, tem um moderno pacto tecnológico de cultivo, que inclui uma diversidade de 38 variedades de cacau com tolerância ou resistência à vassoura de bruxa. Mas é o sistema consorciado com culturas como a seringueira que traz ainda mais animação aos produtores.
Segundo dados da Ceplac, com o sistema sustentável, a estimativa para 2020 é de que existam cerca de 125 mil hectares de cacau consorciado com seringueira em todo o Brasil, sendo 60 mil hectares só na Bahia. O cacaueiro necessita de sombreamento, tanto na fase inicial da cultura quanto na fase adulta, então, a Ceplac está incentivando o plantio de culturas de sombreamento que dêem retorno comercial positivo e ajudem no bolso do produtor. O resultado, segundo o diretor-técnico da instituição, Manfred Muller, é que o rendimento do produtor passou de uma média de R$ 2 mil para R$ 10.800, porque há venda da amêndoa do cacau e dos produtos derivados da seringueira. A produtividade do cacau hoje está em torno de 80 a 100 arroubas por hectare, podendo chegar a 150 arroubas se o agricultor adotar todo o pacote tecnológico moderno de produção.
O novo pacote tecnológico inclui quatro diferentes tipos de manejo: controle genético (clones tolerantes), controle químico (uso de fungicidas), controle biológico (biofungicidas) e o controle cultural (poda fitossanitária). Além disso, nós temos tecnologias novas como a utilização do plantio com técnicas agroflorestais que se caracterizam pelo manejo sustentável, a utilização de sombreamento definitivo por cacau, onde há um produto para agregação de valores. Também existe o uso de irrigação ou fertirrigação para áreas com déficit hídrico. A Ceplac está negociando com órgãos ambientais o estabelecimento de políticas públicas que favoreçam a utilização de produtos ou subprodutos de áreas implantadas de cacau sob sistema de cabruca, que até então não se podia fazer por questão d eleis ambientais. Estamos negociando para fazer um sistema de manejo do sombreamento da cabruca — explica Muller.
Atualmente, a vassoura de bruxa já está controlada, graças às variedades resistentes, no entanto há uma nova doença que ainda não chegou no Brasil, mas já está preocupando as autoridades. Muller diz que a monília está causando grandes estragos em países como Equador, Bolívia e Colômbia e que os técnicos da Ceplac já estão indo para estas regiões estudar a doença para que quando ela chegue no Brasil, os especialistas já estejam preparados para tomarem todas as medidas de controle necessárias. Apesar do sucesso com o novo sistema de produção, Manfred diz que os produtores ainda não se recuperaram totalmente e ainda não estão conseguindo adotar o pacote como deveriam por falta de crédito no mercado e chama atenção das autoridades para a situação dos produtores de cacau.
Eu sempre faço um apelo às autoridades. Não adianta nada a Ceplac ter um pacote tecnológico que possa aumentar a produtividade da região cacaueira do Brasil se não houver também um saneamento da dívida dos produtores porque a região cacaueria da Bahia está hoje com essa grave crise, principalmente, pelo endividamento do produtor. A vassoura de bruxa entrou na Região, o produtor teve que usar financiamento para controle da doença e hoje não tem condições mais de pegar dinheiro novo, mesmo tendo um pacote tecnológico para altas produtividades. A maioria dos produtores está devendo e não pode aplicar o pacote tecnológico moderno porque precisa de dinheiro. Então, é preciso sanear a dívida dos produtores para que eles possam ter acesso a utilizar o novo pacote tecnológico e melhorar a produtividade — critica Manfred.
Segundo dados da Ceplac, com o sistema sustentável, a estimativa para 2020 é de que existam cerca de 125 mil hectares de cacau consorciado com seringueira em todo o Brasil, sendo 60 mil hectares só na Bahia. O cacaueiro necessita de sombreamento, tanto na fase inicial da cultura quanto na fase adulta, então, a Ceplac está incentivando o plantio de culturas de sombreamento que dêem retorno comercial positivo e ajudem no bolso do produtor. O resultado, segundo o diretor-técnico da instituição, Manfred Muller, é que o rendimento do produtor passou de uma média de R$ 2 mil para R$ 10.800, porque há venda da amêndoa do cacau e dos produtos derivados da seringueira. A produtividade do cacau hoje está em torno de 80 a 100 arroubas por hectare, podendo chegar a 150 arroubas se o agricultor adotar todo o pacote tecnológico moderno de produção.
O novo pacote tecnológico inclui quatro diferentes tipos de manejo: controle genético (clones tolerantes), controle químico (uso de fungicidas), controle biológico (biofungicidas) e o controle cultural (poda fitossanitária). Além disso, nós temos tecnologias novas como a utilização do plantio com técnicas agroflorestais que se caracterizam pelo manejo sustentável, a utilização de sombreamento definitivo por cacau, onde há um produto para agregação de valores. Também existe o uso de irrigação ou fertirrigação para áreas com déficit hídrico. A Ceplac está negociando com órgãos ambientais o estabelecimento de políticas públicas que favoreçam a utilização de produtos ou subprodutos de áreas implantadas de cacau sob sistema de cabruca, que até então não se podia fazer por questão d eleis ambientais. Estamos negociando para fazer um sistema de manejo do sombreamento da cabruca — explica Muller.
Atualmente, a vassoura de bruxa já está controlada, graças às variedades resistentes, no entanto há uma nova doença que ainda não chegou no Brasil, mas já está preocupando as autoridades. Muller diz que a monília está causando grandes estragos em países como Equador, Bolívia e Colômbia e que os técnicos da Ceplac já estão indo para estas regiões estudar a doença para que quando ela chegue no Brasil, os especialistas já estejam preparados para tomarem todas as medidas de controle necessárias. Apesar do sucesso com o novo sistema de produção, Manfred diz que os produtores ainda não se recuperaram totalmente e ainda não estão conseguindo adotar o pacote como deveriam por falta de crédito no mercado e chama atenção das autoridades para a situação dos produtores de cacau.
Eu sempre faço um apelo às autoridades. Não adianta nada a Ceplac ter um pacote tecnológico que possa aumentar a produtividade da região cacaueira do Brasil se não houver também um saneamento da dívida dos produtores porque a região cacaueria da Bahia está hoje com essa grave crise, principalmente, pelo endividamento do produtor. A vassoura de bruxa entrou na Região, o produtor teve que usar financiamento para controle da doença e hoje não tem condições mais de pegar dinheiro novo, mesmo tendo um pacote tecnológico para altas produtividades. A maioria dos produtores está devendo e não pode aplicar o pacote tecnológico moderno porque precisa de dinheiro. Então, é preciso sanear a dívida dos produtores para que eles possam ter acesso a utilizar o novo pacote tecnológico e melhorar a produtividade — critica Manfred.
Fonte: Portal do Agronegócio
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