Voltar
Notícias
14
set
2010
(ECONOMIA)
Crise no setor madeireiro no Pará
Redução orçamentária de 50% e 10 mil já perderam o emprego.
O setor madeireiro já sofria economicamente nas principais áreas de produção quando veio a crise financeira internacional de 2008, que afetou as exportações brasileiras. Dois municípios do estado do Pará - Breves e Portel, ambos na Ilha de Marajó, são economicamente ligados a indústria madeireira na principal fonte geradora de emprego e renda, entraram em depressão e tiveram agravados os problemas sociais. Entre eles, a violência urbana e rural, o consumo de drogas e a exploração sexual de crianças e adolescentes.
No segundo semestre do ano passado, com o ápice da crise financeira internacional e a queda das exportações, Breves amargou uma redução na receita orçamentária de cerca de 50%. A crise fez com que milhares de trabalhadores perdessem o emprego, estima-se que mais de 10 mil foram demitidos em consequência do fechamento em série de várias serrarias e algumas empresas de médio porte também sentiram os seus efeitos, a crise que assolou o mundo inteiro obrigou o encerramento de atividades comerciais, como a Madenorte por exemplo, que foi uma importante empresa do setor e chegou a empregar cerca de 1,500 funcionários.
Só no município de Breves haviam 22 projetos de manejo pendentes aguardando decisão da SEMA (Secretaria de Meio Ambiente). E, segundo revelou na ocasião o prefeito José Antônio Azevedo Leão, o "Xarão Leão" (PMDB), esses processos aguardavam análise e liberação desde 2002.
O diretor técnico da AIMEX (Associação das Indústrias Exportadoras de Madeiras do Estado do Pará), Guilherme Carvalho, admitiu que os embargos de gaveta apostos no passado pela Sema na análise de processos tiveram efeitos devastadores sobre o setor industrial madeireiro do Marajó. Empresas grandes, médias e pequenas, tiveram que fechar as portas, e as poucas que sobreviveram passaram a operar desde então com limitações, mantendo no máximo entre 15 e 20 por cento da sua antiga força de trabalho. O diretor ressalta ainda que, desde o ano passado, quando houve a mudança de comando na pasta, a Sema passou a trabalhar com agilidade na análise dos processos e na consequente liberação das licenças ambientais.
O fechamento de indústrias madeireiras causa, sem dúvida, transtornos para a economia do município e acarreta complicações ainda maiores na área social, onde já existem problemas graves. Mas a dificuldade maior experimentada por Breves – e também pelos demais municípios marajoaras – acaba sendo mesmo a ausência do governo, seja ele o Estado ou a União.
A avaliação é de Reginaldo Cardoso Sarraf, na condição de presidente da Associação Comercial, Empresarial e Agropastoril de Breves e, cumulativamente, da Câmara de Dirigentes Lojistas da cidade. O empresário diz que, no período mais crítico de demissões em massa nas serrarias, o benefício do seguro-desemprego contribuiu para tornar menos aflitiva a situação dos trabalhadores e de suas famílias.
"A nossa preocupação maior é com o que vai ocorrer quando cessar o benefício", afirmou, destacando que uma cidade como Breves não pode depender unicamente dos empregos gerados pela administração pública e pelo comércio. "O comércio também sente o baque da crise, mas tem procurado reagir através de campanhas promocionais de incentivo ao consumo".
O município de Breves já foi, nas décadas de 1960/70, o maior produtor de arroz de várzea do Brasil. Foi também grande produtor de juta e borracha, mas com o início do ciclo extrativista da madeira, a partir de 1970, que apresenta ganho financeiro mais rápido e a capacidade de absorver grandes contingentes de mão de obra, as culturas do arroz, juta e borracha foram abandonadas.
O setor madeireiro já sofria economicamente nas principais áreas de produção quando veio a crise financeira internacional de 2008, que afetou as exportações brasileiras. Dois municípios do estado do Pará - Breves e Portel, ambos na Ilha de Marajó, são economicamente ligados a indústria madeireira na principal fonte geradora de emprego e renda, entraram em depressão e tiveram agravados os problemas sociais. Entre eles, a violência urbana e rural, o consumo de drogas e a exploração sexual de crianças e adolescentes.
No segundo semestre do ano passado, com o ápice da crise financeira internacional e a queda das exportações, Breves amargou uma redução na receita orçamentária de cerca de 50%. A crise fez com que milhares de trabalhadores perdessem o emprego, estima-se que mais de 10 mil foram demitidos em consequência do fechamento em série de várias serrarias e algumas empresas de médio porte também sentiram os seus efeitos, a crise que assolou o mundo inteiro obrigou o encerramento de atividades comerciais, como a Madenorte por exemplo, que foi uma importante empresa do setor e chegou a empregar cerca de 1,500 funcionários.
Só no município de Breves haviam 22 projetos de manejo pendentes aguardando decisão da SEMA (Secretaria de Meio Ambiente). E, segundo revelou na ocasião o prefeito José Antônio Azevedo Leão, o "Xarão Leão" (PMDB), esses processos aguardavam análise e liberação desde 2002.
O diretor técnico da AIMEX (Associação das Indústrias Exportadoras de Madeiras do Estado do Pará), Guilherme Carvalho, admitiu que os embargos de gaveta apostos no passado pela Sema na análise de processos tiveram efeitos devastadores sobre o setor industrial madeireiro do Marajó. Empresas grandes, médias e pequenas, tiveram que fechar as portas, e as poucas que sobreviveram passaram a operar desde então com limitações, mantendo no máximo entre 15 e 20 por cento da sua antiga força de trabalho. O diretor ressalta ainda que, desde o ano passado, quando houve a mudança de comando na pasta, a Sema passou a trabalhar com agilidade na análise dos processos e na consequente liberação das licenças ambientais.
O fechamento de indústrias madeireiras causa, sem dúvida, transtornos para a economia do município e acarreta complicações ainda maiores na área social, onde já existem problemas graves. Mas a dificuldade maior experimentada por Breves – e também pelos demais municípios marajoaras – acaba sendo mesmo a ausência do governo, seja ele o Estado ou a União.
A avaliação é de Reginaldo Cardoso Sarraf, na condição de presidente da Associação Comercial, Empresarial e Agropastoril de Breves e, cumulativamente, da Câmara de Dirigentes Lojistas da cidade. O empresário diz que, no período mais crítico de demissões em massa nas serrarias, o benefício do seguro-desemprego contribuiu para tornar menos aflitiva a situação dos trabalhadores e de suas famílias.
"A nossa preocupação maior é com o que vai ocorrer quando cessar o benefício", afirmou, destacando que uma cidade como Breves não pode depender unicamente dos empregos gerados pela administração pública e pelo comércio. "O comércio também sente o baque da crise, mas tem procurado reagir através de campanhas promocionais de incentivo ao consumo".
O município de Breves já foi, nas décadas de 1960/70, o maior produtor de arroz de várzea do Brasil. Foi também grande produtor de juta e borracha, mas com o início do ciclo extrativista da madeira, a partir de 1970, que apresenta ganho financeiro mais rápido e a capacidade de absorver grandes contingentes de mão de obra, as culturas do arroz, juta e borracha foram abandonadas.
Fonte: Diário do Pará/Painel Florestal
Notícias em destaque
Pesquisa busca adaptar pinus às mudanças climáticas e aumentar a produtividade
Embrapa Florestas desenvolve desde 2021 estudo para identificar materiais genéticos mais adaptados às transformações...
(TECNOLOGIA)
Mercado de madeira tratada deve crescer 6,7 por cento ao ano até 2030, segundo pesquisa
O mercado mundial de madeira tratada deve crescer, em média, 6,7% ao ano até 2030, segundo projeção da Grand View...
(MADEIRA E PRODUTOS)
Suzano abre oportunidades de emprego em Bataguassu, Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas (MS)
Oportunidades abrangem áreas florestal, manutenção, logística, administrativa e operacional, com...
(GERAL)
Suzano bate recorde em Santos e embarca 39,1 mil t de celulose em 24h
Volume, que seguiu em dois navios para a Europa, equivale a 407 vagões de trens de carga
A Suzano embarcou 39,1 mil toneladas de...
(LOGÍSTICA)
Em cenário desafiador, setor brasileiro de árvores cultivadas exporta US$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026
Boletim Mosaico, produzido pela Ibá, traz os resultados da indústria no período; China segue como principal destino dos...
(MERCADO)
Equipamentos para plantio florestal na operação
A janela de plantio tem impacto direto sobre o custo de formação da floresta. Quando a equipe entra em campo com solo mal preparado,...
(MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS)














