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Notícias
19
set
2010
(ECONOMIA)
Vulnerabilidades restringem maiores avanços na economía florestal
Na busca por uma posição de vantagem competitiva, setores da economia de países produtores procuram identificar os seus pontos fracos e fortes, assim como as oportunidades e ameaças que se apresentam ao seu desenvolvimento. No entanto, eventos importantes e dificilmente previsíveis têm ocorrido ao longo da economia no final do século passado e início deste século, mostrando a difícil tarefa de prever eventos e suas conseqüências para a economia global. A competitividade e voracidade da economia chinesa, as barreiras à importação de produtos estrangeiros realizada pela União Européia e a crise financeira mundial em 2008 e 2009, além de catástrofes naturais e atentados terroristas de grande magnitude, têm submetido setores produtivos de todo mundo a pressões e modificações drásticas, evidenciando a fragilidade e vulnerabilidade de diversos setores da economia, inclusive a do setor florestal.
A análise conjuntural do mês de setembro de 2010 do Centro de Inteligência em Florestas aborda a vulnerabilidade do setor florestal brasileiro, além de questões gerais relacionadas ao mercado de produtos florestais.
Segmento de Celulose e Papel
O segmento de celulose e papel tem se mostrado vulnerável à possibilidade de escassez de matéria-prima (eucalipto e pinus), dado a sua taxa de crescimento e expansão; bem como a riscos inerentes aos principalmente com relação à?processos logísticos e de transportes, capacidade de escoamento da produção; infra-estrutura portuária e retro-portuária e modais eficientes de transportes (apenas as empresas Fibria e Veracel têm condição logística privilegiada para o escoamento de seus produtos, pois possuem terminais portuários próprios); excessiva?informalidade no segmento, principalmente de embalagens; ? falta de política governamental adequada de fomento?carga tributária; a projetos de atuação sócio-ambiental responsável; escassez de mão-de-obra qualificada; limitação de recursos destinados aos e dependencia de matérias-primas?investimentos necessários do segmento importadas e de poucas fontes de suprimentos (por exemplo, soda cáustica).
Mesmo assim, o segmento é competitivo, devido às vantagens comparativas que o Brasil apresenta na produção florestal, e tem apresentado produção e exportação historicamente crescentes apesar de nos últimos meses ter sido observado declínio nas exportações nacionais de celulose e papel.
Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Celulose e Papel (BRACELPA), em julho de 2010, o país exportou 634 mil toneladas de celulose, queda de 23,2% em relação a julho de 2009. Essa queda foi devida à antecipação de compra no ano passado. De junho a julho de 2010 a queda na quantidade exportada de papel e celulose foi de 7% devido, em parte, à redução do ritmo de importação chinesa - que hoje responde por cerca de 30% das vendas brasileiras.
Entretanto, a Europa continuou sendo o principal destino da celulose brasileira, com receita de US$1,189 bilhões em julho de 2010. A China, por sua vez, foi responsável por uma receita de US$704 milhões no mesmo período.
A produção de celulose subiu 5,1% em julho de 2010 ante o mesmo mês de 2009 e 11,3% em relação a junho de 2010, chegando a 1,215 milhões de toneladas. De janeiro a julho de 2010, o crescimento da produção nacional foi de 8,3 %, atingindo 8,109 milhões de toneladas.
Ressalta-se, ainda, que do total da celulose produzida em julho deste ano, 1,05 milhão de toneladas correspondeu a fibra curta, enquanto 127 mil toneladas foram de fibra longa. Pastas de alto rendimento registraram produção de 38 mil toneladas.
Segundo a BRACELPA, a produção de papel cresceu 3,7% em julho de 2010 em relação ao mesmo período de 2009 e 6,9% ante junho de 2010, chegando a 833 mil toneladas. No acumulado do ano, de janeiro a julho de 2010, o crescimento da produção de papel foi da ordem de 6,5%, atingindo 5,662 milhões de toneladas.
Do total produzido em julho de 2010, 420 mil toneladas corresponderam a papéis para embalagens. O segmento registrou crescimento de 4% ante julho de 2009 e de 13,2% ante junho de 2010. Papéis de imprimir e escrever apresentaram um aumento na produção de 5,1% em julho de 2010 em relação a julho de 2009 e de 2,7% contra junho de 2010, chegando a 228 mil toneladas.
As exportações de papel foram de 161 mil toneladas em julho de 2010, queda de 4,7% ante o mesmo período do ano passado e de 6,9% ante junho de 2010. Porém, de janeiro a julho de 2010, a alta é de 11,2%, totalizando 1,255 milhão de toneladas. As expectativas com relação à produção e às exportações nacionais são favoráveis, devido à ampliação da capacidade produtiva de algumas empresas, construção de novas fábricas e crescimentos dos países emergentes.
A análise conjuntural do mês de setembro de 2010 do Centro de Inteligência em Florestas aborda a vulnerabilidade do setor florestal brasileiro, além de questões gerais relacionadas ao mercado de produtos florestais.
Segmento de Celulose e Papel
O segmento de celulose e papel tem se mostrado vulnerável à possibilidade de escassez de matéria-prima (eucalipto e pinus), dado a sua taxa de crescimento e expansão; bem como a riscos inerentes aos principalmente com relação à?processos logísticos e de transportes, capacidade de escoamento da produção; infra-estrutura portuária e retro-portuária e modais eficientes de transportes (apenas as empresas Fibria e Veracel têm condição logística privilegiada para o escoamento de seus produtos, pois possuem terminais portuários próprios); excessiva?informalidade no segmento, principalmente de embalagens; ? falta de política governamental adequada de fomento?carga tributária; a projetos de atuação sócio-ambiental responsável; escassez de mão-de-obra qualificada; limitação de recursos destinados aos e dependencia de matérias-primas?investimentos necessários do segmento importadas e de poucas fontes de suprimentos (por exemplo, soda cáustica).
Mesmo assim, o segmento é competitivo, devido às vantagens comparativas que o Brasil apresenta na produção florestal, e tem apresentado produção e exportação historicamente crescentes apesar de nos últimos meses ter sido observado declínio nas exportações nacionais de celulose e papel.
Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Celulose e Papel (BRACELPA), em julho de 2010, o país exportou 634 mil toneladas de celulose, queda de 23,2% em relação a julho de 2009. Essa queda foi devida à antecipação de compra no ano passado. De junho a julho de 2010 a queda na quantidade exportada de papel e celulose foi de 7% devido, em parte, à redução do ritmo de importação chinesa - que hoje responde por cerca de 30% das vendas brasileiras.
Entretanto, a Europa continuou sendo o principal destino da celulose brasileira, com receita de US$1,189 bilhões em julho de 2010. A China, por sua vez, foi responsável por uma receita de US$704 milhões no mesmo período.
A produção de celulose subiu 5,1% em julho de 2010 ante o mesmo mês de 2009 e 11,3% em relação a junho de 2010, chegando a 1,215 milhões de toneladas. De janeiro a julho de 2010, o crescimento da produção nacional foi de 8,3 %, atingindo 8,109 milhões de toneladas.
Ressalta-se, ainda, que do total da celulose produzida em julho deste ano, 1,05 milhão de toneladas correspondeu a fibra curta, enquanto 127 mil toneladas foram de fibra longa. Pastas de alto rendimento registraram produção de 38 mil toneladas.
Segundo a BRACELPA, a produção de papel cresceu 3,7% em julho de 2010 em relação ao mesmo período de 2009 e 6,9% ante junho de 2010, chegando a 833 mil toneladas. No acumulado do ano, de janeiro a julho de 2010, o crescimento da produção de papel foi da ordem de 6,5%, atingindo 5,662 milhões de toneladas.
Do total produzido em julho de 2010, 420 mil toneladas corresponderam a papéis para embalagens. O segmento registrou crescimento de 4% ante julho de 2009 e de 13,2% ante junho de 2010. Papéis de imprimir e escrever apresentaram um aumento na produção de 5,1% em julho de 2010 em relação a julho de 2009 e de 2,7% contra junho de 2010, chegando a 228 mil toneladas.
As exportações de papel foram de 161 mil toneladas em julho de 2010, queda de 4,7% ante o mesmo período do ano passado e de 6,9% ante junho de 2010. Porém, de janeiro a julho de 2010, a alta é de 11,2%, totalizando 1,255 milhão de toneladas. As expectativas com relação à produção e às exportações nacionais são favoráveis, devido à ampliação da capacidade produtiva de algumas empresas, construção de novas fábricas e crescimentos dos países emergentes.
Fonte: CIFlorestas
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