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Notícias
11
set
2010
(MEIO AMBIENTE)
O futuro é plantar sem derrubar na Amazônia
Nova coleção encartada quinta-feira mostra como usar terra degradada.
É possível conciliar a expansão da atividade agrícola na Amazônia e a conservação e preservação das áreas de floresta? O agrônomo, mestre e doutor em Econômia Rural Alfredo Kingo Oyama Homma aposta que sim: no novo fascículo da coleção "Amazônia Sustentável", encartado hoje em O LIBERAL, o pesquisador mostra que áreas desmatadas podem ser convertidas em áreas produtivas - e que ecossistemas que não deveriam ter sido destruídos podem ser recuperados. Alfredo Homma assina o artigo "Agricultura na Amazônia: O Futuro é Plantar sem Derrubar", que abre a edição desta semana da coleção "Amazônia Sustentável".
"O desafio não está em somente estancar a sangria do desmatamento crônico, mas em transformar a curva decrescente da cobertura florestal da Amazônia com o reflorestamento das áreas que não deveriam ter sido desmatadas", escreve o pesquisador, enumerando, em seguida, alternativas para o uso não sustentável do solo: a criação de reservas extrativistas, a implementação de sistemas agroflorestais em áreas desmatadas, o incentivo à agricultura familiar e à piscicultura, além da redução da área destinada ao pasto - sem que se tenha redução da produção. Estima-se que 51 milhões de hectares - nada menos do que 70% da área desmatada - sejam de pastagens em diferentes estágios de degradação.
A coleção "Amazônia Sustentável", patrocinada pela Vale, é composta por 24 fascículos que serão publicados quinzenalmente, sempre às quartas-feiras. Coordenador da coleção, o cientista Inocêncio Gorayeb, pesquisador do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), doutor em Sistemática Zoológica, especialista em insetos hematófagos e professor da Universidade do Estado do Pará (UEPA), diz que o "Amazônia Sustentável" é uma janela para os assuntos que tocam diretamente a questão da sustentabilidade e outros temas importantes relacionados à região. É o caso do eminente acervo etnográfico do Museu Goeldi. Formado por mais de 13 mil itens, a maior parte deles, registros históricos originais das etnias indígenas da Amazônia, a Coleção Etnográfica da Reserva Técnica Curt Nimuendajú, do MPEG, guarda um pedaço importante da história dos povos amazônidas. Parte dela é contada no artigo "Testemunhos etnográficos" escrito pelos pesquisadores Alegria Benchimol, mestre em Ciência da Informação e vice-curadora da Coleção Etnográfica da Reserva Técnica Curt Nimuendajú, e Carlos Eduardo Chaves, graduado em História, mestrando em Ciências Sociais, publicado nesta edição.
A seção "Curiosidades da biodiversidade amazônica" desta semana traz a curiosa planta que serve como um termômetro da degradação: O capim sapê (Imperata brasiliensis), resistente aos intempéries, aparece em áreas de capoeira, roças abandonadas e pastagens indicando que, ali, houve um avançado processo de degradação. "Onde esse capim nasce é sinal de aquele lugar já sofreu degradação", explica o professor Inocêncio Gorayeb. O autor do artigo sobre a planta que denúncia o desmatamento é o botânico e pesquisador do Museu Emílio Goeldi Samuel Almeida.
É possível conciliar a expansão da atividade agrícola na Amazônia e a conservação e preservação das áreas de floresta? O agrônomo, mestre e doutor em Econômia Rural Alfredo Kingo Oyama Homma aposta que sim: no novo fascículo da coleção "Amazônia Sustentável", encartado hoje em O LIBERAL, o pesquisador mostra que áreas desmatadas podem ser convertidas em áreas produtivas - e que ecossistemas que não deveriam ter sido destruídos podem ser recuperados. Alfredo Homma assina o artigo "Agricultura na Amazônia: O Futuro é Plantar sem Derrubar", que abre a edição desta semana da coleção "Amazônia Sustentável".
"O desafio não está em somente estancar a sangria do desmatamento crônico, mas em transformar a curva decrescente da cobertura florestal da Amazônia com o reflorestamento das áreas que não deveriam ter sido desmatadas", escreve o pesquisador, enumerando, em seguida, alternativas para o uso não sustentável do solo: a criação de reservas extrativistas, a implementação de sistemas agroflorestais em áreas desmatadas, o incentivo à agricultura familiar e à piscicultura, além da redução da área destinada ao pasto - sem que se tenha redução da produção. Estima-se que 51 milhões de hectares - nada menos do que 70% da área desmatada - sejam de pastagens em diferentes estágios de degradação.
A coleção "Amazônia Sustentável", patrocinada pela Vale, é composta por 24 fascículos que serão publicados quinzenalmente, sempre às quartas-feiras. Coordenador da coleção, o cientista Inocêncio Gorayeb, pesquisador do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), doutor em Sistemática Zoológica, especialista em insetos hematófagos e professor da Universidade do Estado do Pará (UEPA), diz que o "Amazônia Sustentável" é uma janela para os assuntos que tocam diretamente a questão da sustentabilidade e outros temas importantes relacionados à região. É o caso do eminente acervo etnográfico do Museu Goeldi. Formado por mais de 13 mil itens, a maior parte deles, registros históricos originais das etnias indígenas da Amazônia, a Coleção Etnográfica da Reserva Técnica Curt Nimuendajú, do MPEG, guarda um pedaço importante da história dos povos amazônidas. Parte dela é contada no artigo "Testemunhos etnográficos" escrito pelos pesquisadores Alegria Benchimol, mestre em Ciência da Informação e vice-curadora da Coleção Etnográfica da Reserva Técnica Curt Nimuendajú, e Carlos Eduardo Chaves, graduado em História, mestrando em Ciências Sociais, publicado nesta edição.
A seção "Curiosidades da biodiversidade amazônica" desta semana traz a curiosa planta que serve como um termômetro da degradação: O capim sapê (Imperata brasiliensis), resistente aos intempéries, aparece em áreas de capoeira, roças abandonadas e pastagens indicando que, ali, houve um avançado processo de degradação. "Onde esse capim nasce é sinal de aquele lugar já sofreu degradação", explica o professor Inocêncio Gorayeb. O autor do artigo sobre a planta que denúncia o desmatamento é o botânico e pesquisador do Museu Emílio Goeldi Samuel Almeida.
Fonte: O Liberal
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