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Notícias
14
set
2010
(CARBONO)
Economia de baixo carbono deve triplicar até 2020
Setor de veículos elétricos deverá crescer vinte vezes, movimentando US$ 473 bilhões.
Relatório do banco HSBC divulgado esta semana afirma que a economia de baixo carbono deverá triplicar até 2020, atingindo a cifra de US$ 2,2 bi. O setor mais beneficiado será o de veículos elétricos, que deverá crescer vinte vezes, movimentando US$ 473 bilhões - ou seja: um quinto de todo o mercado mundial de baixo carbono. O setor de energias renováveis pode crescer 9,4% anualmente - mercado que representaria mais de US$ 500 bilhões em 2020. O relatório afirma ainda que o nicho dos transportes públicos deverá movimentar US$ 677 bilhões até lá - o que pode fazer com que o setor de transportes ultrapasse o de energia na corrida pelo desenvolvimento limpo.
O documento aponta que devem ser vendidos 8,65 milhões automóveis movidos a eletricidade nos próximos dez anos - previsão bem mais otimista do que a da JD Power Automotive, que aponta que cerca de 2 milhões de veículos elétricos deverão estar nas ruas até 2020. Ambas as expectativas ainda figuram longe dos 61 milhões de veículos convencionais vendidos em 2009, mas representam um salto considerável com relação aos 5 mil carros elétricos comercializados no mesmo período.
A expectativa de que nos próximos anos dezenas de milhares de carros elétricos estejam circulando na Europa, EUA e Ásia remete ao avanço tecnológico que possibilitou que os veículos agora oferecidos pelos fabricantes tenham autonomia bem maior que a de seus predecessores - o que aumenta a utilidade e o apelo do carro elétrico junto ao consumidor.
Mas assim que esses veículos estiverem aparecendo nas ruas, um problema estrutural deverá se colocar: onde recarregá-los? Alguns experts acreditam que os veículos elétricos devem ser recarregados em casa ou no trabalho. Outros defendem uma rede global de postos de recarga. Uma companhia proeminenjte está lançado a ideia de que existam postos em que o consumidor possa rapidamente trocar sua bateria "quase morta" por uma recarregada. Outros ainda advogam que os "problemas" de carros movidos apenas a eletricidade podem ser evitados se for focada a produção e comercialização de híbridos: movidos a eletricidade e gasolina.
"A introdução dos veículos elétricos no mercado é mais que um problema financeiro", afirma Sam Jaffe, analista e gerente de pesquisa do IDC Energy Insights. "Trata-se de um grande experimento antropológico. Não há dúvida de que é um processo cheio de retrocessos e vantagens. E requer um rearranjo na mentalidade dos consumidores", completa.
Corrida
A corrida das companhias para colocar seus veículos elétricos no mercado está ficando quente. O i-MiEV, da Mitsibishi Motors, está sendo comercializado no Japão desde abril, e em poucos meses estará disponível na Europa e nos EUA. A montadora japonesa está fazendo duas versões do carro para a francesa PSA Peugeot Citroen.
A Nissan vai lançar seu Leaf em dezembro, enquanto a Renault vai começar a vender o Fluence ZE (emissão zero) na primeira metade do ano que vem. Maior montadora européia, a Volkswagen - última a entrar na competição - planeja lançar versões elétricas de seus veículos em 2013, embora afirme que por volta de 2018 cerca de 3% das vendas da companhia serão de carros elétricos.
Relatório do banco HSBC divulgado esta semana afirma que a economia de baixo carbono deverá triplicar até 2020, atingindo a cifra de US$ 2,2 bi. O setor mais beneficiado será o de veículos elétricos, que deverá crescer vinte vezes, movimentando US$ 473 bilhões - ou seja: um quinto de todo o mercado mundial de baixo carbono. O setor de energias renováveis pode crescer 9,4% anualmente - mercado que representaria mais de US$ 500 bilhões em 2020. O relatório afirma ainda que o nicho dos transportes públicos deverá movimentar US$ 677 bilhões até lá - o que pode fazer com que o setor de transportes ultrapasse o de energia na corrida pelo desenvolvimento limpo.
O documento aponta que devem ser vendidos 8,65 milhões automóveis movidos a eletricidade nos próximos dez anos - previsão bem mais otimista do que a da JD Power Automotive, que aponta que cerca de 2 milhões de veículos elétricos deverão estar nas ruas até 2020. Ambas as expectativas ainda figuram longe dos 61 milhões de veículos convencionais vendidos em 2009, mas representam um salto considerável com relação aos 5 mil carros elétricos comercializados no mesmo período.
A expectativa de que nos próximos anos dezenas de milhares de carros elétricos estejam circulando na Europa, EUA e Ásia remete ao avanço tecnológico que possibilitou que os veículos agora oferecidos pelos fabricantes tenham autonomia bem maior que a de seus predecessores - o que aumenta a utilidade e o apelo do carro elétrico junto ao consumidor.
Mas assim que esses veículos estiverem aparecendo nas ruas, um problema estrutural deverá se colocar: onde recarregá-los? Alguns experts acreditam que os veículos elétricos devem ser recarregados em casa ou no trabalho. Outros defendem uma rede global de postos de recarga. Uma companhia proeminenjte está lançado a ideia de que existam postos em que o consumidor possa rapidamente trocar sua bateria "quase morta" por uma recarregada. Outros ainda advogam que os "problemas" de carros movidos apenas a eletricidade podem ser evitados se for focada a produção e comercialização de híbridos: movidos a eletricidade e gasolina.
"A introdução dos veículos elétricos no mercado é mais que um problema financeiro", afirma Sam Jaffe, analista e gerente de pesquisa do IDC Energy Insights. "Trata-se de um grande experimento antropológico. Não há dúvida de que é um processo cheio de retrocessos e vantagens. E requer um rearranjo na mentalidade dos consumidores", completa.
Corrida
A corrida das companhias para colocar seus veículos elétricos no mercado está ficando quente. O i-MiEV, da Mitsibishi Motors, está sendo comercializado no Japão desde abril, e em poucos meses estará disponível na Europa e nos EUA. A montadora japonesa está fazendo duas versões do carro para a francesa PSA Peugeot Citroen.
A Nissan vai lançar seu Leaf em dezembro, enquanto a Renault vai começar a vender o Fluence ZE (emissão zero) na primeira metade do ano que vem. Maior montadora européia, a Volkswagen - última a entrar na competição - planeja lançar versões elétricas de seus veículos em 2013, embora afirme que por volta de 2018 cerca de 3% das vendas da companhia serão de carros elétricos.
Fonte: O Estado de São Paulo
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